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Não perca seu encontro com Deus

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Deus tem prazer em encontrar-nos. Ele valoriza o nosso amor como um noivo apaixonado... Por outro lado, não há experiência mais maravilhosa do que desfrutar de momentos de intimidade e unção na presença do nosso Deus.

“Portanto, assim te farei, ó Israel! E, porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus.”  Amós 4:12

“Prepara-te para te encontrares com o teu Deus”. Que frase forte! Embora o contexto em que Amós escreveu esta palavra fosse negativo (Israel, por causa dos seus pecados, havia provocado Deus à ira e Ele estava vindo para tomar-lhes conta), esta é uma expressão que traz um significado muito especial na prática da nossa devoção ao Senhor. Quando Ele vem para nós, precisamos estar preparados.

Deus tem prazer em encontrar-nos. Ele valoriza o nosso amor como um noivo apaixonado... Por outro lado, não há experiência mais maravilhosa do que desfrutar de momentos de intimidade e unção na presença do nosso Deus.

A questão é: quando Ele vem, estamos prontos para recebê-lo?

Eu gostaria de conduzir você através de uma reflexão bíblica e observar a atitude de uma mulher que, visitada pelo seu amado, não estava pronta para recebê-lo, em contraste com outra que não deixou passar a última chance de derramar seu amor sobre Jesus... As histórias estão narradas em Cantares 5:2-6 e João 12:1-8 e referem-se à experiência da mulher sulamita e de Maria, irmã de Lázaro. Seria muito útil fazer uma leitura atenciosa dessas passagens para entender os argumentos que apresento na sequência.

Perdemos a presença do Senhor quando não estamos atentos aos seus movimentos. Embora a sulamita diga que seu coração velava, ela dormia quando seu amado chegou. A falta de atenção a privou do encontro. Embora houvesse amor em seu coração, a dispersão a traiu.

Às vezes “dormimos” porque somos tomados pelo cansaço. A fadiga, seja ela física ou espiritual, nos leva a perder momentos especiais, ocasiões em que certamente nossas forças seriam renovadas. Se não aprendermos a vencê-la para estar com Deus, viveremos cada vez mais cansados... E cada vez mais distantes d'Ele.

Também “dormimos” porque, desatentos, não esperamos o Senhor para aquele momento. Distraídos com tanta coisa natural, não percebemos o cenário que Deus está armando para nos encontrar na dimensão do Espírito e, quando acordamos, já passou.

Maria, ao contrário da sulamita, estava atenta à sua oportunidade. Jesus passava por Betânia (e aquela seria a última vez). Para a maior parte do vilarejo, aquela era uma noite como outra qualquer. Para Marta, a responsabilidade do trabalho era o mais importante. Para Lázaro, assentar-se à mesa e dividir com Jesus a atenção dos homens talvez interessasse mais. Porém, para Maria aquela era uma chance de demonstrar amor a Cristo, derramar sobre Ele sua devoção. E para aquele momento ela se preparara havia muito tempo.

Também perdemos a presença de Deus ao hesitarmos pela indisposição. Quando o amado chegou e finalmente a sulamita o notou, ao invés de correr ao seu encontro, ela revelou-se reticente. Sua primeira reação foi de indisposição. Valeria à pena vestir novamente a túnica, se já havia tido o trabalho de tirá-la (conf. Ct 5:3)?

Perdemos ocasiões preciosas na presença do Senhor por mera indisposição. Deixamos de ir a um congresso porque não queremos pagar a inscrição. Uma dor de cabeça, um jogo de futebol, uma boa noite de sono ou um fim-de-semana de diversão são motivos suficientes para não sermos encontrados naquele tremendo momento de unção. A verdade é que, enquanto estivermos fazendo contas para ver se vale à pena vestir-nos de novo a fim de estar com o nosso Amado, privaremos o nosso próprio coração de desfrutar do melhor que há nesta vida.

Maria, por outro lado, não apenas teve disposição de correr ao encontro de Jesus, como investiu naquele momento. Para ela, não havia o que esperar e nada era caro demais. O perfume que valia quase um ano de salário estava pronto para a ocasião. Em sua ordem de valores, nada era mais valioso do que adorar.

Outro grande alerta dessas histórias é que perdemos a presença do nosso amado quando vacilamos pelo excesso de escrúpulos. A sulamita pensou: “Já lavei os pés. Tornarei a sujá-los?” (Ct 5:3b). Ela estava cheia de cuidados com sua imagem, mais preocupada com a própria aparência do que com o encontro em si.

Nossa imagem pode ser o maior empecilho para que desfrutemos da intimidade de Deus. Quando nos importamos com o que os homens vão pensar, ou quando nós mesmos não estamos dispostos a lançar-nos nas asas da unção e correr o risco de “pagar o mico” para fluir com o Espírito, ficamos presos e não desfrutamos do melhor de Deus.

Maria, por sua vez, em nada considerou sua reputação. Ainda que reprovada pelos homens, mesmo tida como exagerada ou ridícula, ela derramou seu perfume sobre Jesus e enxugou-lhe os pés com seus cabelos. Um absurdo para os outros, um privilégio para ela, uma delícia para o Senhor...

A última grande lição que tiro dessas histórias é que perdemos sua presença quando nos relacionamos com a unção como algo que é só para nós. Comumente pensamos na unção como algo que recebemos de Deus para desfrutar ou para abençoar outros homens. Isso é verdade, mas há uma dimensão da unção que é para ser derramada em adoração. Veja o que diz o texto: “Levantei-me para abrir ao meu amado; as minhas mãos destilavam mirra, e os meus dedos mirra preciosa sobre a maçaneta do ferrolho” (Ct 5:5). Perceba que a sulamita usou a unção só para si. Quando saiu ao encontro do seu amado, ela diz que suas mãos destilavam mirra. Ela literalmente lambuzou-se antes de deitar-se. Ou seja, havia usado o perfume para seu próprio deleite, sem a intenção de que fosse uma oferta ao seu esposo. Muitas vezes é como agimos e, então, nossos momentos de adoração se tornam egocêntricos e, consequentemente, secos, rotineiros, religiosos.

Em contraste, Maria guardou seu perfume para derramar sobre Jesus. Ela de alguma forma compreendeu que Deus também é abençoado com a unção. Aliás, Jesus reconheceu isso publicamente. Seu perfume foi bem usado e ela desfrutou de um encontro inesquecível com o Senhor, enquanto à sulamita restou apenas o lamento e a esperança de que houvesse outra chance: “Abri ao meu amado, mas já ele se retirara e tinha ido embora; a minha alma se derreteu quando, antes, ele me falou; busquei-o e não o achei; chamei-o, e não me respondeu”(Ct 5:6).

 

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