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Unção e serviço nas bases do chamado

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É muito importante que, desde a conversão, as pessoas sejam conscientizadas e desafiadas a envolverem-se com a obra de Deus, especialmente na tarefa de pregar o evangelho e fazer discípulos.

“Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel”. Atos 9:15

Finalizando a série de reflexões sobre os fundamentos para sermos e formarmos cristãos indesistíveis, baseada na conversão de Paulo, homem que se tornou um dos maiores apóstolos da História, senão o maior, quero falar hoje sobre dois aspectos importantíssimos: consciência do chamado e unção do Espírito Santo.

Já vimos nas mensagens anteriores que esse homem se tornou um modelo em Deus por causa de verdades que foram estabelecidas nas raízes de sua experiência cristã, logo quando se converteu. Falamos da necessidade de experiência pessoal com Cristo, da revelação de seu senhorio (e consequentemente, de nossa completa sujeição a Ele), do entendimento de que Jesus e a igreja são inseparáveis e da consciência de que a vida cristã inclui sofrimento e custa um preço alto. Convenhamos, tudo isso é bem diferente do “evangelho ligth” que se prega nos nossos dias e atrai uma multidão de crentes superficiais e sem aliança alguma.

Olhando para o relato dos primeiros versículos de Atos 9, vemos ainda dois grandes fundamentos que foram logo colocados na vida de Paulo. O primeiro deles foi a consciência de um chamado pa-ra o ministério. Quando Ananias, seu consolidador, ainda assustado com a notícia de sua conversão, questionava o Senhor, temeroso pelo currículo de perseguição aos crentes do novo convertido, a resposta de Deus foi: “Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel” (vs. 15).

Paulo já nasceu na fé sabendo que o propósito de Deus era usá-lo na propagação do evangelho. É claro que, no caso dele, esse chamado era bem específico e profundo, mas não pense que esta consciência era privilégio de alguns poucos cristãos. Antes de ser romanizada, a igreja tinha uma forte percepção de ministério. Não havia separação entre leigos e clero. Todos entendiam que o chamado era para, mais que ser abençoado, para abençoar.

Nos nossos dias, muitos vêm para a igreja apenas pensando em receber e não são desafiados e treinados para o ministério cristão. Isso, além de atrasar a expansão do reino de Deus na Terra, transforma a igreja numa espécie de “creche” onde ninguém almeja crescer e servir.

É muito importante que, desde a conversão, as pessoas sejam conscientizadas e desafiadas a envolverem-se com a obra de Deus, especialmente na tarefa de pregar o evangelho e fazer discípulos. É preciso introduzir o quanto antes os novos convertidos num programa prático de treinamento e mostra-lhes que servir ao Senhor é, não um peso, mas um tremendo privilégio. Isso ajudará muito a transformá-los em cristãos maduros, comprometidos e frutíferos.

O outro fundamento importante na vida de um crente indesistível é a unção. Quando Ananias viu Paulo pela primeira vez, suas palavras foram: “Irmão Saulo, o Senhor Jesus, o mesmo que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo” (vs. 17). Não fica nenhuma dúvida, portanto, de que a batismo no Espírito deve ser ministrado no contexto da consolidação de um novo crente e depois cultivado por uma busca constante.

Muito da culpa pelos tantos desviados que a igreja hodierna produz deve ser debitada da falta de ênfase neste detalhe. Dizem por aí que “saco vazio não para em pé”. Eu diria que crente vazio também não. É preciso ministrar a unção e cultivá-la.

Paulo se tornou um crente poderoso no Senhor. Era instruído, percebe-se sua profundidade na busca pelo conhecimento espiritual, mas ele não baseou seu ministério somente no intelectualismo religioso. De alguma maneira esse homem entendeu as palavras de Jesus: “errais não conhecendo as Escrituras e o poder de Deus” (Mt 22:29) e buscou conciliar a compreensão da teologia com a unção. Por isso sua vida tornou-se uma busca constante, ao ponto dele poder testemunhar depois: “Não estive entre vós com palavras de persuasão humana, mas em demonstração Espírito e de poder” (I Co  2:4). Mesmo diante de uma igreja ultra-pentecostal como a de Corinto, onde as pessoas faziam fila para profetizar e o exercício dos dons era pródigo, Paulo tinha moral para dizer: “Dou graças a Deus porque falo em línguas mais do que todos vós” (I Co 14:8), numa clara demonstração de que o exercício da unção em sua vida era intenso e disciplinado. Em suas convicções pessoais foi estabelecida a verdade de que “a letra mata, mas o espírito vivifica” (II Co 3:6). E tudo começou com um consolidador chamado Ananias, que um dia impôs as mãos sobre ele e mostrou-lhe a importância de ser e viver cheio do Espírito Santo.

Creio que precisamos resgatar esses fundamentos em nossa vida e na nossa tarefa de fazer discípulos. Se nos dedicarmos a isso com diligência, conseguiremos estancar o êxodo que existe na igreja e levantaremo-nos como uma geração poderosa em Deus, capaz não apenas de permanecer firme na fé, mas de transformar a fibra moral de uma nação tão corrompida como a nossa. Afinal, uma igreja operante e cheia do Espírito Santo é irresistível!

 

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