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Cristãos comprometidos

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Grande parte das pessoas que se convertem hoje não é levada a uma vida de relacionamento e intimidade com o Senhor. Elas simplesmente se impressionam com um ambiente litúrgico, com promessas de prosperidade fácil.

Como antes temos dito, assim agora de novo, se alguém vos pregar um evangelho além do que recebestes, seja anátema. Gálatas 1:9

Os números do último censo trazem dados bastante preocupantes. Em que pese a população evangélica esteja aumentando rapidamente no Brasil, com indícios de que seremos maioria na nossa nação em dez anos, cresce rapidamente também a quantidade de desviados e daqueles que se identificam como evangélicos, mas não frequentam igreja.

Creio que o principal motivo gerador dessa tendência seja a qualidade do evangelho que está sendo pregado no Brasil. Por falta de raízes profundas, muitas pessoas passam pela fé, mas não permanecem.

Temos que rever nossa forma de ser e fazer discípulos. Desde os primeiros passos no Caminho, é preciso ganhar a compreensão do que realmente envolve o nosso chamado. Quando olhamos para a igreja primitiva, vemos que de uma forma geral, os crentes eram indesistíveis, mesmo em face às perseguições.

Vamos tomar Paulo como exemplo. Para isto, eu preciso que você leia Atos 9:1-19. Aí você encontrará as circunstâncias de sua conversão e os fundamentos que ele recebeu ainda no começo de sua jornada cristã. Essas bases o transformaram de um homem de conversão improvável em um crente radicalmente comprometido.

Em primeiro lugar, Paulo (na ocasião ainda conhecido como Saulo de Tarso), teve um encontro pessoal com Jesus Cristo. Sua experiência não foi com uma doutrina ou uma religião, mas com uma pessoa que o conhecia pelo nome e tinha um plano desenhado para sua vida.

Grande parte das pessoas que se convertem hoje não é levada a uma vida de relacionamento e intimidade com o Senhor. Elas simplesmente se impressionam com um ambiente litúrgico, com promessas de prosperidade fácil e, mesmo no caso de grupos que praticam o discipulado pessoal, não são estimuladas à uma vida de oração e encontro com Deus através da Palavra. Assim, sem vida devocional, elas ficam doentiamente dependentes de pessoas ou estruturas religiosas.

A primeira coisa que Saulo aprendeu foi a orar. Por três dias depois de encontrar o Senhor ele esteve em jejum e oração, práticas que nunca se apartaram de sua vida desde então. Ele sabia que a luz que lhe aparecera no caminho e a voz que ouvira não provinha de uma coisa, ou de uma força, mas de uma pessoa divina em busca de relacionamento.

A segunda grande estrutura que fez desse homem um cristão inabalável foi a revelação do senhorio de Cristo. Sua primeira reação diante do encontro com o filho de Deus, ainda sem entender muitas coisas ou mesmo identificá-lo plenamente foi reconhecer e confessar seu senhorio. Suas palavras foram: “Quem és tu, Senhor?”.

Hoje costumamos chamar pessoas de “senhor” apenas por respeito, formalidade ou educação, mas naquele contexto o termo significava amo, dono, aquele que tem direitos de propriedade sobre outrem. Em outras palavras, admitir que Jesus é o Senhor significava para Saulo e todos os crentes de sua época assumir a condição de seus servos ou escravos. E o direito do escravo é apenas obedecer!

Porque temos hoje uma multidão de crentes cheios de vontade, de caprichos pessoais e capazes de romper alianças pelos motivos mais banais? Porque não entenderam ou não foram ministrados sobre o senhorio de Cristo. Assim, cada um continua dono do seu próprio nariz e, em muitos casos, há uma inversão tão terrível de valores que Jesus passa a ser tratado como servo do homem e apenas fonte de satisfação dos seus desejos.

Hoje em dia, via de regra, o evangelho que vemos sendo pregado na TV, no rádio e nos púlpitos, apresenta Jesus como tudo – Salvador, Abençoador, Curador, Provedor – menos como Senhor. Afinal essa faceta não dá tanto IBOPE...

O chamado do verdadeiro evangelho é para morrermos, para entregarmos nossa vontade e submeter-nos à de Deus, custe o que custar. Jesus disse que não podemos segui-lo, a não ser que tomemos a nossa cruz a cada dia. Isso significa renúncia de nossas vontades e pensamentos para acatar o que está na Palavra e no coração do Senhor.

Saulo, antes de converter-se, era um homem cheio de conhecimento, cheio de convicções religiosas e cheio de si. O Senhor teve que apagar suas luzes interiores para plantar nele uma nova mentalidade. Por três dias ele esteve literalmente cego e, quando voltou a enxergar, sua cosmovisão estava mudada, pronta para ser direcionada única e exclusivamente pela Palavra de Deus.

Precisamos tomar a decisão de morrer para nós mesmos e levar os nossos discípulos a fazer o mesmo. Enquanto não fizermos isso, teremos raízes curtas e seremos desarraigados pela menor das tempestades ou provações. Chamar Jesus de Senhor e não fazer o que Ele nos manda é uma tremenda incoerência e um laço para as nossas vidas.

Na próxima pastoral seguiremos refletindo nesse assunto e buscando estabelecer bases sólidas que nos tornem cristãos absolutamente comprometidos.

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