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Azeite estragado

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O Espírito é sensível. Ele é Santo! Sua influência progressiva sobre nós depende de um ambiente apropriado. Sabedoria e honra são frutos que certamente colheremos, se nossa vida for esse lugar adeqüado para o seu mover.

“Qual a mosca morta faz o ungüento do perfumador exalar mau cheiro, assim é para a sabedoria e a honra um pouco de estultícia.” - Eclesiastes 10:1

São poucas as pessoas que não se deliciam num bom perfume. Até Deus o aprecia. Se você duvida, veja suas instruções quanto aos aromas que deveriam ser usados no tabernáculo, sua casa no deserto... Perceba o prazer que Maria causou em Jesus ao derramar sobre ele seu vaso de nardo puro... Mas há um perfume que lhe é mais precioso que todos: “Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem” (II Co 2:15).

Há um fato muito interessante quando nos referimos a perfume tendo como pano de fundo a revelação bíblica: todo perfume cultual, aromas usados na adoração ao Senhor, tinha como base principal o ungüento, o óleo de oliva. A ele se misturavam as essências, que exalavam o cheiro suave.

O ungüento nos fala da presença e influência do Espírito Santo em nós. É esse elemento divino que potencializa nossas virtudes, fazendo com que nossa vida e nossas obras sejam agradáveis diante de Deus. Isso quer dizer que, quanto mais cultivarmos a unção, maior prazer o Senhor encontrará em nós.

Acontece que o Espírito é sensível. Ele é Santo! Sua influência progressiva sobre nós depende de um ambiente apropriado. Sabedoria e honra são frutos que certamente colheremos, se nossa vida for esse lugar adeqüado para o seu mover.

Salomão escreve algo que devemos tomar como um alerta sobre isso. Ele diz que “como a mosca morta faz o ungüento do perfumador exalar mau cheiro, assim é para a sabedoria e a honra um pouco de estultícia”. Em outras palavras, pequenas coisas não tratadas podem inibir o mover do Espírito em nós e levar-nos a uma vida que não agrada a Deus e não influencia os homens à nossa volta. Pelo contrário, resulta em incômodo e rejeição.

Uma mosca morta no ungüento do perfumador... Isso me traz duas idéias que, creio, podem nos ajudar a guardar nossa vida de perder a unção. A primeira delas é que, como já disse, pequenas coisas podem trazer grandes prejuízos. Se não devemos “engolir camelos”, é verdade também que “coar mosquitos” nos livrará de muitos males.

Não raramente nos preocupamos em livrar-nos de “grandes pecados”, mas permitimos os “desvios menores”, como se eles não tivessem poder de destruição. Esquecemo-nos que “um pouco de fermento leveda toda a massa” e convivemos com distorções que minam nosso caráter e resistem à unção. Quando um crente vigia contra o adultério, mas admite a pornografia; quando é fiel nos dízimos, mas ganha seu dinheiro fraudulentamente; quando condena a embriaguês, mas costuma tomar sua cervejinha em secreto, não sabe, mas está abrindo as portas para que, lá na frente, o pior aconteça. O adultério de Davi começou como uma olhadela maliciosa para a vizinha... Uma mosca no ungüento pode, a princípio, não parecer problema, mas acabará estragando o perfume.

Salomão diz que um pouco de estultícia compromete a honra e a sabedoria de um homem. No linguajar bíblico, estultícia é tolice, insensatez. Toda vez que ignoramos um princípio eterno, nos expomos à morte. É loucura não dar ouvidos ao que Deus diz, ainda que pareça insignificante! Deixe-me dar um exemplo: entre os Dez Mandamentos está um que quase sempre transgredimos: guardar o dia de descanso. Não confunda “sábado” com “véspera de domingo”. No hebraico, “shabat” significa “descanso” e a ordem de Deus que o homem trabalhe seis dias, mas consagre o sétimo ao Senhor para adorá-lo e renovar suas forças.

Assim, se o primeiro dia de trabalho na sua semana é a segunda-feira, o sétimo dia, o do “descanso” será o domingo. Faça as contas! Então, o domingo deveria ser um dia em que os crentes cessam suas atividades profissionais para estar em família e buscar ao Senhor. É um princípio eterno! No entanto, mais e mais pessoas entregam-se à busca desenfreada pelo dinheiro, trabalham sem parar, e não param para “refrigerar a máquina”. Outros até param, mas não dedicam nada desse tempo a buscar ao Senhor. Sabe qual será o resultado? Stress, doença, fraqueza espiritual e morte! A mosca morta não é tirada, o perfume se estraga...

A segunda idéia que me vem à mente é que pequenos desvios não devem vencer a repulsa da nossa consciência. Deixe-me explicar: quando uma mosca cai num vaso de azeite, encontra uma resistência. O óleo a repele, a impede de afundar. Entretanto, se algo não for feito para tirá-la dali, chegará o momento em que a resistência cessará. Assim é na nossa vida. Quando erramos, o Espírito nos incomoda, nos envia alertas de que algo está mal. Isso vem pela Palavra, pela exortação de alguém ou pela tristeza interior que sentimos. Se, porém, não tomamos providência, nosso senso de pecado vai sendo cauterizado e a “mosca morta” mergulha em nosso comportamento, estragando o ungüento da unção e transformando aos poucos nosso testemunho num odor insuportável...

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