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Casado com o trabalho?

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Como fechar estas portas de desmantelamento familiar? Vamos deixar de trabalhar? Vamos abandonar o ministério e deixar a obra de Deus às moscas? Não. O que precisamos é de equilíbrio.

Mas o que se casou cuida das coisas do mundo, de como agradar à esposa. (I Coríntios 7:33)

Umas das coisas vitais para a saúde das nossas famílias é o equilíbrio. A não ser aprendamos a administrar nosso tempo e nosso coração de tal maneira que as áreas mais importantes da vida estejam bem supridas, corremos o risco de ver desmoronar nossos casamentos e as demais relações familiares.

A opção abençoada de casar-nos impõe a necessidade de dividir-nos de maneira equilibrada. O apóstolo Paulo, ministrando sobre isso, diz que “o solteiro, cuida das coisas do Senhor, em como  agradar ao Senhor, mas o que se casou, cuida das coisas do mundo, em como agradar a esposa, e assim está dividido...” (I Co 7:32,33). O propósito destas palavras não é desestimular o casamento, mas alertar para a necessidade de que o casado se concentre em considerar seu cônjuge.

Esse cuidado sempre foi relevante, mas me parece que em nossos dias se tornou muito mais. Vivemos na geração do ativismo, da competição, da ganância. Homens e mulheres são induzidos a uma luta desenfreada pela prosperidade e trabalham sem limites, deixando uma lacuna aberta na vida conjugal e na relação com os filhos.

A verdade é que muitos vivem hoje casados com o trabalho, dedicados quase que de forma exclusiva às suas carreiras profissionais. E o pior é que, na maioria dos casos vêem nessa dedicação extrema uma virtude e uma forma de cuidado com suas famílias, quando se passa justamente o contrário.

Há muitos casamentos que estão sucumbindo devido à ausência do homem ou da mulher (já que, cada vez mais, as mulheres assumem o papel de mantenedoras financeiras de seus lares). Muitos adultérios estão sendo cevados pela distância de um cônjuge que só tem tempo e atenção para o trabalho.

Costumamos olhar para o caso entre Davi e Bateseba, culpando apenas os dois por tamanha insanidade. A Urias, marido dessa que se tornou adúltera, sempre colocamos como homem honrado e fiel, que como um valente estava cumprindo o seu papel de bom soldado na guerra. E quando, já com o processo de infidelidade à  galope, tendo sido dispensado do campo de batalha para estar com sua esposa, lemos que esse homem se recusou, dizendo-se incapaz de deixar seus soldados no front para desfrutar da intimidade conjugal, vibramos e o colocamos como herói da fé e modelo de dedicação. Mas, cabe aqui alguns questionamentos que normalmente não têm sido feitos: esta atitude de Urias não revela um homem de prioridades invertidas, casado com seu trabalho, amante de sua carreira militar? A vulnerabilidade de Bateseba não poderia, em parte, se explicar pela postura de um marido que se preocupa com o desamparo de seus soldados, mas que não tem sensibilidade às carências afetivas e sexuais de sua mulher?

A Bíblia e a História demonstram que muitos adultérios (talvez a maior parte deles) se desenham no vácuo da ausência de um cônjuge que, como Urias, está dedicado a uma causa nobre. Muitos garotos estão sendo empurrados para o homossexualismo pela distância de pais que trabalham como loucos para lhes dar conforto e estabilidade. Uma multidão de meninas está sendo adotada por vadios, marginais e traficantes, pelo simples fato de que seus pais são muito laboriosos, responsáveis e não têm tempo para dar-lhes atenção.

Há um espaço sagrado que não pode ser invadido por nada em nossas vidas: nossa comunhão familiar. Nem mesmo o ministério ou a “obra de Deus” pode roubar a prioridade dos nossos casamentos e da criação de nossos filhos. A Palavra nos ensina que, até para jejuar, devemos considerar a necessidade dos nossos cônjuges e fazê-lo apenas de comum acordo, “para que ninguém seja tentado pela incontinência” (conf. I Co 7:5). Mais ainda, o que lemos na Bíblia é que “aquele que não cuida dos seus e especialmente dos de sua família, tem negado a fé e é pior que um incrédulo” (I Tm 5:8).

Não podemos repetir a história de Ló, que para defender anjos, expôs ao mundanismo suas filhas, para depois colher delas perversão. Na mente desse crente, anjos eram mais sagrados do que filhos, assim como na de Urias, soldados eram mais importantes e dignos de fidelidade do sua esposa. Não é de se admirar que os frutos colhidos por esses homens tenham sido tão amargos...

Como fechar estas portas de desmantelamento familiar? Vamos deixar de trabalhar? Vamos abandonar o ministério e deixar a obra de Deus às moscas? Não. O que precisamos é de equilíbrio. Se criarmos e defendermos espaços de tempo para nos relacionarmos em casa, com qualidade; se guardarmos em família o dia de descanso semanal para desfrutar juntos de comunhão e busca ao Senhor; se estivermos predispostos a ouvir o coração de nossos cônjuges e filhos com mais acuidade do que ouvimos os indicadores financeiros ou a voz dos nossos chefes e patrões; se entendermos que namorar nossos cônjuges, passear juntos num shopping, rir assistindo uma comédia e ou simplesmente assentar ao redor da mesa para comer com os de casa é tão ou mais sagrado do que fazer uma visita, abrir uma célula ou participar de uma reunião; se assumirmos que nosso toque, nossa declaração de amor e nossa presença é mais vital do que o dinheiro que nosso suor possa trazer, nossas casas serão inabaláveis.

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