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Ser um dos doze: diploma ou escola?

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Muita gente ainda não compreendeu o que significa ser um dos doze, seja da primeira, segunda ou terceira geração. Quero, em poucas palavras, derrubar os mitos que envolve a busca da equipe de conquista.

“Então, designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar.” Marcos 3:14

Fizemos uma uma grande festa para celebrar os frutos da visão. Entre outras coisas importantes, honramos os líderes que já levantaram suas equipes de doze, apresentando as mesmas à igreja. Isso gerou uma intensa celebração, por se tratar de um passo essencial na visão estratégica que Deus nos deu.

Percebo, entretanto, que muita gente ainda não compreendeu o que significa ser um dos doze, seja da primeira, segunda ou terceira geração. É possível que alguns se escandalizem ao perceberem que nessas equipes de doze há gente imatura na fé, com alguma deficiência de testemunho e até mesmo novos convertidos que ainda estão dando os primeiros passos na vida cristã. Perguntarão: “Como pessoas assim podem fazer parte de uma equipe de doze. Será que este líder não tem critério?”

Na verdade, esse tipo de questionamento nasce de uma má compreensão da proposta da visão. Boa parte das pessoas entendeu, equivocadamente, que “ser doze” é um status ou um cargo e que, portanto, deve ser o prêmio para pessoas aprovadas.

Talvez essa ideia persista na mente de muitos pelo fato de os doze da primeira geração, os de minha equipe e de Mônica, terem sido selecionados no meio de gente madura, todos eles já estáveis em sua fé e testemunho. Ficou a impressão de que, para “ser doze”, tem que ser maduro. No entanto, a proposta da visão é a de usar as equipes de doze como caminho para a maturidade e não como prêmio pela maturidade. Alguém entra numa equipe de doze para crescer e não, necessariamente, porque cresceu.

Deixe-me explicar melhor. O modelo que praticamos é inspirado no que Jesus fez. Ele é o criador da visão. Todos sabemos que, embora se relacionasse com muitas pessoas e tenha atraído muitos discípulos, a doze Ele designou como sua equipe e deu o privilégio de terem um contato mais íntimo com Ele.

A grande chave é que, ao levantar sua equipe de doze, Jesus não buscou homens maduros e aprovados, até mesmo porque Ele não os tinha. Ele chamou aqueles homens no começo do seu ministério, logo depois de atrair seus primeiros seguidores. Eram, portanto, novos convertidos, homens ainda carnais, sem nenhuma visão espiritual e que mostravam sua imaturidade a todo tempo. Basta dar uma olhada nos relatos dos evangelhos e os veremos falhando muitas vezes durante o processo de formação. No início, eram capazes de discutir para ver quem era o maior, de sugerir a Jesus destruir os samaritanos por não tê-los deixado atravessar seu território, de falar coisas que arrancavam do Mestre duras repreensões. Mas, à medida que caminhavam junto com Jesus, eram formados e, ao final do processo, haviam se tornado líderes maduros, confiáveis e cheios do Espírito Santo.

Você entendeu? Fazer parte dos doze não é o prêmio para os aprovados, mas a oportunidade para que pessoas passem por um processo de formação ao lado de um líder maduro. “Ser doze”, portanto, não é receber um diploma, mas entrar numa escola a fim de, um dia, tornar-se um líder frutífero.

A rigor, o ideal seria que toda pessoa numa igreja como a nossa fizesse parte de um grupo de doze e estivesse vivendo essa escola de vida cristã, ao lado de um discipulador. E porque isso não acontece? Em primeiro lugar, porque nem todos os líderes entenderam que sua grande missão é levantar seus doze. Ficam acomodados apenas em dirigir suas células e ganhar algumas vidas para Cristo e não desafiam as pessoas a investirem num grupo de discipulado, além da célula.

O segundo motivo pelo qual nem todo mundo está num grupo de doze é que muitos não se dispõem a pagar o preço de serem discipulados. Quando Jesus formou sua equipe, o único requisito era que aqueles homens tivessem disposição de andarem com Ele e, um dia, tornarem-se líderes. A Bíblia diz que Jesus “designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar”. Estas eram etapas de um mesmo processo. Primeiro eles deveriam dedicar seu tempo num relacionamento com o líder para, depois, como fruto disso, serem enviados a fazerem a obra.

O que você viu na Festa das Gerações é a versão moderna de tudo isso. A visão de Jesus funcionando no Século XXI. Algumas das equipes de doze apresentadas já foram estabelecidas há algum tempo. Seus componentes já avançaram no processo de discipulado e hoje são líderes estáveis, reconhecidos pelos seus frutos e fazendo a obra de Deus. Outras equipes são novas e, como tais, têm gente começando o processo, ainda imatura, mas com o crédito de ter aceitado o desafio da formação.

Ao apresentar essas equipes à igreja, não estamos dando status a ninguém, mas honrando os líderes que entenderam a visão e já conseguiram atingir um propósito fundamental que é levantar seus doze. Eles são um bom modelo nisso! Não quer dizer que não haja outros, também fiéis. Certamente há, muitos que estão trabalhando por essa conquista, já com uma equipe de quatro, cinco, oito discípulos... O que queremos com esta festa, não é diminuí-los, mas motivá-los, para que no próximo ano possam também conquistar essa bênção que é completar suas equipes.

Em segundo lugar, a festa é didática. Ela visa a despertar aquele que ainda não acordou para o grande segredo de multiplicação na visão que Deus nos deu, as equipes de doze. Com isso, queremos que os novos convertidos e aos antigos que ainda não se dispuseram, sintam o desejo de entrar nessa escola chamada discipulado.

 

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