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Os segredos do homem feliz

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Ter sucesso com Deus é ser frutífero. O homem abençoado é “como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido”.

“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Salmos 1:1)

Este é o salmo do homem feliz! Não parece ser coincidência que o livro de Salmos, fonte de sabedoria e consolo para tanta gente, comece com uma descrição do “homem bem-aventurado”. Esher é a palavra hebraica que pode ser traduzida como feliz, bem-sucedido, afortunado, abençoado, pleno.

A descrição de bem-aventurado aqui é celestial e não terrena. O mundo tem seus próprios conceitos de felicidade, mas o salmista faz questão de por em contraste os padrões do mundo com aquilo que Deus pode fazer na vida de alguém. Ele diz: “Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa. Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos. Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá” (vs. 4-6).

Segunda estas Escrituras, um homem bem-aventurado é alguém cuja vida é não apenas um catalisador de bênçãos, mas um distribuidor de bênçãos. Sob o ponto de vista de Deus, nosso sucesso não é um fim em si mesmo, mas um meio pelo qual outros são abençoados.

Ter sucesso com Deus é ser frutífero. O homem abençoado é “como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (vs. 3).

Frutificar é dar resultado. Foi para isso que fomos criados. A esterilidade é uma maldição que precisa ser rompida. O servo de Deus dá o seu fruto (ainda que tenha que esperar o “devido tempo”, sujeitar-se aos processos da produção).

Mais do que isso, ter sucesso com Deus é ser estável. A comparação é com uma árvore que não perde suas folhas, sua beleza, seu viço, independente da estação e das circunstâncias.

Do ponto de vista do Senhor, ter sucesso é provar a bênção em todas as dimensões da nossa vida. As palavras “tudo quanto ele faz será bem-sucedido” revelam isso. O plano do Senhor é prosperar-nos completamente! Isso inclui finanças, saúde, família, trabalho, ministério, relacionamentos... Onde pusermos as mãos, que haja uma manifestação de bênção!

Certamente ser bem-aventurados é o que todos nós queremos. A questão é: “como” alcançamos este nível de vida próspera? Se olharmos atentamente o Salmo 1, veremos que isso depende de uma coisa: nossa relação com o mundo.

Como nos relacionamos com o mundo? Este é o primeiro foco do salmista ao descrever as atitudes que levam um homem a ser bem-aventurado: o que ele “não” aceita. Nesse sentido há três grandes armas que Satanás usa para tirar-nos do lugar da bênção: o conselho dos ímpios, o caminho dos pecadores e a roda dos escarnecedores.

Quem centrou sua vida no Senhor não aceita o conselho dos ímpios! Conselho aqui tem o sentido de forma de pensar, filosofia de vida. O mundo tem seu código baseado no Humanismo (o homem é o centro do Universo). Essa mentalidade se resume em: “Se vai ser bom pra você, faça”, ainda que esteja contra a vontade de Deus.

Aqui se trava a primeira batalha pela nossa felicidade: na nossa mente (consciência). O homem de Deus não pode permitir que a forma de pensar do mundo o domine. Embora tenhamos que enfrentar certa exposição, não podemos deixar que os absolutos de Deus sejam relativizados pelo conselho dos ímpios.

Quanto mais nos expusermos às fontes do mundo, mais vulneráveis ficaremos. Quem passa a vida vendo novelas, ouvindo música secular, mantendo laços fortes com pessoas que rejeitam a Deus, vai permitindo que Satanás mine aos poucos a maior defesa que tem: sua consciência.

O primeiro sintoma de que um crente está contaminado (se não, dominado) pelo conselho dos ímpios é o relativismo. Quando pensamentos do tipo “não tem nada a ver”, “não precisa ser radical” ou “a Bíblia diz, mas eu penso diferente” começam a ter lugar em nosso coração, Satanás começou sua invasão em nossa espiritualidade.

A segunda afirmação do salmista é que o homem bem-aventurado não trilha o caminho dos pecadores. Ele não aceita andar (agir) como os que vivem sem Deus. Por ter uma consciência de que não é deste mundo, ele não se amolda à forma de viver desse mundo.

Quem não vigia nisto prova uma perda da espiritualidade. Quando entregamos nossa mente, estamos prestes a agir como os pecadores. Quem aceita o conselho dos ímpios, acabará se detendo no caminho dos pecadores. O crente que relativiza a Palavra, terminará sonegando o dízimo, desprezando autoridade, admitindo o divórcio como solução para os conflitos de um casamento, enfim, fazendo o que o mundo acha “normal”, o que “todo mundo faz”.

Deter-se no caminho dos pecadores é apenas o começo de uma vida carnal que se tornará mundana. Aqui nesse estágio, na maioria das vezes não há grandes pecados. São apenas experiências naquilo que não achamos “tão errado assim”: uma novelinha cheia de adultério, um filmezinho imoral, um namorinho fora de hora ou de padrão, uma mentirinha para ganhar mais dinheiro, uma sonegadazinha no dízimo... Achamos que temos o controle, mas estamos sendo enredados pelo diabo.

O crente que é crente mesmo não se enquadra na roda dos escarnecedores. Por estar com o coração no céu, ele sente nojo dos ambientes mundanos.

A roda dos escarnecedores é o último estágio da degradação. Aquele que deixa Satanás conquistar sua mente (conselho dos ímpios), será conquistado em suas atitudes (caminho dos pecadores) e finalmente perderá o seu coração (roda dos escarnecedores)!

Assentar à roda dos escarnecedores significa gostar de ambientes e relacionamentos degradados. Aqui, a alma foi conquistada e, talvez, a salvação perdida. O ambiente que a roda dos escarnecedores representa é o ambiente onde Deus é, não apenas ignorado, mas afrontado.

Nossas amizades e o tipo de gente na qual temos prazer revelam onde estamos nessa guerra pela verdadeira felicidade. Se o que buscamos é ambiente e gente espiritual, somos espirituais. Se nos damos bem com mundanos, somos mundanos (ainda que mantenhamos uma vida de hipocrisia religiosa).

Obviamente, tudo começa com um relacionamento apropriado com Deus. Se o buscamos, nosso coração e nossos gostos são moldados pelo seu Espírito.

Depois de dizer o que o bem-aventurado “não” faz, o salmista concentra-se no principal e base de tudo: o seu relacionamento com Deus. Ele diz que o homem feliz  tem prazer na lei do Senhor, ou seja, na Palavra de Deus (vs. 2)... O que o Senhor diz não soa no coração de um homem espiritual como uma “ladainha religiosa”, mas como música para seus ouvidos.

O nível do prazer que sentimos na Palavra está ligado à revelação que temos. Não se trata apenas de decorar versículos e conhecer a letra, mas ouvir a voz de Deus em nosso espírito. Isso será fruto de exercício e em alguns casos de “libertação”.

Mais do que prazer, porém, o homem bem-aventurado tem disciplina em buscar revelação. O texto sagrado diz que “na sua lei medita de dia e de noite”. A palavra meditar no original (hagah) tem o sentido de repetir, ruminar, repercutir insistentemente. Ou seja, é um exercício de disciplina, de estudo constante. É essa dedicação que abre as portas para a revelação e fecha para o engano (conselho dos ímpios).

A dedicação sistemática à Palavra é a maneira que temos de fortalecer nossa consciência contra a avalanche de pressões do Humanismo. Além de expor-nos o mínimo possível às fontes ímpias, precisamos consolidar a a fé, pela Palavra.

O maior de todos os segredos revelados nesse Salmo é que um homem abençoado tem aliança e relacionamento profundo com Deus. Ele é descrito como “uma árvore plantada junto ao Ribeiro”. Que figura maravilhosa do relacionamento profundo entre um crente e o seu Deus! O homem bem-aventurado é o que é porque está arraigado, aliançado, completamente ligado à sua fonte, o Senhor!

A igreja deveria ser uma espécie de mata ciliar. Nossa vocação é manter-nos ligados e dependentes dos pensamentos e do coração de Deus. Estar plantado é estar comprometido.

Chega a ser impressionante a quantidade de crentes que não sabem o que é aliança! Vivem à mercê de suas almas ou das circunstâncias e quase sempre estão murchos e sem frutos. No entanto, aqueles que vão além da religião, vivem uma profunda relação com o Senhor e, como conseqüência, manifestam a vida e os frutos abundantemente.

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