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Quando a morte entrou em minha casa

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As perdas tendem a desestabilizar um ambiente familiar. Quando algo morre em nossa casa (o amor, o respeito, a confiança, a fidelidade, a estabilidade financeira...), somente uma ação sobrenatural de Deus pode nos restituir o que foi perdido.

“Saiu da sepultura aquele que estivera morto, ligados os pés e as mãos com faixas, e envolto o seu rosto em um lenço. Disse-lhes Jesus: Desatai-o e deixai-o ir.” - João 11:44

Marta, Maria e Lázaro eram amigos de Jesus e especialmente amados por Ele. É o que diz explicitamente o versículo 5 do impressionante capítulo 11 de João. Apesar disso, uma forte perda abalou as estruturas daquela casa. A morte de Lázaro trouxe sofrimento a um lar que vivia na benção.

As perdas tendem a desestabilizar um ambiente familiar.  Quando algo morre em nossa casa (o amor, o respeito, a confiança, a fidelidade, a estabilidade financeira...), somente uma ação sobrenatural de Deus pode nos restituir o que foi perdido. Há situações que todo o nosso esforço e todos os nossos recursos humanos não podem reverter.

A boa notícia é que Deus está interessado em restituir-nos o que foi perdido. Na perspectiva d'Ele, nossa história não acabará em morte. O que para nós está perdido, para Ele muitas vezes apenas “dorme”. Foi o que disse Jesus, ao saber que Lázaro havia falecido (vs. 3, 4 e 11). Não era o fim!

Deus não está alheio às nossas crises e sofrimento. Jesus veio ao encontro daquela família, ainda que isso lhe custasse risco. Estava fortemente ameaçados pelo judeus, ao ponto de seus discípulos se prepararem para ir e morrer com Ele (vs. 7-10). E chegando, ao ver o sofrimento naquela casa, Jesus chorou (vs. 35-36). Mesmo sabendo que iria ressuscitar Lázaro, sentiu o sofrimento daquela família em seu próprio coração.

Agora pense. Jesus estava ali para fazer o milagre da restituição, assim como ele quer fazer em nossa vida. Entretanto, todo milagre de Deus depende de nós. Há atitudes necessárias em nossas vidas para que a perda e a morte sejam banidas de nossa casa.

Em primeiro lugar, precisamos abrir mão de todo tipo de transferência de culpa. Tanto Marta quanto Maria receberam Jesus com uma palavra de reprimenda: "Se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido" (vs. 21 e 32). Em outros termos, elas estavam insinuando que o Senhor chegara tarde e, portanto, tinha certa "culpa" na morte de seu irmão. E assim como elas, muitos em seu coração transferem a responsabilidade de seus fracassos e perdas para outros, inclusive para Deus. Isso os leva à mágoa, que se torna fonte de incredulidade na alma.

A idéia de que Deus falhou, se acalentada no coração, nos distanciará d'Ele e entulhará a fonte da fé em nós. Afinal, se Deus falhou uma vez, pode falhar de novo... Por isso, temos que vencer o ressentimento e as interrogações, uma vez que elas nos põem em cativeiro e pecado.

Deus não precisa de perdão. Ele nunca erra. Nós é que não compreendemos os seus caminhos e os verdadeiros motivos de tudo o que nos acontece. Nós é que precisamos ser libertos dos argumentos que nos levam a sentir que a culpa é do Senhor, por algo que nos faz sofrer.

Além disso, para vermos restituição em nossa casa, precisamos exercer fé para provar o milagre hoje. Crer é uma condição! E temos que vencer a tentação de confinar a nossa fé num tempo que não seja “agora”. Jesus disse a Maria: "Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?" Só que muitas vezes a nossa fé fica presa. Marta e Maria haviam tido uma postura de fé no passado, mas agora estavam desistidas. Elas haviam crido que se o Mestre chegasse antes teria curado seu irmão. Mas agora que ele morrera, não havia mais solução...

É fácil também lançar nossa fé para um futuro longínquo, e até para o céu. Quando Jesus começou a ministrar a Marta, ela disse: "Sim, Senhor, eu sei que ele ressuscitará no último dia". Mas, era necessária uma fé para aquele momento e esse canal só foi aberto com a insistência do Senhor em ministrar ao coração dolorido daquela mulher. Sua palavra não era para quem “creu” (passado) e nem para quem “crer” (futuro). Era para quem “crê” (presente). Então, Marta decidiu ser esta pessoa. No vs. 17 ela disse: "Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo". Com isso, estabeleceu uma base para o milagre que iria acontecer.

A sequência do relato bíblico traz mais uma grande lição para nós que queremos ver ressurreição em nossa família: precisamos enfrentar e expor tudo o que cheira mal na situação que nos angustia. Jesus mandou que a pedra do sepulcro fosse removida, mas houver uma resistência, pois o cadáver lá estava há quatro dias e já cheirava mal (vs. 39-41).

O argumento do “vai feder” precisa ser enfrentado. Se não tirarmos as pedras que colocamos para encobrir as fortalezas de morte em nossa vida ou família, nunca veremos a ressurreição. Se ficarmos escondendo o que há de podre em nossa casa, em nossas relações, Deus não poderá operar. É preciso coragem para enfrentar o mau cheiro de situações vergonhosas e deixar a luz e a Palavra de Deus entrar em nossas cavernas.

Naquela casa em Betânia Jesus operou uma restauração sobrenatural. Tome tudo isso como uma palavra profética para sua vida e família. Se sofreu perdas, se está chorando, não desanime. Creia no que Jesus fará e pague o preço pelo milagre. O que é luto hoje, pode ser testemunho e grande alegria amanhã!

 

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