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Praticando o amor em três dimensões

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A primeira dimensão do amor é: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de todas a tua alma e com todo o teu entendimento. Este é o maior de todos os mandamentos”

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” - Mateus 22:37-39

Nesta passagem, Jesus resumiu toda a Bíblia em poucas palavras. Ele disse que o amor é o cumprimento da Lei. Se quisermos fazer a vontade de Deus, temos que decidir amar, porque Deus é amor (conf. I Jo 4:8). Esta é a sua linguagem, a maneira como Ele se expressa e, portanto, a maneira como devemos nos expressar também. Agora, de acordo com as palavras de Jesus, esse amor se revela em três dimensões: a Deus, ao meu próximo e a mim mesmo.

A primeira dimensão do amor é: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de todas a tua alma e com todo o teu entendimento. Este é o maior de todos os mandamentos” (vs. 37 e 38).

Nosso amor a Deus é uma resposta ao seu grande amor por nós (I Jo 4:19 e Rm 5:8). Ele nos amou antes que nós o amássemos, quando estávamos ainda mergulhados na culpa do nosso pecado. E Ele foi ao extremo de entregar seu único Filho na Cruz por nós, numa morte cruel. Só isso já deve despertar grande paixão em nosso coração. O homem que ignora o amor de Deus e não o corresponde comete o maior de todos os pecados. Viver à revelia do que Ele fez por nós é uma tremenda amostra de dureza do coração.

O verdadeiro amor ao Senhor se revela em obediência e submissão (conf. Jo 14: 15,23-24). Mais que um sentimento, amar é uma decisão que se expressa em atitudes práticas. A prova do amor de Deus por nós já foi dada quando Jesus morreu em nosso favor. Agora, a prova do nosso amor a Ele também tem que ser mostrada e isso não acontece apenas com palavras ou emoções, mas acima de tudo com obediência. Quem diz que ama a Deus, mas não se sub-mete à sua palavra, está mentindo ou enganando-se a si mesmo.

O amor que Deus espera de nós é  também intenso e expressivo (conf. Lc 10:27 e Ap 3:15-16). Ele quer também que haja paixão no que fazemos, intensidade e prazer em estar na sua presença. Se o Senhor desejasse só obediência, teria nos criado sem livre arbítrio, como robôs programados para servir. Mas Ele quer que o que fazemos, façamos de coração e com prazer. Seja adorando, servindo, ofertando, orando, precisamos envolver nossa alma, nossas forças, enfim, colocar o nosso coração, senão nossa oferta não será aceita (conf. Mt 15:8).

A segunda dimensão do amor cristão é horizontal. O mandamento é amar ao nosso próximo como a nós mesmos. É o amor ao próximo que chancela ou autentica nosso amor a Deus (conf. I Jo 4:20-21).

A cruz é o maior símbolo do Cristianismo. Ele é feita por dois madeiros: um vertical (que representa nossa relação com Deus) e outro na horizontal (que representa nossa relação com os homens). Se temos uma experiência com a obra da Cruz, fomos reconciliados com Deus e com os homens. Nossa fé tem que afetar e santificar nossos relacionamentos, caso contrário será mera religião, vazia.

A prática do “amor horizontal” começa na própria igreja. Se nós que proclamamos o nome de Jesus não decidirmos amar uns aos outros de maneira efetiva, como o mundo crerá na nossa prega-ção? Por isso, precisamos dar suporte uns aos outros e fortalecer-nos mutuamente, como membros de um mesmo corpo (conf. Cl 3:13 e I Co 12:25-27).

                Por outro lado, a igreja não pode ser um gueto religioso, uma sociedade secreta e fechada. Ela está no mundo para revelar a graça de Deus aos que estão perdidos e carentes (conf. Tg 2:8-9). Exatamente como Jesus fez, ela precisa abrir o seu coração para os “doentes”, pois são eles que precisam de médico. Esse amor é revelado pela nossa pregação e também pela nossas ações em favor dos homens (conf. Is 61:1). Não podemos confundir rejeição ao pecado com rejeição ao pecador. São justamente os sem Deus que mais precisam de nós.

A terceira dimensão do amor que Deus esperar ver em nossas vidas é o amor a nós mesmos. Pode parecer estranho, mas uma vida cristã saudável nos leva a valorizar quem somos. O mandamento é que amemos ao nosso próximo como a nós mesmos. Logo, a autoestima é uma base para que pos-samos ser bênção na vida dos outros. Quem não vive bem consigo mesmo, não se relacionará bem com outras pessoas.

Amar a mim mesmo significa aceitar quem sou e como Deus me criou (Rm 9:20 e Is 43:7). Ele nos fez como somos. Características físicas, de temperamento, intelectuais são natas, resultado de sua criatividade. Claro que nossas escolhas interferem, mas devemos entender que Deus nos ama exatamente com os atributos que temos. Por isso, é importante nos aceitarmos e valorizarmos as virtudes que Ele implantou em nós. Isso nos ajudará a estar felizes e a manter um coração grato. A diversidade é uma das marcas mais lindas do Criador e Ele nos estabeleceu na igreja como membros diferentes de um mesmo corpo  (conf. I Co 12:20-25).

Quem não se dá valor tende a depreciar os outros. Quem não se aceita, olhará à sua volta com o mesmo olhar de rejeição. Portanto, permitir que o Espírito Santo cure a nossa autoestima e nos leve a enxergar a nós mesmos com os olhos do Pai é fundamental para cumprirmos a lei de Cristo.

Ser um verdadeiro cristão não é nada complicado. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos é tudo o que precisamos saber e fazer. E com a ajuda do Espírito Santo, transformando-nos dia após dia na mesma imagem do Filho de Deus, qualquer um de nós pode chegar lá, pela fé!

 

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