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Devo, não nego. Assumo pagar!

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Nosso querido Jesus antes de partir fez promessas ao mundo. Ofereceu a todos os valores do reino do céu. Depois, deixou-nos. Agora, como aquela viúva dos tempos de Eliseu, precisamos pagar a dívida. Se não o fizermos, perderemos nossos filhos...

Assista o vídeo com esta ministração clicando aqui.

“Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes.” (Romanos 1:14)

Paulo se sentia um devedor diante do mundo... Já parou para pensar nesses termos em relação à sua vida?

Há uma história real na Bíblia que pode ilustrar esta verdade. Ela está em II Reis 4:1-7. Ali uma viúva busca, desesperada, o profeta Eliseu. Seu marido, ao morrer, deixara-lhe uma dívida e agora os seus credores ameaçavam tomar-lhe os filhos como pagamento. Sua dramática situação era: ou honrava os compromissos feitos pelo esposo que se foi, ou veria sua descendência levada cativa.

O que tem essa história a ver conosco, igreja do Senhor? Muito. Ela pode demonstrar a nossa condição. Nosso querido Jesus antes de partir fez promessas ao mundo. Falou de justiça, verdade, amor, misericórdia, testemunho, serviço, bênção, fé, sinceridade, altruísmo, santidade... Ofereceu a todos os valores do reino do céu. Depois, deixou-nos. Agora nós, como aquela viúva dos tempos de Eliseu, precisamos pagar a dívida, honrar aquilo que nosso Amado prometeu. Se não o fizermos, perderemos a próxima geração.

Deixe-me tornar isto mais prático. O mundo está cobrando os valores da igreja. Enquanto não nos movermos para manifestar a vida que Jesus propôs, enquanto não tomarmos isso como um encargo desesperador, veremos as pressões crescerem sobre nós e, por fim, perderemos para o mundo as próximas gerações.

Temos uma dívida, por exemplo, para com a educação. Enquanto estamos enclausurados em nossos templos, adorando e desfrutando das bênçãos de Deus, uma geração toda está sendo levada cativa pelo Humanismo. Nossos filhos todos os dias aprendem nas salas de aula sobre evolução, ateísmo, comunismo, hedonismo. Suas mentes estão sendo sequestradas por uma educação corrompida, completamente divorciada das verdades eternas reveladas na Palavra de Deus.

Se não corrermos, os perderemos para sempre. Eles estão sendo erotizados muito cedo nas escolas, induzidos ao homossexualismo, encharcados da mentalidade imoral do mundo. E por quê? Porque nós não reconhecemos a dívida, como igreja não assumimos nossa responsabilidade de educá-los, nem em casa e nem formando os educadores da Verdade. Não investimos o suficiente em escolas de educação por princípios bíblicos para mostrar-lhes que Criacionismo também é Ciência, que os valores do reino de Deus contemplam individualidade, responsabilidade e ética.  Enquanto não ensinamos os nossos meninos e meninas a opção abençoada da abstenção sexual até o casamento, o mundo lhes entrega "camisinhas" em sala de aula. Enquanto assistimos tranquilamente a nossa novela, terceirizando a mentalidade da próxima geração, suas vidas estão sendo reivindicadas pelo mundo, pelas drogas, pela incredulidade.

Temos uma dívida também em relação à política. Por anos e anos a fio dissemos que ela é "coisa do diabo". Pronto, já que lavramos a escritura ele se assenhoreou e agora dá as cartas, faz as leis e os decretos que nos oprimem e ameaçam.

É muito sério o que estou dizendo, irmãos. Precisamos resgatar esse compromisso, pagar esta dívida antes que seja tarde demais. Se não apresentarmos uma alternativa cristã consistente, uma maneira de fazer política e servir ao povo com a ética do céu, sustentando os valores eternos, veremos muito em breve uma nação desabar sobre nossas cabeças e, aí, será tarde demais para procurar os profetas.

Enquanto rimos dos "Tiriricas", enquanto achamos que votar e escolher bem os nossos candidatos é um exercício chato de algo que nem entendemos chamado "cidadania", enquanto enterramos nossa cabeça na terra como avestruzes, os gays, os nazistas pró-aborto, os "comunas" e toda sorte de gente sem temor a Deus preparam e elegem seus representantes. Amanhã, quando tivermos que enfrentar suas leis, quando a dívida da nossa omissão for cobrada, não nos adiantará mais chorar.

Precisamos despertar, igreja. Precisamos sentir o desespero que aquela viúva sentiu, antes que seja tarde demais. Urge procurarmos a voz dos verdadeiros profetas, daqueles que não se venderam e nem foram sequestrados pelo mundanismo.

Como poderemos pagar esta dívida e livrar do cativeiro a próxima geração? Em primeiro lugar, precisamos ver o que temos de bom em casa. Ao ser questionada por Eliseu, aquela viúva apresentou uma botija de azeite. Era pouco diante da necessidade, mas fundamental.

Uma botija de azeite representa uma vida cheia do Espírito Santo, comprometida com as verdades de Deus. É disso que precisamos. Se tivermos um único educador que não tenha se corrompido com o humanismo, precisamos apresentá-lo para que ele comece a se multiplicar. Se tivermos um único político que não seja oportunista, que não tenha sido formado com a mentalidade da corrupção, cuja proposta não seja fazer o papel de mero despachante de um grupo religioso, alguém que estenda política como serviço a Deus e ao próximo, que esteja disposto a ir para a fornalha ardente por não se curvar aos decretos do pecado, se tivermos gente assim, precisamos apresentá-los para que se multipliquem.

O que quero dizer é que há modelos na igreja, pessoas que podem ser copiadas. Mas elas precisam se apresentar, ser reveladas. Daí, o segundo passo é multiplicar. Sair mundo afora em busca de mais gente que queira viver a proposta do céu e não a da terra. Aquela viúva e seus filhos saíram em busca das vasilhas vazias. Bateram em muitas portas, usaram os argumentos da fé e trouxeram para dentro de casa o que precisavam para provocar a reviravolta.

Anunciar a fé em nossos dias é para nós uma questão de sobrevivência. Se não o fizermos, o mundo nos tragará. Pregar o evangelho a todos é a forma mais básica de fazê-lo. Mas temos que ir além. Temos que falar de tudo o que cremos e trazer uma multidão para a nossa fé. E em que cremos? Em família, em respeito à vida, em heterossexualidade, em casamento indissolúvel, em respeito humano, em vida de santidade... Cremos em tudo o que a Bíblia diz.

O passo seguinte é fechar a porta atrás de nós e de nossos filhos. Foi isso que a viúva da história bíblica fez... Uma igreja que não se separa, que vive de portas abertas, mundanizada, misturada com a corrupção do mundo nunca terá como pagar a sua dívida. Talvez por isso sejamos tantos milhões de "evangélicos" no Brasil e amargamos ver a nação cada vez mais dominada pela mentira. Temos muitas vasilhas, mas não nos santificamos. Nossos pastores são facilmente comprados pelo dinheiro e pelo poder. Nossos músicos são tão escravos do palco e do comércio quanto os do mundo. Nossas famílias, em grande proporção, aceitam o divórcio, a violência, o aborto, a infidelidade... Como, sendo sal insípido, poderemos escapar do trágico fim de ser pisados pelos homens?

Fechar a porta atrás de nós também significa orar. Esta foi a idéia ministrada por Jesus em Mateus 6:6. Não há nenhum movimento tão eficaz e poderoso que possamos fazer do que dobrar os nossos joelhos e clamar pela misericórdia de Deus. Pagar uma dívida tão alta quanto a nossa sem recorrer aos seus milagres seria pura soberba ou ilusão.

Finalmente, precisamos transferir o que temos de bom. Formar educadores do reino, políticos do reino, empresários do reino, profissionais do reino, ministros do reino. A partir do discipulado, temos que perseverar na árdua tarefa de derramar sobre outras vasilhas, digo pessoas, a essência daquilo que pela misericórdia o nosso amado nos deixou como matéria prima. Se temos um óleo do céu, precisamos fazê-lo transbordar sobre outros.

Se assim o fizermos, nossa inquietação de hoje se transformará em dívida paga amanhã, e viveremos muito bem do resto. Se não, infelizmente choraremos para sempre a perda de uma geração, quem sabe, de muitas...

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