Carregando TV, aguarde...
Fechar
Você está em: Ministérios » Adoração » Dicas para o Dirigente de Louvor

Dicas para o Dirigente de Louvor

A- A+

No Encontro de Levitas 2011 da Comunidade Cristã de Ribeirão Preto, o Pr. Danilo Figueira ministrou especificamente aos dirigentes de Louvor. Veja algumas dicas que ele deu.

1. Prepare-se para ministrar. A adoração congregacional tem uma dimensão técnica e outra profética. Ambas demandam preparação. Alguns dirigentes confundem improviso com unção. Se é verdade que deve haver um espaço para mudar o que foi planejado de acordo com uma direção do Espírito ou com uma necessidade percebida na igreja, é verdade também que quanto mais o dirigente se prepara para ministrar, mais segurança ele transmitirá. Essa preparação tem uma dimensão técnica que envolve ensaio, domínio das músicas e letras, entrosamento com a equipe. Ela tem também uma dimensão espiritual. Quem vai dirigir precisa orar, entender que rumo Deus quer dar para o culto, escolher músicas que conduzam numa direção profética, encher-se da Palavra para conduzir o louvor com conteúdo bíblico e não baseado em chavões ou frases vazias.

2. Encontre o equilíbrio entre adorar e dirigir. O ministro de louvor é antes de tudo um adorador. Sua primeira preocupação deve ser tocar o coração de Deus. Os que não entendem isso se comportam como verdadeiros “animadores de auditório” e nada oferecem ao Senhor.  Por outro lado, ele não pode se esquecer do papel que tem de conduzir o povo à adoração e reger uma equipe de música. Por isso ele é um “dirigente” de louvor... Muitos deixam a congregação para trás e ministram como se estivessem a sós com Deus, sem preocuparem-se em ajudar o povo a desfrutar daquele ambiente.

3. Seja natural. Não confunda altar com palco. Muitos dirigentes teatralizam em demasia, querem manter uma performance emocional e acabam transmitindo falta de autenticidade. O altar deve ser um lugar de verdade e não de aparência. Por isso, não é proveitoso “fingir” o choro, a emoção e o drama quando isso não é real. Não é proveitoso também falar ao povo ou orar sempre num tom de voz forte e emocional... Ser natural, respeitar seu jeito de ser e variar a postura de acordo com a música e o ambiente, sem contudo transparecer algo que não seja autêntico, é o melhor caminho.

4. Respeite o “caminho” da adoração. Normalmente a igreja não consegue “cair de paraquedas” no nível mais profundo. Há uma diferença entre os ambientes de um culto. O desejável é que a igreja chegue no nível da adoração, quando todo o foco está colocado no Senhor e as expressões se dirigem completamente para Ele. Entretanto, quase sempre isso será o ápice de um processo que passa por outros ambientes. Uma boa ilustração é a do Tabernáculo de Moisés. Ele era composto pelo átrio (onde todos entravam), o lugar santo e o santíssimo lugar (onde estava a arca do Senhor). Assim também o culto deve passar por alguns ambientes. No “átrio” ministramos uns aos outros, com canções de comunhão, edificação e estímulo. As canções são dirigidas ao homem, preparando-o para a presença de Deus. Às vezes, também, sob uma direção específica, fazemos guerra espiritual e nos dirigimos aos inimigos para quebrar sua resistência... No “lugar santo”, ministramos louvor, ou seja, falamos e cantamos acerca das virtudes e dos feitos do Senhor... Tudo isso vai nos preparando para o “Santíssimo”, quando nos envolvemos completamente com o Senhor e nos dirigimos a Ele (esse também é o nível mais adequado para cânticos espirituais e palavras proféticas)... O dirigente que desconsidera essas diferenças de ambiente e propósito, faz uma “mistureba” e dificulta a sintonia da congregação.

5. Escolha as músicas de acordo com a direção profética e não de acordo com o “hit parade”. É comum o dirigente se preocupar mais em usar canções que dão IBOPE do que em trazer uma direção para o culto. Há músicas que estão na moda da igreja e acabam sendo sempre usadas, mesmo que não contribuam com a proposta de determinada reunião. O resultado é que não ajudam na coerência e essência do culto e acabam sendo esgotadas de tanto se cantar. Não tente tirar caldo de um bagaço que já deu o que tinha que dar. A insistência com uma mesma música por meses mecaniza a adoração da igreja... Claro que o ministro de louvor deve se preocupar em usar músicas que a igreja (e não apenas ele) se sente bem cantando, mas isso deve ser direcionado por um discernimento profético e não só por um resultado estético.

6. Só fale o que realmente acrescenta. Deve ter um pregador escalado para o culto e não é você! Um dos erros mais comuns é o de dirigentes de louvor que falam muito durante as ministrações. Alguns pensam que cada espaço entre as músicas e no meio delas tem que ser preenchido com palavras, mesmo que sejam vazias como bolas de sabão. Assim, enfadam a igreja, tiram o espaço que deveria ser de instrumentistas e vocais, gastam com suas “mini-pregações” o tempo que deveria ser usado para cantar e até acabam falando bobagem... O outro extremo é o do ministro que não fala nunca, que não interage com a igreja e acaba sendo mais um cantor do que um dirigente... O ideal é que se fale pouco, em momentos importantes ou quando se sente que a igreja não está acompanhando. Uma forma de não tornar as falas uma interrupção da adoração é alternar entre frases dirigidas ao povo e, outras vezes, orações curtas, dirigidas a Deus, de acordo com a música (especialmente em ambientes de adoração).

7. Escolha músicas, não apenas baseado no seu gosto pessoal, mas naquilo que a igreja tem facilidade de fluir – Alguns dirigentes têm um gosto bem pessoal e desconsideram o gosto popular da igreja. Assim, não conseguem envolver o povo na adoração, seu principal papel como dirigente... Embora sair muito do seu “estilo” possa levá-lo a uma perda de autenticidade, o ministro de louvor deve ser humilde o suficiente para usar canções que tocam o coração da igreja, mesmo que não sejam as suas preferidas. Para isso, ele precisa discernir o link da congregação com a direção que dá, perceber se o povo está se envolvendo ou dispersando. É o tal do “comprimidinho de Simancol” que deve ser tomando antes do culto... Impor um repertório ou insistir com uma canção que “não pega” pode ser um exercício de insensibilidade ou soberba.

8. Submeta-se aos que estão à frente da reunião e seja, antes de tudo, seus servos – O dirigente de louvor precisa entender que, quase sempre, há alguém acima dele na hierarquia do culto e por isso deve estar atento à direção que vem dessa pessoa, respeitando o tempo que é dado para a adoração, prestando atenção aos movimentos e indicações do responsável pela reunião e dos pastores em geral... Há ministros de louvor que simplesmente atropelam esse detalhe, produzindo cenas constrangedoras como o pastor que sobe ao altar e fica com “cara de tacho” esperando que lhe passem o microfone, enquanto quem está cantando o ignora... Outro detalhe importante é que o dirigente esteja atento à pregação e já pensando em alguma canção que possa contribuir com o desfecho da Palavra, no mesmo sentido. Pode-se, inclusive, conversar antes com o pregador, pedindo-lhe uma sugestão de música ou ao menos buscando conhecer previamente o tema da mensagem... É terrível quando um pregador prepara o desfecho de uma palavra com um apelo e a música cantada não tem nada haver com a proposta!

9. Pare de manipular as pessoas. Elas não são marionetes! A igreja deve ser inspirada a celebrar, a adorar e não constrangida. Motivar, eventualmente o povo, com algumas frases específicas é válido, mas exagerar, dizendo às pessoas todos os gestos que elas devem fazer, além de irritar a maioria, tira a espontaneidade da adoração, viciando a igreja a só fazer o que é mandado... Frases como “levanta mão”, “tira o pé do chão” e coisas do gênero devem ser usadas pontualmente, com entendimento e nunca de forma impositiva ou repetitiva demais. Quando o dirigente diz “se você é crente”, faça tal coisa, por exemplo, corre o risco de condenar alguém que está impedido física ou emocionalmente de corresponder ou corre o risco de obrigar alguém a ter uma postura que não é a sua expressão pessoal de cultuar... Portanto, inspire, mas respeite a individualidade de cada um.

10. Descubra e elimine seus vícios de postura como dirigente. Às vezes o dirigente comete equívocos que todos vêm e sofrem, menos ele. Uma boa maneira de medir isso é ouvir as gravações e ver os vídeos de louvor. Outra é perguntar humildemente para outros dirigentes e amigos o que poderia ser melhor em sua forma de conduzir. E uma vez detectados maus hábitos, esforçar-se por mudar e pedir a algumas pessoas para ajudar nessa vigilância... Eis alguns vícios muito comuns:
a. Achar que toda música tem que começar e terminar com aplauso.
b. Teatralizar demais as expressões e falas, perdendo a autenticidade.
c. Falar sempre nas introduções e solos instrumentais, tomando todo o espaço dos demais músicos.
d. Manter os olhos fechados o tempo todo, não se importando com o feedback da igreja.
e. Exagerar nos clichês (“tira o pé do chão”, “levanta a mão”, “Oh, sim, Senhor”, “quantos podem aplaudir?”, etc...).
f. Manter o louvor num nível de melancolia ou enfado, com o excesso de músicas introspectivas, insistência numa só canção por muito tempo ou exagero nos cânticos espontâneos.
g. Preocupar-se mais em “levantar poeira”, em fazer barulho, do que com a essência do que está sendo ministrado.
h. Pegar demais o jeito de determinado cantor, tornando-se um cover e deixando de desenvolver seu próprio estilo.
i. Dar guinadas durante a execução de uma música, deixando os instrumentistas e vocais perdidos, sem saber para onde ir.
j. Brigar com a igreja, exagerando na exortação e chamando a atenção de quem não parece corresponder.

Comunidade Cristã de Ribeirão Preto - Rua Japurá, 829 - Ipiranga
Ribeirão Preto SP - CEP 14055-100 - Fone: +55 16 3633-5957
comcrist@comcrist.org
Desenvolvido por Atual Interativa