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A quem enviarei? Quem irá por nós?

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O trabalho missionário é, via de regra, duro e cheio de renúncias. Plantar uma igreja não é fácil em nenhum lugar do mundo. E quando a tarefa envolve ir a uma outra nação, de língua e costumes diferentes, o preço é altíssimo.

“E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!"  Romanos 10:15

Voltei da viagem apostólica que fiz à Espanha e Índia renovado em minha consciência de que não podemos fechar os nossos ouvidos ao clamor das nações, mas também convencido de que, para realizar a obra missionária, é preciso paixão, mas é preciso muito mais que isso.

Antes de mais nada, quero dizer que uma igreja bíblica cresce na sua localidade, mas também se multiplica por outros lugares e nações. O conceito de ser testemunhas de Cristo, “tanto em” Jerusalém, ”quanto em” toda a Judéia, Samaria e até aos confins da Terra não nos deixa outra alternativa. Portanto, precisamos enviar.

A grande questão é: a quem enviar? Temos muita gente, especialmente jovens, que suspira por dar sua vida no plantio de igrejas ou na assistência aos necessitados espalhados pelo mundo. Muitos outros são despertados quando mostramos fotos e damos relatos da miséria que reina em lugares como África, Índia ou mesmo regiões pobres do Brasil. Há ainda aqueles que aspiram ao ministério, mas estão equivocados em suas motivações e confundem o pastorado ou o serviço missionário com status, glamour, reconhecimento e estabilidade econômica... Nada mais longe da verdade e da essência do que é servir a Deus.

O trabalho missionário é, via de regra, duro e cheio de renúncias. Plantar uma igreja não é fácil em nenhum lugar do mundo. E quando a tarefa envolve o choque transcultural, ou seja, ir a uma outra nação, de língua e costumes diferentes, o preço é altíssimo. Se o contexto envolve perseguição e risco, mais ainda.

Não falo isso para desestimular ninguém. Precisaremos de muitos para enviar e não posso dar esse tiro no pé. Na verdade, minha intenção é conscientizar, mostrar que quem tem um chamado precisa preparar-se para cumpri-lo. Um missionário sem estrutura é um fracasso em andamento... O campo não tem romantismo. Só desafios e gigantes a derrubar!

Não falo isso baseado em experiências negativas. Muito ao contrário! Umas das impressões mais fortes que eu trouxe dessa última viagem aos campos mais distantes onde estamos trabalhando, foi a de que temos pessoas de fibra, verdadeiros modelos fazendo a obra nas nações. Cesar e Fátima, José Dalmo e Luiza, na Espanha, assim como Marcelo e Eliete, na Índia, são a demonstração prática do que se exige para quem vai romper fronteiras e abrir picadas: é preciso ter estrutura! Esse pessoal tem e está provando que foi forjado para a dificuldade. Obreiros comuns, passionais, com casamentos desestruturados, ou filhos desgovernados, teriam sucumbido, enfrentando os desafios que eles têm enfrentado.

Gente que ama o dinheiro ou depende de tê-lo sobrando para estar em paz, não deve fazer missões. Na maioria dos casos, a vida de um missionário é regrada, primeiro porque a igreja não tem recursos para enviar com sobras e, segundo, porque um obreiro precisa adequar-se ao contexto onde ele formará o seu rebanho. Não seria coerente um missionário chegar de BMW para pregar aos famintos da África ou da Índia, por exemplo. Portanto, quem visa prosperidade financeira deve desistir do ministério.  E, se ela acontecer, será fruto de uma exceção ou de muitos anos de dedicação.

Estabilidade emocional é outra exigência para os que vão. Quanto mais distante for o campo missionário, maior será a solidão, o medo, o sentimento de rejeição e de impotência... Pessoas dominadas pela alma, excessivamente melancólicas, que não funcionam sem palavras constantes de elogio ou estímulo não aguentam os desafios da seara.

Família também serve para medir quem pode e quem não pode fazer a obra apostólica. Casamentos frágeis sucumbem no campo. Filhos que não estão governados e conquistados pelos pais tendem a tornar-se rebeldes quando obrigados ao isolamento que o envio muitas vezes lhes impõe. O que quero dizer é que somente uma família unida, cheia de amor e edificada nos princípios bíblicos tem condição de crescer fora do ambiente confortável de uma igreja pronta. E no campo, isso demora para ser construído. Graças a Deus, o que vi na Europa e na Ásia, na casa dos missionários que enviamos, me deixou muito tranquilo e feliz... O que temos ali são famílias sacerdotais, firmes, servindo com alegria ao reino de Deus.

 O outro aspecto fundamental para quem sonha com missões é preparação técnica. Você pode ser a pessoa mais apaixonada do mundo por Jesus e pelos perdidos, mas se chegar a uma nação e não souber falar a sua língua (em muitos lugares, ao menos o Inglês), não conseguirá dar um único passo. Além disso, conhecer a cultura, a história, a religiosidade, a mentalidade de um povo são requisitos fundamentais para conquistá-lo. Ou seja, um ministério, especialmente se for transcultural, começa muitos anos antes do envio, com muito estudo e dedicação. Caso contrário, será apenas um sonho que acompanhará seu dono à sepultura ou um fracasso que somente espera o dia de eclodir...

Deus precisa de trabalhadores para sua seara. Estamos no período mais decisivo da História, quando a igreja terá que finalizar sua missão de pregar o evangelho a toda criatura. E se você tem um chamado para ir ou, no mínimo, um desejo de participar dessa grande obra, prepare-se. A igreja local é o canteiro ideal para estruturação daqueles que são enviados. Aproveite os recursos que você tem à disposição agora e cresça. Fortaleça-se como indivíduo e como família (e se você não é casado, escolha um par que será um com você na missão)... Agora é o tempo da formação. No campo, só existe prova!

 

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