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3º Passo - Visão

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Neste artigo vamos abordar a importância da Visão, o 3º passo dentre os 5 que Neemias cumpriu até alcançar êxito na restauração dos muros de Jerusalém.

PROJETO NEEMIAS: 5 PASSOS PARA O ÊXITO DE UMA EMPRESA

Visão

Segundo a última pesquisa do Sebrae, cerca de 50% das empresas fecham antes de completar o 2º ano de atividade. A falta de planejamento prévio e falhas no planejamento são duas das principais causas do fracasso das empresas.

E a 1ª condição para fazermos um bom planejamento é ter uma visão clara do negócio e da empresa. Afinal, como podemos conquistar algo que não vemos claramente?

Devemos adotar o exemplo de Neemias, que buscou ao Senhor e diante d´Ele estabeleceu um plano para reedificar Jerusalém: “Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo, e à oração dos teus servos que desejam temer o teu nome; e faze prosperar hoje o teu servo, e dá-lhe graça perante este homem. Então era eu copeiro do rei” (Nee 1:11). Ao lermos este texto notamos que, antes de falar com o rei Ciro, Neemias já tinha uma visão clara de todos os recursos e detalhes necessários para obter êxito em sua empreitada. Assim que Deus desse uma oportunidade para ele diante de Ciro, ele sabia exatamente o que falar e o que fazer:“… E aprouve ao rei enviar-me, apontando-lhe eu um certo tempo. Disse mais ao rei: Se ao rei parece bem, dêem-se-me cartas para os governadores dalém do rio, para que me permitam passar até que chegue a Judá. Como também uma carta para Asafe, guarda da floresta do rei, para que me dê madeira para cobrir as portas do paço da casa, para o muro da cidade e para a casa em que eu houver de entrar.” (Nee 2:6-8).

Será que você, empresário cristão, tem uma visão clara sobre sua empresa, a ponto de lhe garantir pleno êxito no mercado? Sua visão atual é suficiente para aproveitar todas as oportunidades que o Senhor tem lhe oferecido?

Talvez você tenha uma excelente visão do seu negócio, mas não consegue colocá-la no papel. Talvez sua dificuldade, como a da maioria dos pequenos empresários, seja elaborar um plano que apresente esta visão e seja prático de ser aplicado.

Existem muitas técnicas para elaborar um bom plano de negócio. Em sua maioria são técnicas complexas que exigem tanto tempo e esforço que pequenos empresários acabam desistindo de fazer ou de completar um planejamento para sua empresa.

7 QUESTÕES BÁSICAS

Penso que um bom começo, e uma forma de simplificar nosso trabalho, seja descrever nossa visão a respeito da empresa, ainda que de forma meio teórica. Para essa tarefa eu prefiro uma técnica muito usada no jornalismo, bastante simples e fácil de aplicar, que consiste em obter respostas para 7 questões a respeito de um fato.

1) O quê?

O que a empresa é hoje e o que você espera que sua empresa seja no futuro?

Neemias tinha um único foco, do qual ele não poderia se afastar: reedificar Jerusalém. É preciso definir o foco atual e futuro da sua empresa!

2) Por quê?

É bom esclarecer quais as razões para alcançar o alvo definido na questão anterior. Neemias tinha uma motivação simples e persistente: amor a Deus e ao seu povo. Quais são os verdadeiros sentimentos que te estimulam a manter a empresa ou a fazê-la crescer?

3) Como? Quais ações terão que ser cumpridas? Quais as habilidades e a qualidade do que vamos fazer? Que tipo de material é mais conveniente para alcançar os resultados esperados? Neemias pensou em todos estes detalhes antes de ir para Jerusalém…

4) Quem? Qual é o seu público preferencial? Quais são as características dos seus clientes? Quais são os potenciais fornecedores? Qual o perfil dos funcionários? Creio que esta seja a questão que requer maior cuidado, tendo em vista ser determinante para o sucesso, ou o fracasso, de uma empresa. Algumas lições que podemos extrair da experiência de Neemias:

- Saiba com quem e quando você pode compartilhar seus planos: Nee 2:16. 

- Sempre distribua funções e responsabilidades conforme o perfil (habilidades, personalidade e caráter) de cada colaborador. No capítulo 3, cada parte específica da obra era tocada por um grupo específico.

- A justiça é fundamental para manter a saúde da empresa. Os bons colaboradores precisam ser estimulados (Nee 7:2) e os maus, repreendidos e excluídos (Nee 6:10-13). Especialmente nesta tarefa, carecemos de um discernimento aguçado: Quem o Senhor quer, ou não, na empresa?

5) Onde? Em que região Deus quer que a empresa atue? Qual é o melhor lugar? Esta foi a pergunta mais fácil para Neemias, mas nos dias atuais não basta saber apenas o “ponto” da empresa. Com as facilidades de comunicação e transportes, tornou-se mais importante saber como fazer uma “ponte” entre o cliente e você, permitindo fácil acesso a seus produtos e serviços.

6) Quando? Quais etapas terão que ser cumpridas? Quanto vai durar cada etapa? Quando Deus quer que a empresa atue? Confesso que tenho dificuldade para calcular tempo. Para escrever este artigo, por exemplo, calculei que levaria no máximo duas horas: ainda nem cheguei ao meio e já se foram mais de cinco horas… Mesmo Neemias teve que reprogramar o tempo determinado para a obra em Jerusalém (Nee 13:6,7), o que demonstra que vale a pena sermos prudentes e deixar uma margem para eventualidades em nosso plano.

Administrar esta flexibilidade requer sabedoria, pois corremos o risco de antecipar o tempo e queimar etapas ou atrasar e acabar perdendo oportunidades.

7) Quanto? – Quais recursos são necessários? Quais são as fontes de recursos e de financiamento? Quanto vamos faturar, gastar e lucrar? Quanto Deus quer que a empresa fature? Quanto o Senhor quer que a empresa semeie?

Devemos lembrar que contas são pagas com dinheiro e não com palavras. A fé verdadeira deve ser acompanhada de um boa gestão financeira, até para não resultar em mal testemunho para o Povo de Deus.

Ao responder estas questões, e anotar todas as respostas, você clareia sua própria visão e tem a oportunidade de checar eventuais falhas no plano para sua empresa, além de facilidade para transmitir a visão a outras pessoas envolvidas (Hc 2:2).

ENXERGANDO O VISÍVEL E O INVISÍVEL

Se o foco deste artigo fosse o público secular, poderíamos dizer que apenas responder às questões acima seria suficiente para ter uma boa visão da empresa. Mas como seres espirituais que somos, não andamos apenas segundo nossa visão humana, mas principalmente pela visão espiritual. Afinal, o justo viverá pela fé (Rm 1:17, Gl 3:11 e Hb 10:38). Precisamos então discernir, enxergar quais são as realidades que interferem em nossos planos.

Antigos rabinos judeus ensinam que toda realidade envolve 4 dimensões, as quais merecem ser discernidas com atenção se queremos que nossa empresa seja bem sucedida.

A realidade natural:

O Visível do Visível – É a realidade natural, que você enxerga sozinho e sem muito esforço. Representa o seu ponto de vista natural sobre a realidade de sua empresa.

O Invisível do Visível – É a realidade que você não enxerga naturalmente. Representa o ponto de vista de outras pessoas sobre sua empresa. Requer um exercício de humildade da parte do empresário para perceber o que outras pessoas pensam sobre a empresa, especialmente aquelas que buscam nosso bem, como cônjuge, líderes e pastores. Como diz Pv 11:14, “Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança.”

A realidade espiritual:

O Visível do Invisível – É a realidade espiritual que envolve todas as empresas cristãs, a qual pode ser “discernida” por todo crente convencional, que anda no temor ao Senhor e tem noções básicas da Bíblia. É sempre bom lembrar que se uma empresa pertence a um servo de Deus, então de fato pertence ao próprio Deus e, por esta razão, deve dar testemunho contra o pecado e permanecer firme contra as investidas do reino das trevas, como Neemias fez em Nee 5:9 e Nee 6:1-15. Leia também Pv 3:7 e Ef 6:12.

O Invisível do Invisível – É nesta dimensão que o sucesso, ou o fracasso, de nossa empresa é definido. Ali podemos ver o ponto de vista do próprio Deus e enxergar as realidades espirituais específicas sobre nosso negócio. Mas requer esforço, especialmente para deixar tarefas aparentemente mais importantes para investir tempo na presença de Deus, em oração, meditação na Palavra. É nesta dimensão que crescemos no conhecimento do Espírito Santo, recebendo revelações específicas e unções poderosas para abrir e fechar portas no reino espiritual para nossa empresa. Neemias buscava constantemente ao Senhor, e dele recebia instruções (Nee 7:5).

Oro ao Senhor que Ele abra os nossos olhos para enxergar toda a movimentação no mundo espiritual, assim como Ele fez com o moço de Elizeu na passagem de 2 Rs 6:15-17.

INTERPRETANDO A VISÃO

Bem, mesmo depois de ter uma visão clara das realidades que cercam a empresa, é importante voltarmos os olhos para nosso interior e calibrar nossa visão considerando-se as distorções geradas pela carnalidade da alma humana, como adverte Provérbios 16:1.

Nossa alma pode acabar interferindo na leitura que fazemos da visão. Fazendo uma analogia, a visão é a planta de uma casa, projetada por um hábil arquiteto, e nossa alma é o engenheiro, que pode interpretar a planta de diversas formas e aplicar tipos de materiais e acabamento conforme seu próprio entendimento.

Há pelo menos três interpretações que podemos fazer da visão sobre a empresa:

a) O que QUEREMOS Fazer

b) O que PODEMOS Fazer

c) O que DEVEMOS Fazer

Nossa vontade vai nos induzir a fazer a primeira opção. Mas como nossa vontade é falha, pode nos levar tanto ao otimismo quanto ao pessimismo exagerados, que enxerga somente os pontos que nos interessam. A pessoa de vontade fraca tenderá para o pessimismo e a pessoa que possui uma vontade forte, determinada, se inclinará ao otimismo.

Já nossa auto estima tende a aumentar ou diminuir o alcance do projeto.

Uma auto estima baixa vai enxergar o projeto da seguinte forma: “puxa, Deus me deu um bom negócio, então vou cuidar dele com muito cuidado, sozinho, ali na minha casinha, devagarzinho.” Uma auto estima alta vai enxergar o projeto de outra forma: “Nossa, Deus me deu um negócio fantástico, que vai alcançar um monte de países e vai me deixar bilionário!

Percebeu porque as duas interpretações acima podem comprometer o projeto de Deus para sua empresa?

Bons empresários cristãos falham por insistirem em fazer o que querem com a empresa, deixando que sua vontade e auto estima construam de forma errada uma visão que a princípio era correta.

Portanto, entre os pensamentos acima, prefira sempre o último, porque prosperar é fazer o que tem que ser feito (Dt 29:9).

Neemias era um copeiro do rei que recebeu uma missão desafiadora para seus padrões: restaurar os muros de Jerusalém. Ele não se questionou se queria mesmo fazer isso e nem tentou restringir o seu trabalho a levar ajuda pro povo judeu e nem tentou engrandecer demais sua missão, tornando-se Rei de Jerusalém ou de Samaria.

Ele começou sua missão colocando sua vontade a serviço da vontade do Senhor e ele perseverou em manter sua alma submissa a Deus, conforme pode ser observado em todo o livro, mas especialmente no capítulo 13, onde ele enfrentou tudo e a todos para que a vontade do Senhor fosse estabelecida em Jerusalém. Isto demonstra que ou ele tinha uma alma sarada e sintonizada com o Senhor, ou ele tinha aprendido a principal lição que todo crente deve saber: devemos manter nossa alma sempre obediente ao Senhor.

Se o Senhor colocou um grande projeto nas suas mãos e isto lhe causa insegurança, faça como Neemias, confie nEle e tudo o mais ele fará. E se Ele tem lhe dado a visão de um pequeno negócio, seja fiel no pouco e sobre o muito Ele te colocará. O que importa não é o tamanho ou o alcance do projeto que o Senhor colocou nas suas mãos, mas a clareza com que você o enxerga e a fidelidade com que você o executa.

Se sua empresa é do Senhor, então ela é um projeto nobre. “Mas o nobre projeta coisas nobres e na sua nobreza perseverará.” Isaías 32:8

* Josias Messias, 41 anos, jornalista, diretor da ProCana Brasil – empresa líder em informações e eventos voltados ao setor sucroenergético (www.procana.com.br). Preside a Pró-Ribeirânia – Associação dos Empresários e Moradores da Av. Costábile Romano, e é membro do Conselho Deliberativo da Soberp – Sociedade Beneficente Evangélica de Ribeirão Preto.

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