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Quatro questões cruciais

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Aquele que invocar o nome do Senhor será salvo! Esta é a verdade mais importante do universo. Se um ser humano não souber absolutamente nada, mas reagir a esta verdade, define sua felicidade para sempre.

“Como, pois, invocarão aquele em quem não têm crido? E como crerão naquele de quem não têm ouvido falar? E como ouvirão sem pregador? E como pregarão, se não forem enviados? Assim como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!" (Romanos 10:14-15)

O fato de todos se encontrarem perdidos revela a importância dessa verdade. A valor extremo da salvação se mede pela terrível realidade da perdição, que atinge todos os homens. O inferno é uma verdade dura e irremediável para os que não nascem de novo em Cristo.

Além disso, o preço da redenção foi muito alto para Deus. A Cruz merece uma resposta, um resultado.

Se é verdade que a vida eterna está disponível a todo aquele que invocar o Senhor, há quatro questões cruciais que precisam ser respondidas: “Como invocarão aquele em quem não creram? Como crerão naquele de quem não ouviram? Como ouvirão se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?”

Vamos por partes. A primeira questão aponta para a necessidade de crer, antes de invocar o nome do Senhor. A fé é a única maneira pela qual o homem pode estabelecer contato com Deus. Não existe uma outra frequência pela qual possamos nos relacionar com o nosso Criador. Boas obras não colo-carão ninguém diante d'Ele. Tampouco boas intenções ou qualquer capacidade humana. A fé é a única linguagem que Deus entende. Efésios 2:8-9, diz: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”.

A palavra nos fala de uma fé que vai além do óbvio. É necessário crer que Deus existe, mas também que Ele interage conosco. O escritor da carta aos Hebreus, assevera: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hb 11:6). Ou seja, a fé não pode ser etérea, difusa, do tipo “eu acredito que haja alguém” e ponto final. Não! É preciso crer na existência de Deus, mas também crer que é possível e desejável um relacionamento com Ele, onde nós O buscamos e somos respondidos. Aqueles que crêem em Deus, mas não interagem com Ele, não podem desfrutar da salvação.

É dramática a situação de quem não crê. Os que são ateus não permanecerão nesta condição para sempre. Haverá um dia em quem todos os homens terão que apresentar-se diante da face do Senhor, para serem julgados segundo a sua fé, ausência de fé ou desobediência. Então, já tarde demais, os que não creram terão a certeza eterna e massacrante de que Deus existe, pois O viram no tribunal (conf. II Co 5:10 e Ap 20:12). Portanto, crer agora é fundamental!

Como crerão, porém, n’Aquele de quem nunca ouviram? A fé verdadeira não nasce por geração espontânea. Ela é fruto de uma verdade que entra pelos ouvidos. O que nós temos é um coração apropriado para desenvolver a fé, como um solo fértil. Mas é necessário que a Palavra seja semeada neste coração, para que nasça o seu fruto... Sem a semente do Evangelho, nada feito (conf. Rm 10:17).

Aquele que não abre os seus ouvidos para ouvir, nunca exercerá a fé. Aqui, há uma responsabilidade colocada sobre cada ser humano. Não crer pode ser consequência de ignorância ou falta de estímulo, mas não ouvir será sempre tratado por Deus como uma escolha inconsequente do homem, um desprezo à oportunidade celestial.

Agora, preste atenção! A vida eterna é resultado, não da fé em alguém ou alguma coisa, mas da fé em Jesus Cristo. Muitos crêem em deuses, ou numa “força superior”, ou num “deus genérico”, o “cara lá de cima”. Entretanto, para desfrutar da salvação e de tudo o que ela representa, é preciso crer “n’Aquele”, é preciso invocar um “Nome”. A Bíblia diz que “em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”(At 4:12).

Veja o exemplo de Cornélio, em Atos 10. Ele era um homem que cria e buscava relacionar-se com Deus, mas estava perdido até que lhe foi apresentado o Nome de Jesus. Toda a religiosidade desse centurião romano, embora sincera, era insuficiente para livrá-lo da perdição. Apenas quando lhe foi anunciado por Pedro o Salvador, ele recebeu a vida eterna. Foi o resultado de ouvir que gerou em seu coração a fé salvadora.

Bem, se ouvir o evangelho é essencial, somos remetidos à próxima questão: Como ouvirão, se não há quem pregue? Aqui começa a responsabilidade da igreja. Quando nos negamos a pregar, deixamos sem efeito, de um lado, a caríssima obra da redenção e, de outro, vidas irremediavelmente perdidas, apesar de tão amadas por Deus. Apenas nós, o povo do Senhor, podemos fazer a ponte entre as trevas da ignorância e a luz da salvação. Nós somos a carta de Cristo. Se não chegarmos às mãos do condenado, ele perecerá. Deus não tem um “Plano B”. Os anjos desejaram pregar o evangelho, mas o ministério da reconciliação é exclusivo da igreja.

Pregar é o grande mandamento da Nova Aliança. Ao ressuscitar, Jesus não deu muitas ordens aos seus discípulos. Na verdade, apenas uma está em letras garrafais: pregar o evangelho a toda criatura. Talvez fosse essa consciência que levasse Paulo a escrever coisas do tipo: “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho” (I Co 9:16).

Quando não há quem pregue, uma “crise” se estabelece no céu. Jesus consumou na Cruz o que lhe estava determinado a fazer. Ele comissionou a igreja e enviou o Espírito para respaldá-la. Entretanto, quando não há quem fale, Deus fica de “mãos atadas”, clamando: “A quem enviarei?”

Há ainda uma questão a responder: Como pregarão, se não forem enviados? Há uma necessidade, não apenas de que as pessoas se disponham a ir, mas de que sejam enviadas. Se isso não fosse importante, não estaria colocado entre estas perguntas cruciais. Ir por conta própria não atinge o propósito. É preciso ser resultado de um processo em cadeia, que culmina no envio.

Quem vai precisa ser preparado e respaldado para ir. Pregar o evangelho é entrar num front de guerra. Gente despreparada pode não obter resultados, ou mesmo ser ferida no campo de batalha. Por isso, preparo e respaldo são fundamentais.

Precisamos transformar nossas células numa estrutura de treinamento e envio. Não podemos mais ficar apenas cuidando de crentes. Cada líder nesta igreja precisa se ocupar de reproduzir o ministério de Jesus, ou seja, trabalhar em sua célula para levantar os seus doze, e prepará-los para o envio. Mais do que manter pessoas na fé e ganhar alguns outros, o líder precisa fazer de seus discípulos uma resposta à pergunta: “Como pregarão, se não forem enviados?”.

Enviar é, de certa forma, forçar os discípulos a saírem para uma missão. Quando não os levamos a cumprir o ministério da pregação, somos ainda líderes mal sucedidos, porque geramos e cuidamos, mas não formamos para um propósito.

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