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O sacerdócio que precisa morrer

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Para que venha o avivamento em nossos dias, é necessário que o ministério corrompido dentro da Casa de Deus morra e dê espaço a uma geração que realmente tenha o temor do Senhor.

“Era, pois, mui grande o pecado destes moços perante o Senhor, porquanto eles desprezavam a oferta do Senhor. Samuel ministrava perante o Senhor, sendo ainda menino, vestido de uma estola sacerdotal de linho” (I Samuel 2:17,18)

Aquele era um tempo de transição. Israel vinha de um período de confusão (o tempo dos juízes) e Deus estava preparando o cenário para trazer o reino. Davi e Samuel representariam conquistas e prosperidade nunca antes visto naquela nação.

O fator preponderante para que o avivamento chegasse era a substituição de um sacerdócio corrompido por um sacerdócio santo. Hofni e Finéias, filhos de Eli, eram sacerdotes carnais que impediam com seu comportamento o mover de Deus. Foi necessário que eles morressem com seu ministério pervertido para que o Senhor levantasse, através de Samuel, um sacerdócio santo que trouxesse o reino.

Nos nossos dias há também um grande avivamento desenhado no mundo espiritual. Seu resultado será conquista, prosperidade e transformação. Há uma nuvem sobre os céus da nossa cabeça. Deus quer fazer algo sobrenatural como nunca vimos antes.

Porém, para que venha o avivamento, é necessário que o ministério corrompido dentro da Casa de Deus morra e dê espaço a uma geração que realmente tenha o temor do Senhor.

Há uma mistura no meio da igreja. Às vezes há uma mistura em nossas próprias vidas. Como nos dias de Eli, dois modelos opostos de sacerdócio convivem na Casa de Deus (falo da Igreja e da nossa vida pessoal). Um deles precisa morrer (ser levado a cruz) para que o outro tome o seu lugar e viabilize o mover do Espírito.

Quando olhamos para o que a Bíblia fala sobre Hofni e Finéias, esses sacerdotes reprováveis que atrasavam o mover do Senhor em Israel, podemos ter uma idéia do padrão de vida que deve perecer em nossa experiência pessoal e em nossa vida de comunidade.

A palavra diz que esses filhos de Eli eram “homens ímpios”  (Conf. I Sm 2:12). Diz que eles prostituíam na tenda da revelação (conf. I Sm 2:22). Ou seja, Hofni e Finéias tinham vida dúbia. Eles misturavam o santo com o profano sem nenhuma dificuldade. Viviam em pecado e com isso prejudicavam toda a nação. Infelizmente, há muita gente assim no meio do povo de Deus, inclusive na liderança e entre a comunidade pastoral. Pessoas que são capazes de sair de um culto para entregar-se à imoralidade e todo tipo de torpeza. Vivem uma religiosidade cínica, desprovida do temor de Deus. Esse tipo de sacerdócio precisa desaparecer!

No mesmo versículo 12 do capítulo 2, vemos que aqueles homens “não conheciam a Deus”. Tinham muita informação sobre Deus, pois eram filhos do sumo sacerdote e haviam crescido no ambiente da Casa do Senhor, mas não tinham nenhuma intimidade com Ele. Suas vidas eram pautadas na religiosidade aparente e não num contato vivo com o Pai. Por isso não havia temor em seus corações, uma vez que o temor nasce do amor, e o amor é fruto de relacionamento.

Se não investirmos em uma experiência íntima, pessoal e constante com Deus através da oração, corremos o risco de tornar-nos meros atores da fé, pregando uma coisa e vivendo outra, numa incoerência abominável que desemboca em tropeço para os mais fracos. De nada adianta estarmos com a cabeça cheia de doutrina e informação, se o nosso coração está vazio da glória e da unção.

Outra marca desse sacerdócio que precisa se desfazer é a falta de disciplina. Na verdade, ele é fruto de uma passividade da liderança diante de comportamentos pecaminosos. A Bíblia nos conta que “Veio um homem de Deus a Eli e lhe disse: Assim diz o Senhor... Porque desprezais o meu sacrifício e a minha oferta que ordenei se fizessem na minha morada? E porque honras a teus filhos mais do que a mim” (I Sm 2:26a; 29a). E ainda registra o seguinte juízo do Senhor: “Porque já lhe fiz saber (a Elí) que hei de julgar a sua cada para sempre, por causa da iniqüidade que ele bem sabia, pois seus filhos blasfemavam a Deus e ele não os repreendeu” (I Sm 3:13).

O que percebemos é que Eli, seu pai, nunca pôs limites na vida destes jovens e nunca os confrontou por seus pecados. Por isso, eles se sentiam à vontade para praticar o mal.

Que grande contraste com o padrão da igreja primitiva onde, por uma mentira sobre valores de oferta, Pedro repreendeu Ananias e Safira e, por conta disso, os dois tombaram mortos diante de toda a congregação em Jerusalém!

O pecado tem que ser tratado. Isso não significa jogar fora aqueles que caem, mas confrontá-los em busca de um arrependimento e, se este não mostrar seus frutos, tirá-los do ministério e até mesmo desligá-los do corpo de Cristo. Pode parecer duro, mas um povo que vive debaixo de impunidade nunca revelará um padrão alto de conduta.

Outra coisa que percebemos é que o sacerdócio corrompido se fia na aparência e não na essência, confunde superstição com fé. Os filhos de Eli terminaram envergonhados e morreram numa guerra porque acharam que a arca da aliança (um objeto sagrado) iria salvá-los, mesmo que não tivessem vida de aliança com Deus. Tinham misticismo, mas eram desprovidos de espiritualidade.

Não podemos ser a versão moderna desse tipo de ministério. A consequência desse estilo de vida foi que os filisteus levaram a arca do Senhor e a glória de Israel se foi. Somente então, quando Hofni e Finéias morreram, houve espaço para que o menino Samuel aparecesse e mudasse a história daquele povo.

Está na hora de tomarmos posição. Não podemos mais atrasar o avivamento e a manifestação transformadora do reino por conta de uma vida sem compromisso com o altar e com a santidade. Temos que fazer morrer todo sacerdócio corrompido em nossa vida e no meio da igreja. Nossa escolha deve ser a de um compromisso radical com o Senhor e com sua Palavra, para que a glória do Senhor seja revelada a esta cidade e nação e o Rei Jesus se estabeleça para sempre no trono.

Que morram Hofni e Finéias! Que viva Samuel em nós!

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