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Pedofilia, aqui não!

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Como igreja, coluna e baluarte da verdade, não podemos nos calar e nem ficar de braços cruzados. Esse câncer que assola a nossa geração precisa ser extirpado.

“Aquele que receber um menino, tal como este, em meu nome, a mim é que recebe; mas quem puser uma pedra de tropeço no caminho de um destes pequeninos, melhor seria que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e que fosse lançado no fundo do mar.” (Mateus 18:5-6)

Há uma grande corrente contra a pedofilia se levantando por toda a nossa nação. Em Ribeirão Preto, Gláucia, vereadora e obreira da CCRP, tomou a frente desta luta com o apoio unânime e efetivo do Conselho de Pastores. Ela, que é assistente social e já serviu por anos no Conselho Tutelar, sabe muito bem a proporção e o absurdo dos danos que o abuso sexual de menores tem provocado em nossa sociedade.

Como igreja, coluna e baluarte da verdade, não podemos nos calar e nem ficar de braços cruzados. Esse câncer que assola a nossa geração precisa ser extirpado.

A primeira coisa a fazer é refutar a idéia de que a pedofilia não está perto de nós. A maioria das pessoas vive uma displicência mortal, ignorando o fato de que, tanto o abuso sexual doméstico, quanto a pedofilia organizada em rede e fomentada pela Internet tem encontrado no Brasil seu principal meio de cultura. Para se ter uma idéia, 76% dos sites em todo o mundo voltados para sexo com crianças estão hospedados no nosso país e o Orkut responde por 90% das denúncias de exploração infantil na WEB.

Pais que não monitoram de perto a comunicação de seus filhos pelo computador e que os abandonam à sorte de seus próprios relacionamentos, estão expondo-os a um altíssimo risco. A maioria dos “pedófilos de carteirinha”, maníacos inveterados especializados em seduzir crianças e adolescentes, faz seu jogo de sedução através da Internet, utilizando-se principalmente de redes sociais como MSN, Orkut ou Facebook ou de chats (espaços virtuais onde as pessoas se conectam para conversar sobre determinado tema).

A única maneira de manter nossos filhos longe destes predadores sexuais é conversar muito e sempre com eles, mostrando-lhes o perigo e como agem os pedófilos e instruindo-os a não estabelecerem comunicação com desconhecidos e nem passarem dados pessoais a estranhos.

Mas isso só não basta. Como os sedutores de menores sabem como se travestir de amigos (e até de “irmãos”), enganando o coração dos inexperientes, é preciso também fiscalizar, investigar com constância a comunicação virtual dos nossos filhos e conhecer de perto seus amigos. Por isso mesmo, quando se trata de menores, a privacidade não pode ser respeitada. Numa casa onde as crianças e adolescentes conquistam o direito de manter segredos, a porta está aberta para a devastação da pedofilia e de outras formas de degradação.

A outra face dessa doença que corrói nossa sociedade é o abuso sexual doméstico. De certa maneira, este é o aspecto mais desafiador do problema. Infelizmente, esse é um crime que cresce cada vez mais em nosso país. A grande maioria dos casos de abuso de crianças e adolescentes ocorre dentro de casa, sendo os menores assediados pelos seus próprios pais, padrastos, tios, avós, dentre outros.

Descobrir esse tipo de assédio e violência é bem mais complexo. Em primeiro lugar, o ambiente familiar denota algum tipo de confiança e as pessoas ficam desarmadas de qualquer prevenção. Além disso, o menor abusado dentro de casa tende a manifestar o que alguns chamam de “síndrome do segredo”, mais do que quando ele é vítima de estranhos. Esse comportamento se revela na incapacidade de falar sobre o que aconteceu (ou está acontecendo) e isso se dá pelo sentimento de culpa (muitos se sentem culpados por terem se envolvido no jogo sexual), pelo receio de que a revelação da verdade cause uma separação familiar, pelo medo de retaliações (muitos abusados vivem debaixo de ameaça) ou pela simples sensação que o menor tem de que, se expuser o abuso, não será levado a sério, ficando sua palavra sem crédito contra a de um adulto.

A única forma de descobrir a pedofilia doméstica é investindo num relacionamento de muita proximidade e amizade com os nossos filhos, dando-lhes a segurança de que sua palavra e sentimentos sempre serão levados em conta. Além disso, é importante estar atentos a mudanças radicais de comportamento. Crianças e adolescentes calados demais, agressivos, tendentes ao isolamento ou assustados podem ser o sinal de que algo saiu do padrão e isso precisa ser investigado.

Embora não sejam poucos os casos de abuso realizados por pais biológicos, na maioria das vezes ele ocorre por outras pessoas do círculo familiar. Sendo assim, é importante estarmos atentos ao nível de liberdade que pessoas mantêm com as crianças, restringindo aquilo que puder ser classificado como inconveniente ou perigoso.

O pedófilo é uma pessoa de mente corrompida, um psicopata que representa risco social. Os prejuízos de sua ação na vida de suas vítimas são incalculáveis. Por isso mesmo, ele não pode ser tratado sob a ótica da inofensividade. Diante de casos comprovados de estupro ou manipulação sexual de menores, ou no caso de exposição da imagem de menores com conotação sexual por qualquer tipo de mídia (Internet, TV, vídeo, etc..) precisamos denunciar. O Disque 100 é um serviço exclusivo para este tipo de denúncia e a identidade de quem liga é preservada em sigilo.

Como igreja, não estamos à margem desse problema. Se há uma possibilidade de recuperação da vida de um pedófilo, ela passa necessariamente pela conversão e novo nascimento. Mas isso não se dará sem verdadeiro arrependimento. Por outro lado, as vítimas dessa desgraça precisam encontrar na Casa de Deus um ambiente de acolhimento, proteção e restauração, o que só será possível se tivermos coragem de enfrentar de frente esse câncer moral e social, mesmo que para isso tenhamos que cortar a nossa própria carne, enfrentado esse terrível pecado até mesmo quando ele se manifestar nas entranhas da nossa intimidade. A  igreja precisa ser a primeira a dizer: Pedofilia, aqui não!

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