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Previna-se contra a síndrome de Simei

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Simei estava tomado por uma “síndrome” que acomete a muitos em nossos dias também. Suas atitudes são de uma pessoa adoecida pela mágoa, inconsequente, sem nenhuma noção da realidade, capaz de agredir uma autoridade de Deus.

Simei seria um personagem irrelevante na Bíblia. Sua história não traz nenhuma contribuição para o reino de Deus, a não ser prestar-se como alerta aos que deixam o coração adoecer de amargura e cavam a própria cova com atitudes insanas de rebelião. Este homem era da linhagem de Saul, rei rejeitado por Deus e substituído no trono por Davi. O Senhor julgou sua família de tal forma, que poucos escaparam ao fio da espada. E um desses sobreviventes foi Simei.

Davi foi um líder aprovado por Deus, o que está longe de significar que tenha sido perfeito. Não há líderes perfeitos. Seu reinado foi justo e conduziu Israel ao apogeu. No entanto, num determinado momento, ele enfrentou uma insurreição nacional, comandada por seu filho Absalão. Com o coração aos pedaços e não querendo comandar uma guerra civil contra carne da sua própria carne, Davi deixou Jerusalém e se foi debaixo de grande humilhação... É aí que aparece Simei. Cheio de amargura e agressividade, ele passa a perseguir a comitiva de Davi, atirando pedras contra ele, amaldiçoando-o e levantando poeira. Fez isso com tamanha insistência e destempero que houve entre os valentes do rei quem o quisesse degolar, coisa que só não aconteceu porque Davi impediu.

Simei estava tomado por uma “síndrome” que acomete a muitos em nossos dias também. Suas atitudes são de uma pessoa adoecida pela mágoa, inconsequente, sem nenhuma noção da realidade, capaz de agredir uma autoridade de Deus, como se isso fosse um direito seu. As consequências de tal atitude sobre sua vida foram trágicas pois, embora Davi o tenha poupado, e embora mais tarde ele mesmo tenha pedido perdão pelo que fez, o Senhor não o poupou de colher o fruto da sua semeadura e ele morreu pela espada de Benaia, já quando Salomão ocupava o trono (cf. I Reis 2:36-46).

A síndrome de Simei começa com uma raiz de amargura. Aquele homem viu a casa de Saul sendo devastada e, em seu coração, transferiu para Davi a responsabilidade por aquilo, que afetara diretamente sua vida. Ora, quem conhece a história sabe que Davi não provocou a morte de Saul e nem a destruição de sua linhagem, sendo tudo promovido pelo Senhor, devido ao seu pecado. Entretanto, o ser humano tem a tendência de buscar responsáveis para suas tragédias e frustrações, transformando líderes, figuras de autoridade e pessoas em evidência em bodes expiatórios das suas mazelas.

É provável que Simei tenha convivido silenciosamente com esta rejeição à autoridade de Davi por muitos anos. Por sua visão desalinhada e pela incapacidade de ver as coisas como Deus via, ele julgava cada atitude do rei e o condenava em seu coração, até que resolveu colocar tudo para fora em forma de pedradas e agressão verbal.

O estado desse pobre homem se agravou quando ele encontrou gente com o coração doente para fazer coro consigo.  Absalão, filho de Davi, também dominado pelo ódio, começara uma rebelião em Israel. Líder com grande poder de influência, sua estratégia era bajular pessoas, tratá-las por seu código de ética particular e lançá-las contra a autoridade estabelecida na pessoa de seu pai. “Assim, ele furtava o coração dos homens de Israel”, diz a Bíblia em II Samuel 15:6. Quando o grupo dos forjados para o descontentamento cresceu e teve voz, Simei encontrou respaldo para também colocar o vômito da sua alma para fora. Afinal, pensava ele: “eu não sou o único. Logo, não estou errado”.

A síndrome de Simei o levou à inconsequência. Cego pela amargura, ele achou que poderia fazer tudo o que fez, falar tudo o que falou contra um homem de Deus e permanecer impune. Sua coragem “libertária”, ainda que passageira (pois depois, quando Absalão, o líder rebelde caiu, ele voltou rastejando), não o impediu de cavar a sua própria cova e ele, não por ação de Davi, mas do Deus que o levantara, pereceu tragicamente.

Guarde o seu coração! Vivemos num tempo em que o “espírito de Absalão” está solto, roubando para a rebelião a alma de quem se amargou. Há uma turba de gente, dentro da igreja e fora dela, amaldiçoando pastores, desdenhando de instituições, atirando pedras e levantando muito poeira. Os líderes dessa “anarquia eclesiástica” parecem doces protetores das almas feridas e guardiões da verdade. Usam as redes sociais e as esquinas do reino para seduzir incautos e arremessá-los contra seus guias. Um dia, como Absalão, comeram à mesa do rei, mas agora querem matá-lo. Desfrutaram da igreja, mas agora a atacam com mágoa destruidora. Para “legitimar” o seu rancor, precisam de comparsas e podem tentar cooptar você. Rejeite-os! Quem segue, Absalão termina como ele, destruído pelo próprio fel. Afinal, Deus não tem compromisso com a alma adoecida dos homens, mas com os princípios da sua Palavra, e autoridade é um dos principais.

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