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Santidade do líder na vida dos discípulos

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O discipulado é o programa pelo qual o propósito eterno de Deus se estabelece, levando a igreja a crescer. Porém, não basta multiplicar crentes e fazê-los viver em comunidade. É preciso dar-lhes o padrão de vida correto, de acordo com a vontade de Deus.

"E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade." João 17:19

Jesus faz uma afirmação reveladora, quando está entregando ao Pai a equipe de homens que formou durante seu ministério: "E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade" (João 17:19).

Sempre pensei na santidade sob duas perspectivas. A primeira, como um reflexo da presença de Deus em nossa vida. Se Aquele que é Santo habita em mim pelo Espírito, sua influência me induzirá à santificação.

A segunda perspectiva é a da santidade como uma oferta que eu dou ao Senhor, fruto de uma decisão que faço todos os dias, todos os momentos, de dizer "não" ao pecado. Portanto, sempre compreendi a santificação como um processo que diz respeito apenas à minha relação com Deus.

Em suas palavras, porém, Jesus apresenta a santidade como algo que tem repercussão sobre a vida de outras pessoas, especialmente a dos discípulos. Como é que isso se dá? Certamente não se trata de uma transferência mística de créditos espirituais, do tipo eu pago e eles recebem, automaticamente.

A chave aqui é a necessidade de que o discipulador se ofereça como modelo confiável a ser copiado. Um líder santo formará discípulos santos.

O discipulado é o programa pelo qual o propósito eterno de Deus se estabelece, levando a igreja a crescer. Porém, não basta multiplicar crentes e fazê-los viver em comunidade. É preciso dar-lhes o padrão de vida correto, de acordo com a vontade de Deus. Eles precisam ser edificados "conformes à imagem de seu Filho" (conf. Rm 8:29).

Temos, portanto, um ideal: que todo crente se torne como Jesus. Para que isso aconteça, o líder, o discipulador, aquele que forma, precisa trazer em sua vida o padrão correto. Veja o que Paulo escreveu: "E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros" (II Timóteo 2:2). Ele estava ensinando o jovem Timóteo a fazer discípulos e enfatizou que essa transmissão dos valores de Deus precisa ser feita por homens idôneos e fiéis. Em outras palavras, por pessoas que sejam modelo. Aliás, ao mesmo Timóteo Paulo exortou: "Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza" (I Timóteo 4:12).

É disso que Jesus está falando quando diz "eu me santifico para que eles sejam santificados". A presença de um modelo fiel é uma das chaves mais importantes do discipulado. Todo líder se reproduz segundo a sua espécie. Mais do que seus ensinamentos, é o seu estilo de vida que acaba sendo assimilado por quem o segue. Se ele não for um imitador de Cristo, tornar-se-á um elemento de degeneração no meio da igreja, levantando uma descendência corrompida.

Não há nada mais poderoso para influenciar pessoas do que o exemplo. Seja para o bem ou para o mal, as atitudes de um cristão sempre falarão mais alto do que suas palavras. Tenho visto líderes de boa retórica, de grande carisma, mas de caráter duvidoso. Basta olhar ao redor deles e quase sempre você descobrirá que seus seguidores íntimos apresentam os mesmos desvios.

É fácil entender. Quando alguém que está em formação encontra incoerências entre aquilo que está na Bíblia e aquilo que seu líder faz, das duas, uma: ou assimilará o sofisma de que a palavra de Deus não deva ser levada tão a sério e assim abrirá brechas para o vale-tudo em sua vida cristã, ou lutará com questionamentos interiores e, mais cedo ou mais tarde, abandonará aquela liderança, desiludido com o evangelho ou em busca de um porto mais seguro.

Por outro lado, gente que vive a palavra de Deus com veemência tende ajuntar ao seu redor seguidores que levarão a sério o reino de Deus. Falo por experiência própria. Tenho um pastor sobre minha vida há mais de vinte anos que, com seu testemunho pessoal, muitas vezes sem palavras, desafia-me o tempo todo a ser um crente melhor.

Conheci Harry Scates quando eu era um órfão no ministério. Como a maioria dos pastores da minha geração, cresci quase por conta própria. É verdade que tive bons mestres, homens carismáticos que me inspiraram e até pastorearam mas, antes de conhecer Harry, não sabia o que era paternidade espiritual e nem havia sentido o impacto decisivo do testemunho de um líder sobre a minha vida.

Costumo dizer que o mais espetacular em meu pastor é que ele não é nada espetacular. Sua simplicidade chega à beira do despojamento. Embora seu conhecimento bíblico e cultural sejam profundos, ela não é do tipo pregador das multidões. O mais impressionante é que assim, sem nenhum esquema de marketing pessoal, esse homem tem causado ao longo de todos esses anos uma profunda influência sobre a minha vida e de dezenas de pastores que o seguem e reverenciam mundo afora. E porque? Simplesmente pelo fato de que o evangelho do reino de Deus pode ser lido em cada detalhe de sua vida. Alguém que não conheça a Bíblia, mas que conviva com um líder assim, saberá claramente qual a vontade de Deus e estará constrangido a obedecê-la.

Jesus entendia o poder da santidade no ministério de um fazedor de discípulos. Não apenas porque era o Filho de Deus e tinha o desafio de vencer o pecado para entregar-se como oferta aceitável na Cruz, mas porque sentia a necessidade de santificar seus discípulos com seu exemplo, Ele consagrou-se dia após dia... Siga comigo o seu exemplo!

 

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