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Missionários todo o tempo

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Há um sentimento profético em meu coração de que os próximos anos serão para nós de grande avanço missionário.

“Os que, porém, haviam sido dispersos, iam por toda a parte pregando a palavra." Atos 8:4

Quando falo em “missões”, refiro-me ao papel que uma igreja madura tem de gerar novas igrejas. Embora eu reconheça que obras humanitárias devam ser reconhecidas como um instrumento de testemunho cristão entre os povos, a igreja cumpre o seu chamado principal quando se reproduz.

Se é verdade que discípulos saudáveis devem gerar novos discípulos, também é que igrejas saudáveis devem gerar novas igrejas. Como é que isso acontece?

Quando Jesus, após ressuscitar, disse: “Ide por todo o mundo e fazei discípulos de todas as nações”; estava dando uma ordem universal a seus seguidores, ou seja, a missão de produzir frutos no meio de todos os povos é de todo cristão. Isso não significa que todos irão deixar sua terra para pregar o Evangelho, mas que todos precisam estar envolvidos no processo.

Há muitas formas de participar ativamente do desafio missionário. Fazemos muito quando oramos por isso e sustentamos pela intercessão aqueles que estão no campo. Também contribuímos ao mantermos contato com os que foram enviados e ao visitá-los, fortalecendo assim suas vidas e respaldando-os com nosso afeto e amizade. Outra maneira de cumprir a ordem de Jesus é sermos fiéis em nossos dízimos e generosos em ofertar, especialmente para a expansão da igreja que, de uma forma ou de outra, depende de recursos financeiros.

O principal modo, porém, de participarmos ativamente do desafio missionário é pregarmos o evangelho por onde quer que formos. Essa, aliás, é a essência da ordem de Jesus. O verbo traduzido para o Português como “ide”, no original grego está numa espécie de “imperativo contínuo”, dando a idéia de que, por onde estivermos indo, temos a obrigação de anunciar a Palavra de Deus.

Há duas maneiras básicas de produzirmos o nascimento de novas igrejas. A primeira é através de um envio apostólico. Ela acontece quando pessoas provadas e, quase sempre, vocacionadas para dedicarem suas vidas exclusivamente ao chamado de Deus, são requisitadas pelo Espírito Santo e enviadas pela igreja local para abrirem ou consolidarem uma nova obra noutro lugar. Foi isso o que aconteceu com Paulo e Barnabé, por exemplo. Eles eram presbíteros na igreja de Antioquia e o Senhor os separou para a obra missionária (conf. At 13:1-3).

Para cumprir esse tipo de ministério, uma minoria é vocacionada. E os que são, enviados formalmente para liderar a implantação de novas frentes, precisam antes demonstrar a sua maturidade cristã e frutificar na sua igreja de origem. Portanto, quem tem um chamando assim precisa se preparar e mostrar resultados, antes de obter a confiança de um presbitério que o envie.

A outra maneira de vermos novas comunidades nascendo é a mais comum e simples, desde os tempos primitivos da igreja. Trata-se do resultado de crentes que, por imposições ou oportunidades da vida, saem de suas cidades e, aonde vão, pregam o evangelho e fazem discípulos. Assim, sem um planejamento específico, acabam ganhando vidas numa outra localidade por onde estão vivendo ou passando, produzindo assim o embrião de uma nova comunidade.

As primeiras ações missionárias da igreja primitiva se deram assim. Em decorrência de uma perseguição mortal que se levantou contra os crentes em Jerusalém, muitos deles mudaram-se da cidade, fugindo. Como estavam cheios da Palavra e a missão de fazer discípulos fazia parte de seu estilo de vida, eles evangelizavam e ganhavam pessoas para Cristo aonde chegavam. E uma vez estabelecida esta base por crentes comuns, a igreja de origem enviava obreiros melhor preparados para consolidarem aquela obra que nascera “naturalmente”.Creio que nos próximos anos enviaremos muitos debaixo de uma unção apostólica, para plantarem ou consolidarem igrejas em outros lugares do Brasil e exterior. Quem serão esses enviados? Verdadeiros discípulos nossos, que falam nossa linguagem e têm nossa visão, que se prepararam tanto no conhecimento quanto no testemunho, que revelaram seu caráter de servos e deram abundantes frutos aqui.

Creio, porém, que a maioria das próximas igrejas que plantaremos (como, aliás, tem sido até aqui) surgirão de crentes comprometidos e que, por oportunidades profissionais ou outros fatores naturais, deixarão Ribeirão Preto rumo a outras cidades. Ali, desenvolvendo suas vidas pessoais e trabalhando pelo próprio sustento, como estão cheios da visão, ganharão vidas, abrirão células e farão novos discípulos. E uma vez aberta esta porta, os apoiaremos para que aquela obra prospere, seja respaldando e ungindo como pastores os que tiverem vocação e maturidade para isto, seja enviando obreiros prontos para liderar a consolidação das frentes que aqueles começaram.

O tempo está chegando. De uma forma ou de outra, você precisa ganhar esta visão. Seja orando, contribuindo financeiramente, pregando enquanto vai ou sendo enviado para pregar e plantar igrejas, você também está responsabilizado pelo “ide” de Jesus.

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