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4º Passo - Comando 1

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Após breve intervalo, retomamos a publicação desta série de artigos abordando os cinco passos para o êxito de uma empresa, obtidos a partir da bem-sucedida experiência de Neemias em restaurar os muros de Jerusalém.

O 4º passo é Comando, que a princípio pode soar como algo autoritário diante de um termo moderno como liderança, mas que no meu ponto de vista tem um sentido mais amplo. No plano pessoal, comandar é fazer uso do bem mais precioso concedido ao ser humano, depois da vida claro, que é o livre arbítrio. Em coerência com Salmos 115:16, comandar significa assumir a condução do próprio destino.

Enquanto liderança visa estimular outras pessoas a fazer algo, comando envolve colocar ordem em si mesmo e em uma organização visando alcançar um objetivo, cumprir uma missão. Em resumo, comandar a si mesmo é o primeiro passo para transformar-se em um líder e passar a liderar outras pessoas.

Neste sentido, se comando é fundamental na vida pessoal, ainda mais no âmbito empresarial, no qual as pessoas e atividades precisam ser direcionadas diariamente. E Neemias nos dá maravilhosos exemplos e ensinamentos em como comandar uma empresa. São tantos que não consigo abordar todos num só artigo (e nem aplicá-los todos ainda!), mas vamos começar pelas virtudes que considero prioritárias.

1. INICIATIVA
Ter iniciativa é uma marca do empreendedor bem-sucedido. No capítulo 2, vemos que imediatamente após receber a visão do plano de Deus para Jerusalém, Neemias tomou para si a missão de restaurar os muros, tomando a iniciativa de organizar as ações e buscar os recursos necessários para executá-la.

A falta de iniciativa é a razão de muitos bons projetos e negócios estarem enterrados. É comum encontrar irmãos que investem bastante tempo intercedendo diante de Deus por um negócio, têm um projeto claro, mas pecam por não agir no tempo certo. Por religiosidade ou receio excessivo, acabam enterrando seus talentos, assim como ocorre na parábola de Mt 25:25.

Antes de iniciar ou fazer mudanças na empresa é importante avaliar como anda seu nível de iniciativa. Minha sugestão é usar o Iniciômetro, um semáforo cuja cor da luz indica o nível atual:

PARE COM AS DESCULPAS!
Uma característica comum aos fracassados é que eles nunca são responsáveis por seu fracasso. Se eles não se dão bem é sempre culpa de alguém ou de alguma situação: porque nasceu pobre, porque não tem estudo, por causa do patrão, do mercado, do governo, da mulher... Enfim, aceitam facilmente desculpas para não terem que sair do comodismo, da mediocridade, e enfrentarem seus próprios medos e frustrações. Mal percebem que quando aceitam desculpas para não avançar em um projeto de Deus, estão dizendo que Ele é fraco e mentiroso!

Posso compartilhar um testemunho nesta área que vai alimentar sua fé? Conheço um cristão que desde menino teve uma saúde frágil. Sofria dor de dente, ouvido, unha encravada, pneumonia, sinusite, rinite, tudo quanto é ite... Interessante é que sempre que se envolvia numa situação de fracasso, ele adoecia. Sem querer acabou justificando seus fracassos com as enfermidades. Primeiro para si mesmo, depois para os outros. Assim, como a bolacha Tostines, a história se repetia: fracassava porque ficava doente ou ficava doente porque interiorizava o medo do fracasso?

Até que um dia o Senhor veio libertá-lo desta mentira e, ainda que às vezes fique adoecido, não aceita mais as doenças como desculpas para ficar limitado em seus projetos.

O medo é o maior inimigo do empreendedor. Foi o medo que levou um dos servos da parábola dos talentos, em Mt 25:25, a se tornar infiel e fracassar. Superamos o fracasso quando enfrentamos nossos medos e cremos no projeto que o Senhor nos confiou. Como fez Pedro ao andar sobre as águas, ainda que você comece a afundar, o Senhor te levanta!

FAÇA O QUE TEM QUE SER FEITO!
Após parar com as desculpas, o empreendedor deve focar suas atenções nas atividades que só ele pode desempenhar na empresa, nas atividades diretamente relacionadas aos seus talentos e, pelas quais o Senhor vai cobrá-lo. A isto chamamos responsabilidade.

Em Ne 2:7-18 vemos Neemias chamando para si a responsabilidade pela reconstrução dos muros, mostrando como o rei e o Senhor o autorizaram a isto e estimulando o povo a fazer parte da obra. Isto nos ensina que quem recebe a visão do negócio, da empresa ou do produto principal, também é o responsável por transformá-lo em realidade. Ainda que para isso venha enfrentar situações de solidão, como ocorreu com Neemias (Ne 2:16).

AJUDE AOS OUTROS!
Quando cumprimos com nossas responsabilidades alcançamos um nível no qual estamos livres para ajudar outras pessoas. Neemias não ficou restrito a sua função ou se acomodou na confortável posição de governador. Ele pôs a mão na massa, botou dinheiro do próprio bolso e abençoou o povo (Ne 5:14-19).

Suas atitudes revelam que ser empresário implica em desejar e estar disposto a ajudar aos outros, sejam funcionários, clientes, sociedade, etc.

O verdadeiro empreendedor não aceita desculpas por um suposto fracasso, mas corre atrás dos seus projetos e faz o que deve ser feito para alcançar seus objetivos.

2. IDENTIDADE
Este é um fator muito importante, porque nada é pior do que uma empresa ser dirigida por uma pessoa que não se identifica com o negócio ou com as funções de empresário. Uma pessoa assim se torna um peso para a equipe e demais envolvidos.

Como dito anteriormente, Neemias nos ensina que quem recebe a visão do negócio, da empresa ou do produto principal, também é o responsável por transformá-lo em realidade. Se o empreendedor passou pelos passos anteriores – Disposição Correta, Intercessão e Visão – ele não pode ficar inseguro de que o Senhor realmente o escolheu para tocar a empresa. Por mais que não veja habilidades suficientes para resolver todos os problemas, deve saber que todas as virtudes e competências necessárias ao êxito já estão dentro de si, ou o Senhor vai disponibilizá-las no momento necessário.

Se você avaliou bem os passos citados anteriormente, então saiba que sua posição de comando envolve 3 aspectos:

Autoridade
A autoridade do empresário para comandar a empresa advém de duas credenciais, legitimidade e testemunho. Para conseguir a colaboração dos judeus, Neemias teve que apresentar suas credenciais: “Então lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável, como também as palavras do rei...” (Nee 2:18). Você tem legitimidade quando obedece ao Senhor e também às leis vigentes para sua atividade, como as leis trabalhistas, fiscais, civis, etc. Um empresário que não obedece as leis estabelecidas pelas autoridades superiores também não tem autoridade para exigir que seus funcionários o obedeçam. Alguém pode argumentar que estou sendo radical, afinal, infelizmente, o Brasil tem tantas exigências legais que é difícil encontrar uma empresa que cumpra todas. Concordo. Contudo, isto não invalida o princípio que está muito mais ligado à nossa intenção de obedecer do que à nossa capacidade em cumpri-lo integralmente. O segredo do princípio é: faça tudo para obedecer e você terá legitimidade para conquistar funcionários e fornecedores dispostos a cumprir com suas funções.

Outro aspecto diz respeito ao testemunho do empresário, que como líder vai multiplicar seu comportamento nos colaboradores e fornecedores. Assim como Neemias, é importante praticar o que se prega. 

Responsabilidade e Liberdade

Para cumprir com excelência suas funções, junto com a autoridade o empresário recebe duas outras credenciais: a Responsabilidade e a Liberdade. As três são inseparáveis e o uso de uma depende das outras.

A autoridade credencia o empresário a comandar, a liberdade lhe dá o privilégio de decidir o que e como fazer, mas a responsabilidade determina o tamanho da conta.

Talvez por desconhecimento, muitos empreendedores iniciam empresas vislumbrando apenas as vantagens em ser um empresário e não todos os encargos desta função. Mas é só começar as dificuldades na empresa que começam a aflorar as crises de identidade, com as inevitáveis distorções de comportamento que acabam por minar sua autoridade. Afinal, em casa que falta pão todo mundo grita e ninguém tem razão.

Com Neemias aprendemos que, em qualquer circunstância, é importante ter em mente que quem recebe os bônus também recebe os ônus. Ser empresário pode dar muito trabalho, mas também pode oferecer muitos benefícios, como dinheiro, status, etc.. Mas para isso o negócio tem que dar certo...

Enfim, como afirmei no início, o princípio para exercer um bom comando sobre outras pessoas é saber comandar a si próprio. E os frutos da empresa revelam as virtudes do empresário. Ou do conjunto de virtudes individuais dos sócios, se houverem.

Minha esperança é que, de alguma forma, estas informações iniciais já estimulem o seu desenvolvimento e as virtudes acima, quando aplicadas, gerem resultados imediatos no comando de sua empresa.

* Josias Messias, 42 anos, jornalista, diretor da ProCana Brasil – empresa líder em publicações e eventos voltados ao setor sucroenergético (www.procana.com.br). Preside a Pró-Ribeirânia – Associação dos Empresários e Moradores da Av. Costábile Romano, e é membro do Conselho Deliberativo da Soberp – Sociedade Beneficente Evangélica de Ribeirão Preto. 

 

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