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1º Passo - Disposição Correta

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No artigo anterior, vimos que Neemias cumpriu 5 passos ou etapas específicas para ter êxito na restauração dos muros de Jerusalém: Disposição, Intercessão, Visão, Comando e Execução.

PROJETO NEEMIAS: 5 PASSOS PARA O ÊXITO DE UMA EMPRESA

Disposição correta

Agora, abordaremos a importância e a aplicação do 1º passo (disposição) para que nossas empresas e negócios sejam prósperos.

Antes de se empolgar ou desistir facilmente de uma empresa, é prudente fazer uma análise sobre qual é a verdadeira disposição do nosso coração, ou seja quais são as verdadeiras razões pelas quais vale a pena investir no negócio.

A DISPOSIÇÃO VENCEDORA NASCE DE UMA MOTIVAÇÃO CORRETA

O primeiro aspecto do trabalho de Neemias que me chama atenção é que, apesar de viver numa posição confortável e exercer uma função nobre no reinado de Ciro, não o vemos lutando para conquistar mais status ou dinheiro! É interessante notar que Neemias tinha seu coração voltado para as coisas de Deus: o povo de Deus, a casa de Deus, as promessas de Deus.

Os versículos de 2 a 4 do primeiro capítulo deixam isso evidente: “... E veio Hanani, um de meus irmãos, ele e alguns de Judá; e perguntei-lhes pelos judeus que escaparam, e que restaram do cativeiro, e acerca de Jerusalém. E disseram-me: Os restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo. E sucedeu que, ouvindo eu estas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias;”.

Com esta atitude, Neemias nos mostra que a 1ª condição para que um projeto seja bem sucedido é nascer e ser sustentado por uma motivação correta: edificar o Reino de Deus!

Sabe por que várias empresas pertencentes a bons crentes não dão certo? Na maioria das vezes é porque o alvo está errado! O alvo inicial poderia até ser abençoar o Reino, mas em meio à rotina e dificuldades constantes, ele é perdido e outras prioridades menos nobres passam a ocupar espaço no coração dos empresários cristãos.

Em Colossenses 3:1-3, o apóstolo Paulo nos alerta a termos a mesma motivação de Neemias: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.”

Se somos nascidos de novo e recebemos o senhorio de Cristo, tudo o que nos diz respeito deve estar também debaixo da vontade e do poder de Jesus. Afinal, como está escrito em Romanos 11:36, “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” 

QUAL A MELHOR RAZÃO PARA A EXISTÊNCIA DE SUA EMPRESA?

Qual seria o estímulo que faria um bem-sucedido copeiro do rei deixar todo o seu conforto para empreender um projeto arriscado? A resposta que está implícita em Ne 1:11 e no contexto de toda a história é: amor.

Não por coincidência, Gálatas 5:6 descreve o amor como o único combustível da nossa fé: “Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor.”

Na minha experiência de mais de duas décadas como empresário, uma coisa ficou clara: alguns sentimentos como ambição, inveja, competição, ou até mesmo um sonho ou necessidade pessoal, podem até motivar um empresário crente por algum tempo mas, exatamente por nascerem da corrupção humana, não conseguem fazê-lo perdurar por muito tempo.

Só um sentimento divino, sublime e poderoso como o amor pode levar empresários crentes a manterem-se firmes na missão de conduzir honestamente empresas diante dos desafios e dificuldades apresentadas por um mercado e sistema corrompidos. Ainda mais quando buscamos cumprir os estreitos princípios do Senhor!

Aliás, os únicos mandamentos que Jesus nos deixou se resumem a amar: “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”

De forma absolutamente maravilhosa, este amor descrito em Mateus 22:37-40 alcança as dimensões da cruz de Cristo: vertical no amor a Deus, horizontal no amor ao próximo e central no amor a si mesmo.

Da mesma forma, uma empresa que deseja agradar ao coração de Deus, também deve nascer e ser sustentada por este mesmo amor, em todas as suas dimensões.

AMOR A DEUS

Antes e acima de qualquer coisa, uma empresa deve ser uma iniciativa de amor ao Senhor. Neemias conhecia a vontade de Deus para o Seu povo e se dispôs a ser um instrumento para o seu cumprimento em seus dias (Ne 1:9) “E vós vos convertereis a mim, e guardareis os meus mandamentos, e os cumprireis; então, ainda que os vossos rejeitados estejam na extremidade do céu, de lá os ajuntarei e os trarei ao lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome.”

Missão que incluía restaurar os muros de Jerusalém, tapando as brechas feitas pelos inimigos (Ne 1:3b). Isto me fala que um dos propósitos centrais de uma empresa deve ser tornar-se uma barreira contra a maldade, a corrupção e a injustiça que infelizmente têm dominado a área empresarial, ao mesmo tempo em que restabelece o ambiente para a manifestação da graça e do poder de Deus em meio à sociedade. Somente este amor Ágape permitirá o cumprimento de Malaquias 3:18 no mundo dos negócios: “Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve.

AMOR A PESSOAS

Neemias não lamentou e chorou apenas pelas coisas de Deus, mas também pela situação de miséria e desprezo em que seus irmãos se encontravam (Ne 1:3a). Isto me diz que outro propósito central de uma empresa deve ser amar as pessoas, começando por abençoar funcionários e clientes até alcançar a comunidade como um todo (Gálatas 6:10). Há milhares de anos o Senhor criou o conceito de sustentabilidade socioambiental, só agora (mal) copiado pelo mundo atual.

AMOR A SI MESMO!

Atentando para o que escrevi acima, parece até que empresa virou uma mistura de igreja com obra assistencial e que é necessário ser uma espécie de mártir para um crente tornar-se empresário.

Mas conhecendo o nosso Deus, você acha que Ele nos exigiria algo sem nos dar muito mais em troca?  “Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?” (Romanos 11:35 e Jó 41:11)

Claro que uma empresa não deve existir para satisfazer nossa vaidade, orgulho e outros desejos carnais, mas para satisfazer os ideais nobres que o próprio Deus colocou em nós, quando nos formou. Uma empresa deve ser o palco para o desenvolvimento de todo o nosso potencial como indivíduos, como profissionais e também como filhos amados de Deus.

Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais” é a promessa de Jeremias 29:11 para nós.

Uma empresa é um dos ambientes que o Senhor utiliza para desenvolver e aplicar bem nossos talentos e, assim, cumprir nosso chamado e ouvir o Senhor nos dizer “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mateus 25:21). Um dos fatores, aliás, para ter certeza se uma empresa vai ou não dar certo, é verificar se suas atividades combinam com os talentos reconhecidos do empresário ou da equipe de sócios.

Ter uma empresa então é um ministério, um serviço ao Senhor, a cujo chamado a pessoa sabe que não deveria recusar, pois uma convicção interna o impele a avançar, a despeito dos desafios e dificuldades, com a consciência de que assim como foi Deus quem o chamou, também será Ele quem vai capacitar e respaldar os negócios mediante a ação poderosa do Espírito Santo.

E, como acontece com todo aquele que serve ao Senhor de todo o coração, o empresário descobre uma profunda alegria ao tocar a empresa, vivenciando o entusiasmo e a verdadeira auto-realização, que é o sentimento de estar fazendo a coisa certa, cumprindo a vontade de Deus! Assim como aconteceu com Neemias e o povo de Israel, em Ne 12:43: “No mesmo dia, ofereceram grandes sacrifícios e se alegraram; pois Deus os alegrara com grande alegria; também as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que o júbilo de Jerusalém se ouviu até de longe.”

Concluindo, boas empresas nascem (e renascem) quando temos disposição de pegar os talentos que o Senhor confiou a cada um de nós, e os colocamos a serviço dEle próprio. Minha convicção e oração é que nestes dias o próprio Deus vai levantar empreendedores que, não compactuando mais com o espírito de Mamom, amem o Seu Reino e a Sua Justiça acima de seus interesses pessoais.

* Josias Messias, 41 anos, jornalista, diretor do Grupo ProCana - líder em informações e eventos voltados ao setor sucroenergético (www.procana.com.br). Preside a Associação dos Empresários e Moradores da Av. Costábile Romano (Pró-Ribeirânia) e compõe o Conselho Deliberativo da Soberp – Sociedade Beneficente Evangélica de Ribeirão Preto.

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