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O princípio da honra e a bênção do discipulado

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Não há uma melhor maneira de honrar a um líder do que segui-lo com fidelidade. É por isso que a recomendação do escritor aos Hebreus completa-se, dizendo: “imitai-lhes a fé”.

“Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai-lhes a fé.” - Hebreus 13:7

Um dos princípios mais importantes da Palavra de Deus é o princípio da honra. Embora vivamos num tempo onde o desprezo às autoridades é lugar comum, a começar pelo próprio ambiente familiar, não há como negar diante dos ensinamentos bíblicos que honrar aqueles que estão sobre nós é uma forma de honrar ao próprio Senhor que os reveste de autoridade.

Não é por acaso que, entre os Dez Mandamentos, suprassumo da ética que Deus propõe a todos os homens, o único que traz a reboque uma promessa é “honra a teu pai e à tua mãe, para que se prolonguem os teus dias sobre a terra” (Dt 5:16).

Quanto mais próxima e vital for a relação, mais essa verdade se torna importante. No contexto da igreja, então, ela é fundamental. Sabemos o que significa ser “ovelha sem pastor” porque a maioria de nós viveu um dia na solidão espiritual, sem ter quem nos ensinasse o caminho e velasse por nossa vida. Hoje, o fato de termos pastores e líderes na casa de Deus que dedicam seu tempo e dons para nos abençoarem, deveria produzir em nós um intenso desejo de honrá-los.

É sobre isso que o escritor aos Hebreus está falando ao recomendar-nos: “Lembrai-vos dos vossos guias, que vos anunciaram a Palavra de Deus”. O sentido aqui é, com constância, trazer à mente o valor daqueles que nos lideram na fé, nossos discipuladores e pastores, fazer o exercício da consideração, de não esquecer a diferença que estas pessoas fazem em nossa vida e, de alguma maneira, expressar a nossa gratidão com palavras e ações.

É interessante a ideia revelada na frase que dá sequência ao versículo: “considerando atentamente o fim da sua vida”. Ela nos desperta a levar em conta a caminhada de uma pessoa para nos abençoar e não deixar que essa dedicação caia no vazio da ingratidão.

Honrar, portanto, sempre e de todas as formas, aqueles que nos ministram no Senhor é uma forma de honrar ao próprio Deus que os proveu como resposta às nossas necessidades espirituais.

Não há uma melhor maneira de honrar a um líder do que segui-lo com fidelidade. É por isso que a recomendação do escritor aos Hebreus completa-se, dizendo: “imitai-lhes a fé”.

O que é imitar? Tentar fazer igual, copiar... Esse é o espírito de todo verdadeiro discípulo. Não há nada que cause mais frustração na vida de alguém que se dedica à liderança espiritual do que perceber que seus “seguidores” têm que ser arrastados, oferecem resistência, apresentam indisposição, quando deveriam ter uma atitude espontânea de acompanhar-lhes os passos.

Isso tem a ver com submissão. O versículo 7 de Hebreus 13 se complementa no 17, que diz: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros.”

A obediência é o fruto da submissão. É a atitude de fazer o que foi orientado, baseada num coração que já estava predisposto a acatar, antes mesmo de receber a direção. Aliás, a palavra submissão deveria ser entendida como colocar-se debaixo da missão de outra pessoa. Explico: quando reconhecemos que alguém, ainda que com seus limites, foi enviado por Deus com a missão de nos abençoar com seu ministério e liderança, devemos “submeter-nos”, ou seja, “meter-nos debaixo” desta missão, tornando-nos um com aquele líder.

O discipulado é uma grande responsabilidade. Pode, inclusive, tornar-se um peso massacrante. Como lemos, no texto bíblico, ele impõe sobre o líder a tarefa de velar, vigiar pelas vidas, com a consciência de que terá que prestar contas a Deus por este serviço.

Tenho visto líderes fazendo o discipulado com alegria, apesar da responsabilidade, e tenho visto outros gemendo debaixo da missão. E porque? Por causa da atitude dos seus discípulos. É exatamente o que diz o final do versículo 17, que acabamos de ler. Ovelhas obedientes e submissas produzem líderes realizados, ao passo que ovelhas rebeldes ou independentes transformam o ministério de qualquer um num grande fardo.

Deixe-me lhe fazer algumas perguntas importantes: quando seu discipulador pensa em você ou dobra os joelhos para orar a seu respeito, o que será que brota em seu coração: alegria ou gemido? Você é uma fonte de valorização do ministério de quem lhe lidera na casa de Deus, ou um grande peso? De seus lábios saem mais palavras de gratidão e concordância em relação aos seus pastores e líderes, ou expressões de crítica, cobrança e resistência? Você costuma agradecer quando seu líder lhe abençoa? Você divide com ele a bênção quando você prospera, ou só leva seus fardos? Quantas vezes durante este ano você procurou o seu discipulador para agradecê-lo, para dar-lhe um presente ou uma expressão de honra e quantas vezes você o procurou apenas para repartir seus problemas? Você ora com constância por quem lhe pastoreia ou só espera ser coberto por suas orações?

Se, ao responder essas questões, você chegou à conclusão de que seus guias na igreja sentem-se motivados, felizes por sua causa, parabéns. Você é um verdadeiro discípulo! Se, por outro lado, esta reflexão lhe trouxe a consciência de que quem lhe lidera na fé está gemendo, frustrado por sua causa, é melhor mudar de atitude. No linguajar bíblico “isto não lhe aproveitará”. Não são apenas os líderes que prestarão contas a Deus. Os discípulos também.

 

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