Carregando TV, aguarde...
Fechar
Você está em: Edificação » Palavra Profética » Prosperando sem perder a paz

Prosperando sem perder a paz

A- A+

"Prosperar faz parte do nosso chamado. Simplesmente tomemos cuidado para que nossa prosperidade seja baseada nos poços que nossos pais cavaram e não tomando aquilo que não nos pertence"

“Partindo dali, cavou ainda outro poço; e, como por esse não contenderam, chamou-lhe Reobote e disse: Porque agora nos deu lugar o SENHOR, e prosperaremos na terra. ” Gênesis 26:22

Reobote é o nome do terceiro poço que Isaque cavou, após muita contenda com os nativos de Gerar. Esse nome significa “largueza, amplidão, espaço para crescer”. Ao poço foi dado este nome porque, antes dele, este homem de Deus encontrou muitas oposições, uma vez que os pastores da localidade contendiam com seus pastores pelos poços que seu pai, Abraão, abrira e ele desentulhara.

Cada vez que Isaque estabelecia uma conquista, estes homens reagiam com beligerância e criavam-lhe problemas, ao ponto de levá-lo a batizar os dois primeiros poços que desentulhou de Eseque e Sitna, nomes que significam “contenda” e “briga”.

Este homem de Deus estava pagando o ágio da sua prosperidade!

Pode parecer estranho, mas todo aquele que obtém sucesso na vida, mesmo sucesso em Deus, terá que enfrentar o veneno da inveja. A sabedoria popular (nem tão sábia assim) chama de “olho gordo”, mas esse conceito está corrompido pela superstição. A inveja, sim, é uma realidade geradora de muitos males e denunciada pelas Escrituras.

A Bíblia diz que Isaque prosperou na terra dos filisteus, a famosa faixa de Gaza na atualidade. Plantou e em um ano colheu cem vezes mais! O termo que as Escrituras usam para descrever o estado que conquistou é “ficou riquíssimo”. Qual foi, então, o enfeito colateral? “Os filisteus lhe tinham inveja” e, por conta disso, estavam sempre levantado contendas.

A igreja vive esse mal. Não deveria ser assim, mas o sucesso de um grupo quase sempre vai atrair uma rejeição muitas vezes injustificável por parte daqueles que não estão obtendo um mesmo sucesso. Dizem que “vidraça grande é mais fácil de quebrar”... Talvez haja um pouco de razão nisso. O que vejo é que, no nosso ministério e em tantos outros que, como Isaque, pela graça de Deus cresceram, há o desafio de reagir bem a disputas e contentas que não desejamos e muito menos semeamos. Se por um lado nossa prosperidade inspira e abençoa, especialmente os que nos conhecem de perto, por outro, temos inimigos gratuitos, gente que simplesmente nos rejeita ( e às vezes agride) sem nenhuma justificativa para isto.

A Bíblia diz que os pastores de Gerar contendiam com os pastores Isaque. Nos dias atuais, muitos dos absurdos, de calúnias a intrigas, são originadas também na classe pastoral, que deveria ser modelo da ética e do respeito mútuo.

A questão não é se nossa prosperidade levantará oposição contra nós, não somente do inferno, mas também por parte dos nossos irmãos. Isso certamente acontecerá! Foi assim com Isaque, foi assim com José, foi assim com Davi, foi assim com Jesus. A benção evidente na vida desses homens incitou a perseguição dos seus irmãos contra eles. É a carnalidade da natureza humana...

A grande questão é como reagimos a estas coisas. Davi viu uma lança sendo lançada por Saul em sua direção. Poderia devolvê-la com a mesma violência (seria justo se o fizesse), mas optou por não tornar-se um rei no modelo de Saul. José foi traído por seus irmãos e, na sua prosperidade, poderia destruí-los ou simplesmente deixá-los definhar em seu pecado, mas escolheu não pagar com a mesma moeda. Sua nobreza mais evidente foi ter sido benção para quem lhe foi traição. Jesus? Bem, desse nem preciso falar tanto. Veio para os seus, mas por eles não foi recebido. Antes, lançaram-no na cruz. Qual a sua reação? Da cruz orou e disse: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”.

Isaque tinha duas alternativas: Brigar, fazer guerra e destruir aqueles que sem direito levantavam contendas, ou buscar uma dimensão onde sua prosperidade estivesse isenta da baixeza carnal da inveja. Ele preferiu a segunda. Deixou a disputa para trás e saiu em busca de Reobote, o lugar onde prosperasse sem limites.

Precisamos fazer esta opção. Há entre os nossos irmãos quem nos ame de graça. Há também quem nos odeie de graça. Que para um e para outro tenhamos a mesma resposta: o amor incondicional e o respeito, por causa de Cristo. Parar de prosperar não vamos. Faz parte do nosso chamado. Simplesmente tomemos cuidado para que nossa prosperidade seja baseada nos poços que nossos pais cavaram e não tomando aquilo que não nos pertence. Ajamos como Paulo, que publicou seu cuidado em “anunciar o evangelho nos lugares não alcançados e não em campo de outrem” (II Co 10:16). Se vamos crescer, que seja ganhando o perdido e nunca desrespeitando o Corpo de Cristo, investindo em crentes com proselitismo, esforçando-nos para tirá-los de suas congregações. O líder que faz isso está sendo carnal e desleal.

Se alguém nos acusar nisso, que seja usando de calúnia e que tenha como sua principal testemunha, Satanás, mentiroso desde o princípio. E quando assim, acontecer, que não nos desgastemos, mas tenhamos achado Reobote, o lugar onde conquistamos largueza.

 

Edifique-se

Comunidade Cristã de Ribeirão Preto - Rua Japurá, 829 - Ipiranga
Ribeirão Preto SP - CEP 14055-100 - Fone: +55 16 3633-5957
comcrist@comcrist.org
Desenvolvido por Atual Interativa