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O imensurável amor de Deus - parte 3

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A profundidade do amor de Deus, a meu ver, é uma referência ao seu caráter insondável. O amor de Deus não é apenas largo, longo ou alto. Ele é também um amor profundo, incompreensível.

“A fim de poderdes compreender... qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus.”  Efésios 3:18-19

Encerrarei aqui a série de reflexões sobre o imensurável amor de Deus. Já meditamos sobre sua largura, ou seja, seu caráter universal, inclusivo; sobre seu comprimento, uma vez que ele é de eternidade a eternidade; e sua altura, que refere-se à longa viagem que Jesus fez para nos salvar, ao quanto foi capaz de descer para chegar até nós. Hoje, vamos refletir um pouco sobre sua profundidade, já que Paulo o descreve como um amor em quatro dimensões.

A profundidade do amor de Deus, a meu ver, é uma referência ao seu caráter insondável. O amor de Deus não é apenas largo, longo ou alto. Ele é também um amor profundo, incompreensível, irracional, inexplicável, um amor que, sob a ótica da razão, poderia ser chamado de “sem-vergonha”.

A história de Oséias revela quão profundo é o amor de Deus por nós. Ela é uma parábola viva... O Senhor mandou que ele buscasse uma mulher, chamada Gômer, no prostíbulo e se casasse com ela. Ele foi, se apaixonou, trouxe-a para dentro de casa e teve três filhos com ela...

Gômer deixa Oséias repetidas vezes e volta à prostituição, mas sua paixão o faz vencer a vergonha, a dor, a revolta e buscá-la de novo, vez após vez. Os homens passam a julgá-lo como fraco, sem-vergonha, mas ele não consegue deixar de amar.

Deus levantou Oséias para revelar a profundidade do seu amor. Na verdade, a história desse profeta se mistura com a história do Senhor e seu povo. Apesar das muitas infidelidades, da ira que o pecado provoca em seu coração, Ele está sempre pronto a perdoar e não tem vergonha de amar quem não lhe corresponde à altura.

A profundidade do amor de Deus se revela pela graça. Há características muito marcantes na personalidade de Deus. Justiça, misericórdia e graça são algumas das principais. O amor exagerado da Cruz, porém, revela plenamente a graça.

Nós falamos muito da graça, mas a compreendemos pouco. Deixe-me tentar ilustrá-la. Imagine um jovem inexperiente, que mora na sua vizinhança, e pega escondido o carro do seu pai, aproveitando-se de sua ausência. Inábil, ele arrebenta o carro e o muro da sua casa. Você vê tudo acontecer e agora está cheio de ira por sofrer os danos de tamanha irresponsabilidade.

Se for agir baseando-se em justiça, o fará pagar todo o prejuízo que lhe deu, além de enfrentar a fúria de seu pai. Agindo assim você estará certo, respaldado por seus direitos e pelo mais legítimo senso de justiça.

Pode ser, porém, que você decida abrir mão da justiça e agir com misericórdia. Se for assim, você o liberará de pagar o conserto do meu muro, deixando que ele arque apenas com o seu próprio prejuízo e se explique com o seu pai, quando este chegar. Agindo dessa forma você estará abrindo mão de direitos e sendo muito compassivo.

A graça, porém, vai muito além disso tudo. Ela se revelaria na seguinte atitude: você se aproxima do rapaz, que se mostra um tanto machucado e, em primeiro lugar preocupa-se em socorrê-lo. Depois, diz a ele: “Você me causou um grande prejuízo e está em maus lençóis, pois terá que enfrentar a fúria do seu pai, por ter estragado o carro dele. Mas, faça seguinte, garoto: coloque o carro do seu pai numa oficina para consertar. Eu assumirei a sua dívida e também cobrirei o meu prejuízo. Apenas trate de não fazer mais a bobagem que você fez. O resto, eu resolvo”.

Isso é graça! Foi assim que Deus fez conosco. A Cruz foi uma dívida nossa, pesadíssima, que Ele assumiu por nos amar profundamente. Sua graça O leva a tratar-nos como se nunca tivéssemos pecado. O pacto que Ele propôs é um pacto de pleno perdão. É disso que fala Hebreus 8:10-12: “Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior. Pois, para com as suas iniquidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei”.

Diante de tão inexplicável amor, só resta render-nos. Não há uma resposta viável que não seja O amarmos também, de todo o nosso coração. Mais que isso, muda toda a nossa perspectiva quanto à nossa relação com os demais seres humanos, sejam  irmãos de fé, santos e fiéis, sejam homens sem caráter e de ações absolutamente reprováveis. Se Deus ama igualmente a todos, ainda que isso não possa ser confundido com aprovar as suas obras, nós também devemos amar.

Quem tem uma revelação do amor de Deus (não confundir “revelação” com “compreensão”), vive seguro quanto ao seu próprio valor e nunca se tornará refém de preconceitos, ódio, mágoa ou qualquer outra reação baseada em justiça própria. O ágape será sua base para relacionar-se com o Senhor, consigo mesmo e com os outros; e a vida nesta terra será muito mais leve e celestial.

 

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