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Perdendo o manto por uma veste festival

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Vivemos numa geração onde a independência é cultuada. Infelizmente, é uma minoria dentro do corpo de Cristo que compreende o valor do que chamamos cobertura ministerial.

“Portanto, a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua descendência para sempre. Então, saiu de diante dele leproso, branco como a neve." II Reis 5:27

Há mais de vinte anos, eu encontrei no meu pastor Harry Scates a cobertura que eu tanto precisava. Seu testemunho, seu amor, sua simplicidade e sua visão tornaram-se referência para mim e o legado que eu escolhi herdar. Com o passar dos anos, propostas internas e externas quiseram me tirar desse lugar seguro e do direito a essa herança... Graças a Deus eu resisti e continuo seguindo os passos do meu bom e velho pastor! 

Vivemos numa geração onde a independência é cultuada. Infelizmente, é uma minoria dentro do corpo de Cristo que compreende o valor do que chamamos cobertura ministerial. Cada vez mais, pessoas se relacionam com a igreja como clubes sociais que frequentam enquanto lhes for prazeroso ou conveniente. E, mesmo entre os que compreendem o princípio de estar debaixo do manto ministerial de homens de Deus, muitos quebram aliança com facilidade e desprezam o legado do Senhor para suas vidas.

A cobertura espiritual é um princípio enfatizado nas Escrituras. Basta seguir exemplos como os de Moisés e Josué; Elias e Eliseu; Noemi e Rute, Samuel e Davi, Jesus e seus doze, Paulo e Timóteo...

Lemos também nas páginas do Novo Testamento mandamentos bem específicos acerca da necessidade de que cada crente se submeta a pastoreamento. Em Hebreus 13, versos 7 e 17, lemos: "Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram... Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros”.

Em II Reis 5:15-27 há uma história muito forte, de alguém que desprezou a cobertura ministerial e perdeu um grande legado. Geazi foi um homem que teve uma oportunidade maravilhosa! Conhecido como “o moço de Eliseu”, discípulo do profeta da porção dobrada, esse jovem teve a chance de herdar um legado espiritual imensurável. Entretanto, o que poderia ser um manto profético na vida de Geazi tornou-se apenas uma saudosa história para contar. A última vez que o vemos nos relatos bíblicos é no capítulo 8, longe de Eliseu, contando ao rei de Israel as antigas histórias do profeta com o qual andara. O que deveria ser um legado de continuidade, tornou-se apenas uma memória distante. Ele havia jogado fora a oportunidade de sua vida!

Como é que isso acontece? Qual é o caminho que um servo trilha da segurança de um manto ministerial para a lepra de uma veste festival (pois, como se sabe, Geazi terminou leproso por vender sua fidelidade ao profeta por dois talentos de prata e duas roupas de luxo)?

Em primeiro lugar, ele se permite desenvolver a própria visão. Texto diz que "Geazi, o moço de Eliseu, homem de Deus, disse consigo mesmo..." Ou seja, ele começou a ter suas próprias ideias, à revelia de seu líder, estabelecendo diálogos com a própria carne... É sempre assim que começa toda forma de rebelião. Satanás sugerindo-nos que ser independente para “pensar por nós mesmos” é um direito... E quando, na igreja, alguém começa a conversar com sua alma num dialeto que não é o dos seus líderes, uma semente de engano está prestes a brotar.

E em que consistiam os pensamentos autônomos desse discípulo? Se você ler a passagem, perceberá que ele começa a reprovar as escolhas de seu líder, ainda que elas estivessem dentro da vontade de Deus. Eliseu havia rejeitado uma oferta de Naamã, por algum motivo que desconhecemos, e Geazi não concordou com aquilo...

O processo de sedução diabólica que leva um homem para fora de sua cobertura transforma a admiração em crítica, a obediência em questionamento, a submissão em discordância. Até então, Eliseu era o mentor amado de Geazi. A partir daqui, um “porém” se estabelece entre o seu coração e o do seu líder.

Quebrado interiormente o elo de unidade, o próximo passo é olhar por cima do muro. Geazi corre atrás daquilo que sua cobertura rejeita e busca Naamã para pedir a oferta que Eliseu havia vetado. Eu já vi esse filme muitas vezes... Quando o coração é conquistado pela independência, os pés correrão para o engano.

A partir daqui ele passa a usar sua cobertura apenas como apoio para seguir sua própria ambição. Ao abordar Naamã, o moço inventa uma mentira e se dá por enviado de Eliseu... Como ele, quantos crentes não estão vivendo de fachada?!! Usam o nome e a sombra de seus líderes apenas para o que lhes é conveniente, mas na essência rejeitam sua visão e seguem seus próprios desejos (que quase sempre estão algemados pela ambição). E neste momento, quando recebe os presentes que seu líder reprova, ele troca a glória da unção pela glória da aparência.

Alianças são mantidas por valores espirituais. O que Geazi podia herdar era um manto profético que lhe daria significado no reino de Deus. Entretanto, a vida lhe acenou com uma glória humana e ele fez a sua escolha equivocada: trocou a riqueza do ministério por dois talentos de prata e a capa do profeta por duas vestes festivais... A partir daí, ele leva para casa aquilo que não entra na casa do profeta. Aliás, nossa casa costuma ser o lixo para onde levamos os dejetos da rebelião. Normalmente, é lá que as conversas pervertidas, as críticas e discordâncias têm lugar, ao redor da mesa. É no ambiente familiar que o pecado é tratado como direito e riqueza. E você pode ter certeza de uma coisa, se o que você planta na mente de seus filhos, discípulos e amigos íntimos é discordância e crítica em relação aos seus pastores, pode ter certeza de que é isso que você vai colher depois em suas vidas, sem falar da perda do legado profético.

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