Carregando TV, aguarde...
Fechar
Você está em: Edificação » Palavra Profética » Entre a atitude e as justificativas

Entre a atitude e as justificativas

A- A+

"O que pode impedir que desfrutemos do milagre? Que tipo de postura pode nos afastar da solução de Deus para nossas necessidades e nossos sonhos?"

 “Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado? ” João 5:6

A história contada em João 5:1-14, sobre o paralítico curado por Jesus no poço de Betesda é uma verdadeira parábola viva. Ele ilustra a postura de muita gente que, seja pelo motivo que for, vive paralisada sem lançar mão da graça de Deus. Embora ele estivesse na “Casa de Misericórdia”, na Porta das Ovelhas, sua vida permanecia sem mudanças havia trinta e oito anos. Ele representa os que vivem presos, atados, dos que têm sonhos e necessidades diante de Deus, mas não conseguem alcança-los.

Precisamos admitir que este homem teve a virtude da perseverança, mas a pergunta é: Será que precisava esperar tanto tempo? Trinta e oito anos é muito tempo! E Jesus provou que tudo poderia se resolver num minuto.

A reflexão que quero fazer é a seguinte: o que pode impedir que desfrutemos do milagre? Que tipo de postura pode nos afastar da solução de Deus para nossas necessidades e nossos sonhos?

Aparentemente, ao vê-lo, sabendo do seu estado, Jesus lhe fez uma pergunta tola, até mesmo indelicada. "Queres ser curado?" O que estaria fazendo aquele pobre homem ali, num lugar onde uma multidão de enfermos jazia, esperando que um anjo movimentasse as águas do poço? Entretanto, o Mestre estava provocando a exposição de sua alma. A resposta que o paralítico deu a Jesus nos possibilita fazer um diagnóstico e revelar-nos o que atrasou tanto a sua bênção.

Em primeiro lugar percebemos em sua atitude uma transferência de culpa: “Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque” (vs. 7). Ao responder assim ele se justifica na suposta falha dos outros em relação às suas necessidades. De certa forma, ele está dizendo: “a culpa é de quem não faz nada por mim”.

Embora muitas vezes precisemos de ajuda, não nos ajudamos quando colocamos nos outros toda a expectativa do que precisa acontecer. A dependência doentia é um mal que tem mantido muitos cristãos na escravidão. É sempre mais fácil (e nada construtivo) culpar os outros pelas nossas mazelas. Casamentos não se resolvem enquanto o discurso é a mudança alheia. Relacionamentos de discipulado não avançam quando discípulos têm a eterna demanda se serem carregados por seus líderes e não despertam para enfrentar seus próprios limites. Enfim, se queremos ou precisamos que milagres aconteçam em nossa vida, precisamos assumir pessoalmente a responsabilidade de provocá-los.

O segundo problema na mentalidade daquele homem era um senso de competição que ele abrigava no coração. Isso fica patente em suas palavras:  “enquanto eu vou, desce outro antes de mim” (vs. 7). De alguma maneira ele havia absorvido a ideia de que, para ser abençoado, alguém teria que deixar de ser. Em sua mente, ele estava competindo com outros pelo sucesso e, assim, já que não conseguia vencê-los, continuava enfermo.

Quando temos demandas sobrenaturais, precisamos compreender que a graça dá acesso a todos, indistintamente. Não é preciso entrar na fila ou correr na frente de ninguém. Não envolve méritos ou performance. Pela fé, qualquer um pode entrar com ousadia no Santíssimo lugar e obter o que precisa. Enquanto perdemos tempo tentando ser melhores que os outros para alcançar o que já foi liberado na Cruz, nossa situação permanece sem mudança.

Edifique-se

Comunidade Cristã de Ribeirão Preto - Rua Japurá, 829 - Ipiranga
Ribeirão Preto SP - CEP 14055-100 - Fone: +55 16 3633-5957
comcrist@comcrist.org
Desenvolvido por Atual Interativa