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São os dízimos mandamento da graça?

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Há pessoas que ficam desconfortáveis pelo fato dos pastores às vezes falarem em dinheiro. Esquecem-se de que este era um tema freqüentemente abordado por Jesus.

“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus." Mateus 5:20

A Bíblia refere-se mais vezes a dinheiro do que mesmo à oração ou a fé, talvez pelo fato de que aí residam grandes dificuldades para a maioria das pessoas.

Jesus falou sobre o dinheiro 90 vezes. Dos 107 versículos do Sermão do Monte, 22 referem-se a dinheiro, e 24 das 49 parábolas de Jesus mencionam dinheiro. Assim, quem tem problema com o assunto teria dificuldade de andar com Jesus.

Há os que afirmam que o dízimo pertence ao Velho Testamento, à Lei, que não temos nenhuma obrigação de entregá-lo.

Em primeiro lugar, é preciso saber que o dízimo é anterior à lei de Moisés, e que depois foi incorporado a ela. Os patriarcas Abraão e Jacó, sem nenhuma regra que os obrigasse, já praticavam esse princípio (Gn 14:20 e 28:22).

Mas o dízimo está no Novo Testamento? Jesus declarou, no Sermão do Monte, que não veio revogar a Lei, mas cumpri-la.

Há uma diferença entre lei cerimonial e lei moral. A lei cerimonial ficou restrita ao Velho Testamento. Refere-se a costumes próprios do povo de Israel, ritos cultuais, regras de alimentação e coisas do tipo. Não temos nenhuma obrigação, hoje, para com essa lei.

Há, porém, a lei moral e esta permanece. Os dez mandamentos, são um exemplo. Faziam parte da Lei, mas vigoram por todos os tempos, porque são princípios de Deus e não meras regras exteriores.

No caso do dízimo, temos um princípio de honra envolvido. Sempre foi assim. Ao separar dez por cento do que ganha e entregar no altar, o servo de Deus está reconhecendo quem é sua fonte de sustento e honrando esta fonte, o próprio Deus, com a porção mais nobre.

Alguns se esquivam, dizendo que não há nenhum mandamento quanto ao dízimo no Novo Testamento. Na verdade, há! Em Mateus 23:23, Jesus fala claramente que os dízimos deveriam ser entregues com toda a fidelidade. Só que, como tudo o que opera na graça, o ato de entregar dez por cento da renda não é suficiente para agradar a Deus. Por isso, o Senhor afirmou que, junto com a fidelidade nos dízimos, as pessoas deveriam atentar para valores como justiça, misericórdia e fé. Em outras palavras, Deus continua esperando o nosso dinheiro, mas ele precisa vir acompanhado das atitudes corretas.

 Não haveria nem necessidade de Jesus confirmar o dízimo em sua época. Tratava-se de uma prática generalizada em Israel. Um mandamento sobre o dízimo seria como "chover no molhado". O mesmo acontece com os dez mandamentos. Não há uma repetição completa como está em Êxodo 20, mas há textos suficientes no Novo Testamento que ratificam aqueles valores para quem serve ao Senhor.

Há três referências ao dízimo no Novo Testamento. Duas delas, paralelas, se referem ao confronto de Jesus com os fariseus, no qual Ele tocou no assunto (veja Mateus 23:23 e Lucas 11:42).

A terceira referência é a de Hebreus 7:1-10, onde Melquisedeque aparece como figura de Cristo, recebendo os dízimos de Abraão. É muito profundo esse ensino, porque estabelece um paralelo entre o dízimo pago aos levitas, debaixo da Lei de Moisés, e o dízimo entregue a Melquisedeque, figura de Cristo, que é muito superior.

Aqueles que trazem os dízimos por mera obrigação, como muita gente fazia debaixo da Lei, não conseguem agradar o coração de Deus. Muito menos os que se recusam a consagrar esse valor mínimo ao Senhor. Entretanto, os que como Abraão, alegremente entregam o dízimo para honrar o Sumo Sacerdote de suas almas, Jesus, estão praticando um nível superior de devoção: a fidelidade da graça! Este é o ensino de Hebreus 7:1-10.

Jesus deu claramente seu apoio a doutrina do dízimo. E quem afirma que o mandamento foi dado aos fariseus e não a nós, está falando uma grande bobagem. Digo isto porque, nesse caso, teríamos que desprezar todos os outros ensinos de Jesus dirigidos aos fariseus, o que seria um absurdo, como jogar pérolas no lixo.

Ainda convém lembrar que nosso Senhor declarou que, se a nossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entraremos no reino dos céus (conf. Mateus 5:20). Ora, Jesus estava colocando para nós um padrão mais alto que o dos fariseus, aliás, como Ele sempre fazia. Agora, pense comigo: se o Senhor admite que os fariseus davam o dízimo rigorosamente e afirma que nós devemos ir além deles, onde é que está a base bíblica dos “teólogos da avareza” que afirmam que dizimar não é um princípio da graça? Desculpe, mas isso é pretexto de quem quer rebaixar a sublimidade da nossa devoção.

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