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O Ministério da Reconciliação

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A reconciliação é ideia e iniciativa divinas, resultado de seu indomável amor. Ele não esperou que fizés-semos algo para voltar à sua presença, até porque não havia nada que pudéssemos fazer para anular a ofensa do pecado.

“Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação.” -  II Coríntios 5:18

O ministério da reconciliação está sobre todos nós, os que nascemos de novo, em Cristo Jesus. É o que afirma o apóstolo Paulo, em II Coríntios 5:18-10. Se você não sabia que chamado tem, agora já sabe. Mas, em que consiste esse tal ministério da reconciliação?

Vivemos num mundo em conflito. A falta de paz é a marca da humanidade, geração após geração, desde Adão. O pecado nos tornou inimigos de Deus. Desde que o primeiro homem escolheu virar as costas para o Senhor e viver a sua vida, entramos debaixo da insígnia da culpa e da morte. Perdemos o direito à vida eterna e passamos a andar em trevas, uma vez que a luz que havia em nós se apagou.

Por estar separado de Deus, o homem entrou em conflito consigo mesmo. Ele perdeu a sua referência e, como consequência disso, a culpa, o medo, a rejeição, a angústia passaram a reinar em seu coração. Desde então, olhamos para o espelho e à nossa volta, e não conseguimos enxergar algo que nos faça feliz. Está sempre faltando alguma coisa!

Esta ausência de equilíbrio interior afetou os nossos relacionamentos. A inimizade, a ofensa, a mágoa, a vingança tornaram-se comuns entre os homens, dividindo famílias, afastan-do amigos, promovendo segregação e guerras. Resumindo: todos os conflitos do ser humano são resultado de sua inimizade com Deus. O drama do mundo à nossa volta é esse. Cada pessoa, de uma forma ou de outra, vive as consequências dessa falta de paz!

Pois bem, é a este mundo conturbado, em conflito, segregado, dividido que somos envia-dos com o ministério da reconciliação! Vamos entender quais são as verdades que sustentam essa nossa gloriosa missão...

Em primeiro lugar, é bom sabermos que o nosso ministério tem uma origem. Paulo começa a sua exposição sobre o assunto, dizendo: “Ora, tudo provém de Deus...” (vs. 18). A reconciliação é ideia e iniciativa divinas, resultado de seu indomável amor. Ele não esperou que fizéssemos algo para voltar à sua presença, até porque não havia nada que pudéssemos fazer para anular a ofensa do pecado. Antes, fez a longa viagem da encarnação, desceu à nossa realidade para nos propor a reconciliação.

O apóstolo nos mostra também que este nosso ministério tem um argumento. “Ele nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo” (vs. 18), ou seja, nós fomos levados de volta e aceitos pelo Senhor! De filhos da ira, tornamo-nos filhos do seu amor. Saímos da condenação e alcançamos paz, pelo perdão dos nossos pecados. Recebemos nova vida e esse é o grande argumento que temos para ir reconciliar o mundo. O que provamos, não podemos guardar. Não há uma resposta mais adequada à Cruz do que proclamar aos homens o seu poder.

Nosso ministério também se baseia num modelo: “a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões” (vs. 19). A base para nosso estilo de vida e para nossa mensagem é o perdão. Deus, em Cristo, decidiu não considerar os pecados dos homens. É a partir dessa verdade que devemos viver e nos relacionar com todas as pessoas à nossa volta. Se estamos em paz com Deus, produzimos paz nos relacionamentos e ambientes que vivenciamos e liberamos, sempre, perdão.

Além disso, temos uma ferramenta poderosa. Diz o texto bíblico: “e nos confiou a palavra da reconciliação” (vs. 19). Nós cumprimos o ministério ao proclamar a mensagem da graça. É quando dizemos às pessoas que Deus as quer de volta, sem cobrar pelo que fizeram, e tam-bém quando testemunhamos o que essa revelação causou em nossa vida, que realizamos o nosso papel. Portanto, o chamado não nos dá o direito de ficarmos em silêncio. Esse ministério é exercido com a manifestação verbal do amor de Deus aos seres humanos.

Fazemos tudo isso debaixo de uma autoridade. “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo” (vs. 20). Por causa da intenção de Deus e da necessidade dos homens, fomos nomeados embaixadores de Cristo neste mundo. Um embaixador, segundo o dicionário, é o “representante máximo do chefe de um Estado junto de um outro Estado”. Onde quer que formos, estaremos debaixo da autoridade e da missão que Cristo nos deu!

Finalmente, nosso ministério tem um apelo. Paulo diz que é “como se Deus rogasse por nosso intermédio” (vs. 20). Rogar é pedir com insistência. Nossa proclamação tem que ser feita com intensidade. A ideia é que, através de nós, Deus suplica aos homens que voltem para os seus braços, não pelo fato de ser Ele um Deus “carente” que precise do ser humano, mas porque ama com amor inexplicável, ao ponto de não querer que sigamos nossa rota de destruição, ainda que ela tenha sido a nossa escolha.

A consciência destas verdades deve ter um desfecho prático. Paulo finaliza a sua ideia, dizendo: “Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (vs. 20). De nada adianta sabermos de tudo isso, se não nos lançarmos ao chamado. É preciso, portanto, que saiamos do conforto da nossa nova vida e peçamos aos homens que voltem para Deus e aceitem o chamado para a reconciliação.

Pronto. Agora está claro o nosso ministério! Só nos resta agora decidir se seremos fiéis ou não.

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