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A dinâmica da cura divina

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E ele curou muitos doentes de toda sorte de enfermidades; também expeliu muitos demônios, não lhes permitindo que falassem, porque sabiam quem ele era. (Marcos 1:34)

Quando falamos de cura divina, entramos numa área bem excitante do evangelho. Ver o poder de Deus se manifestando e quebrando o jugo da enfermidade, além de por fim ao sofrimento daqueles que por ela estavam cativos, produz uma intensa alegria no meio do rebanho e repercute na salvação de muitas vidas. Portanto, esse direito que temos através do sangue da Cruz, de sermos curados e curar, é indispensável na vida da igreja.

Os elementos básicos da cura divina são a graça (da parte de Deus) e a fé (da parte do homem). Em linhas gerais, a soma desse dois valores produz a cura. Entretanto, quando passeamos pelos evangelhos e pelo livro de Atos, percebemos que a dinâmica, a forma de Deus operar e do homem mostrar sua fé, varia muito.

Há sempre uma indagação em nossa mente: Porque tantos são curados e outros não? Responder isso de maneira simplista com argumentos do tipo “Deus não quis” ou “a pessoa não tinha fé” seria meio perverso da nossa parte, em primeiro lugar porque a revelação que temos das Escrituras é que o Senhor sempre quer curar. Além disso, muitas vezes o que faltou não foi fé, mas entendimento de como manifestá-la.

Temos na Bíblia muitas curas narradas, todas elas operadas pelo poder do mesmo Deus. Mas a dinâmica de como isso aconteceu varia imensamente. Veja por exemplo o caso do homem que, no meio de uma sinagoga lotada, recebe uma palavra de Jesus, estende a sua mirrada e vê o milagre ocorrer instantaneamente (Mt 12:10-12). Ele, como tantos outros nos evangelhos, não precisou de um grande esforço. Foi encontrado pelo olhar de Deus no meio da multidão e simplesmente reagiu com fé a um estímulo celestial.

Para outros, o milagre custou o preço da perseverança e da determinação. Infelizmente, muitas pessoas não são curadas porque, diante das dificuldades ou falta de sinais de Deus está preocupado com seu sofrimento, desistem. Não foi assim com o paralítico e seus quatro amigos que, tendo encontrado a multidão com empecilho para chegarem até Jesus, não se deram por vencidos. Antes, subiram ao eirado da casa e tirando a cobertura, deram um jeito para que o enfermo fosse exposto ao poder de Deus (Lc 5:18-25).

Quando aqueles homens saíram de casa carregando seu amigo, havia fé em seus corações. Entretanto, essa fé teve que passar por provas. Se eles tivessem desistido diante das dificuldades, o milagre nunca seria operado.

Algo semelhante aconteceu com um cego em Jericó. Ao ouvir o tropel da multidão e informar-se de que Jesus estava por perto, ele começou a gritar freneticamente e, embora as pessoas o repreendessem e mandassem calar, ele estava determinado a chamar a atenção do Senhor (Lc 18:35-43). Não fosse sua determinação e até sua inconveniência, a oportunidade da cura teria passado de sua vida.

Há muitos que querem a cura e até crêem que ela vai ocorrer, mas permanecem passivos diante de Deus. Seja por timidez, medo de se frustrarem (que não deixa de ser incredulidade) ou excesso de escrúpulos, simplesmente esperam ser curadas e não são. E porque? Faltou-lhes um pouco mais de atitude.

O cego de Jericó chamou a atenção de Jesus, ao ponto do Mestre parar e colocá-lo como centro da atenção de todos, antes de curá-lo. Muitas vezes acontece assim. Estamos num culto e então, seja por uma palavra de conhecimento (revelação), seja pelo instinto do ministrante, a atenção do povo se volta para determinada pessoa carente de cura. É maravilhoso quando isso acontece. Nossa fé é tremendamente estimulada quando Deus nos dá algum sinal prévio de que quer nos curar. Entretanto não tem que ser necessariamente assim! Você não precisa esperar que alguém dê atenção ao seu problema e nem mesmo que um ministrante dê atenção a você. Se em seu coração você entender que a unção está naquele lugar e decidir que será liberto por ela, independente da ação dos homens, é provável que sairá com um milagre.

Lembra-se da mulher que sofria com uma hemorragia de doze anos? Jesus não lhe tinha dado nenhuma palavra e sequer a havia percebido no meio da multidão. Não impôs as mãos sobre sua cabeça e nem orou por ela. Entretanto aquela mulher decidiu conquistar sua cura (Mt 9:20-22). Relata a Palavra que ela “dizia consigo mesma: se eu tão somente tocar a sua veste, ficarei sã”. E ficou! Qual foi o seu segredo? Ela não esperou que o poder de Deus chagasse até a sua necessidade, mas, determinada, foi ao encontro da cura e extraiu d'Ele o poder.

Em todos os casos que citei até aqui, a cura se evidenciou imediatamente. Mas muitas vezes ela é como uma semente plantado que vai germinar depois. Cito o caso dos dez leprosos (Lc 17:12-14). Eles clamaram por cura a Jesus e recebeu deles uma palavra de fé, mas não viram o milagre naquele momento, embora cressem. Como o Senhor os mandou apresentarem-se aos sacerdotes, eles obedeceram e diz o evangelho que “indo eles, foram purificados”. Ou seja, embora não tenham visto nenhum sinal de libertação quando estavam em contato com Jesus, creram e o desejo de seus corações se cumpriu. Portanto, mesmo que não seja de forma instantânea, se você se expõe em fé à unção de Deus, uma semente de cura pode estar dentro de você. Vá fazer os exames e depois volte para glorificar ao Senhor!

 

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