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Excelência ao Senhor

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A Cruz revelou para nós a excelência do amor celestial. Que resposta podemos dar a ela, senão oferecer ao Amado de nossa alma o nosso melhor? Se é para Deus, tem que ser excelente!

Porque dizia Davi: A casa que se há de edificar para o Senhor se há de fazer magnífica em excelência, para nome e glória em todas as terras; eu, pois, agora, lhe prepararei materiais. Assim, preparou Davi materiais em abundância, antes da sua morte. (I Crônicas 22:5)

Davi se fez um homem muito especial para Deus. Dele o Senhor falou coisas maravilhosas... “Achei a Davi, homem segundo o meu coração, o qual fará todas as minhas vontades” (At 13: 22). “Estabelecerei o seu trono para sempre” (conf. I Rs 4:25), são só alguns dos suspiros e promessas do Altíssimo sobre “o suave sal-mista de Israel”.

Desde cedo Davi entendeu a excelência do Senhor. O episódio traumático da morte de Uzá, durante a primeira tentativa de trazer para Jerusalém a arca da aliança, deixou lições preciosas para o resto de sua vida. Naquela ocasião, recém-ungido rei, ele estava cheio de paixão, mas não havia ainda compreendido uma verdade básica: se é para Deus, tem que custar um preço, tem que ser feito com excelência.

Davi construiu um carro novo para trazer a arca. Achou que a presença do Senhor poderia ser atraída sem que houvesse ombros santos para sustentá-la. Colheu reprovação e morte... Diante do corpo sem vida de um sacerdote sem excelência, uma pergunta queimava o coração do rei: “Como trarei a mim a arca do Senhor?” (I Cr 13: 12).

Foi a resposta a esta inquietação que fez de Davi um homem especial para Deus. Ao compreender que, se é para o Senhor, não pode ser de qualquer jeito, ele passou a buscar excelência em tudo o que empreendia ou oferecia ao Amado de sua alma.

Já no fim da vida, farto de dias, Davi ainda ansiava por surpreender o coração de Deus e dar a Ele algo que fosse digno de sua grandeza... Decidiu então construir uma casa, ou melhor, um palácio para Deus. E, embora, não lhe tenha sido permitido fazê-lo diretamente, preparou tudo para que seu filho, Salomão, pudesse edificar um templo em Jerusalém que se tornou, não apenas expressão de grandeza para as nações, mas um lugar tão digno que, quando foi consagrado, Deus o encheu com sua glória, ao ponto dos sacerdotes não terem nele espaço para ficar em pé. E suas palavras foram: “Agora estarão abertos os meus olhos, e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar. Pois agora escolhi e santifiquei esta casa para que nela esteja o meu nome para sempre; e nela estarão fixos os meus olhos e o meu coração em todo o tempo” (II Cr 7:15-16).

Antes, quando Davi em seus últimos dias transmitia a Salomão a missão e os recursos para edificar o templo, suas palavras revelam os segredos da excelência que fizeram dele “o homem que Deus sempre buscou”. Ao lemos o capítulo 29 de I Crônicas, podemos compreender o que significa fazer conforme o coração do Senhor...

A excelência está em fazermos para Deus melhor do que fazemos para os homens, melhor do que fazemos para nós mesmos. Ao dizer, “porque não é palácio para homem, senão para o Senhor” (vs.1b), Davi expressa a sublimidade de seus propósitos. Aliás, o que o instigou a construir uma casa para o Altíssimo, foi a inquietação do seu coração, que dizia: “Eis que eu estou morando numa casa de cedro, e a arca de Deus dentro de cortinas?” (II Sm 7:2). Ele não podia admitir que a porção do seu Amado fosse inferior à sua própria porção...

A excelência demanda preço, esforço, total dedicação. O testemunho público do rei em sua velhice é: “Eu, pois, com todas as minhas forças já tenho preparado para a Casa do meu Deus ouro para as obras de ouro, e prata para as de prata, e cobre para as de cobre, e ferro para as de ferro, e madeira para as de madeira, e pedras sardônicas, e as de engaste, e pedras de ornato, e obra de embutido, e toda sorte de pedras preciosas, e pedras marmóreas em abundância” (vs. 2). Prestou atenção? “Com todas as minhas forças...” Desde o dia em que viu Uzá tombar diante da arca, Davi decidiu que nunca mais construiria carros de boi, que nunca mais investiria em artifícios humanos que substituíssem os ombros, o zelo e o esforço de um verdadeiro sacerdote. “Não oferecerei a Deus sacrifício que não me custe alguma coisa” (I Cr 21:24) foi um princípio que ele guardou até o fim de sua vida.

A verdadeira excelência só pode ser concebida pelo amor. O esforço por si só ainda não é suficiente. Por que Davi reservou tantos tesouros para a obra? Ele diz: “porque amo a casa de meu Deus” (vs. 3a)... Não havia uma lei que o obrigasse. Não eram os homens que cobravam. Não se tratava apenas de obedecer. O que movia Davi ao exagero para Deus era a paixão que dominava o seu coração. Muito antes do tempo, ele descobriu que o “caminho sobremodo excelente” é o amor (conf. I Co 12:31). Quem não ama, não chega lá.

A excelência que honra ao Senhor é fruto de uma voluntariedade pessoal. Ela não pode ser terceirizada. “O ouro e a prata particulares que tenho dou para a casa de meu Deus, afora tudo quanto preparei para o santuário” (vs. 3b), foram as palavras do ancião de Judá. Ele entendia que, ainda que outros pudessem participar da mesma visão, ainda que seu filho Salomão fosse o grande executor da obra, nada podia substituir o seu investimento pessoal.

A excelência não reconhece as raias do exagero. Ela nunca acha que algo é muito para Deus. Davi entesourou e ofertou “cem toneladas do mais puro ouro e duzentos e quarenta mil quilos de prata pura para revestir as paredes do santuário” (vs.4). Como a pecadora que quebrou o seu vaso de alabastro e derramou sobre Jesus o caríssimo perfume, como as viúvas que ofertaram o seu último sustento, como Paulo que não considerou a própria vida por preciosa, como tantos que pela sua fé têm sido chamados de loucos ou fanáticos, Davi estava resolvido a dar ao Senhor o exagero do seu melhor. Nada menos que isso.

A excelência, quando vivida, desafia, inspira, instiga outros a moverem-se na mesma dimensão. Do alto do seu exemplo, Davi conclama o povo: “Quem, pois, está disposto a encher a sua mão, para oferecer hoje voluntariamente ao Senhor?” (vs. 5b). O resultado, não só desse apelo, mas desse modelo, foi um mover coletivo de excelência ao Senhor. Toneladas de ouro, prata e tantas riquezas foram trazidas para a construção. E quando a obra acabou, Deus se agradou de tal maneira da casa, que decidiu manifestar nela a sua glória e habitar ali.

Hoje estamos nós também debaixo deste chamado. A Cruz revelou para nós a excelência do amor celestial. Que resposta podemos dar a ela, senão oferecer ao Amado de nossa alma o nosso melhor? Se é para Deus, tem que ser excelente!

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