Carregando TV, aguarde...
Fechar
Você está em: Edificação » Falando do Coração » Garantindo a colheita de amanhã

Garantindo a colheita de amanhã

A- A+

Portanto, queridos pais, invistamos nos nossos filhos, nosso bem maior, e vigiemos para que nosso esforço não seja em vão. Se assim procedermos, com a graça do Senhor, estaremos saboreando amanhã os melhores frutos.

“Que os nossos filhos sejam na sua mocidade como plantas viçosas, e nossas filhas como pedras angulares, lavradas como colunas de palácio” (Salmos 144: 12)

Se há um sonho no coração de todos nós, é o de ver nossos filhos chegando à sua mocidade ou idade adulta como plantas bem viçosas, árvores frondosas e frutíferas, colunas bem firmadas e bem trabalhadas, capazes de sustentar sobre si a pressão do mundo (cobranças, desafios profissionais e financeiros, responsabilidades com a família, etc).

Há um caminho, todavia, que temos que percorrer, para que os sonhos cheguem a ser realidade. Na verdade, “sonhar”, “querer muito” não basta. É necessário entendermos e aplicarmos um princípio eterno de causa e efeito para que consigamos realizar amanhã o que sonhamos hoje. Esse princípio está definido na bíblia na chamada “lei da semeadura”, que diz: “Não vos enganeis, de Deus não se zomba, pois aquilo que o homem semear isso também ceifará” (Gl 6:7).

Essa lei é universal, justa e imutável, tanto a nível natural quanto espiritual: Se quisermos colher uvas, precisamos plantar sementes de uvas; se não desejamos trepadeiras ou ervas daninhas, não podemos deixar cair no solo essas sementes; pois tudo o que plantamos, colhemos!

Nós e nossos filhos estamos debaixo dessa lei, e para que ela venha nos beneficiar, devemos estar atentos a algumas verdades fundamentais.

Primeiramente, precisamos entender que as crianças são como uma terra fértil, fofa, e de excelente qualidade, pronta para frutificar logo que recebe as sementes, quer sejam boas, ou ruins. São do tipo de solo que se diz por aí: “em se plantando, tudo dá”. Porém, por melhor que seja a terra, só produzirá bons frutos (livre de contaminações, pulgões e ervas daninhas), se receber investimento e proteção adequados.

É na infância que são impressos (semeados) os fundamentos do caráter e personalidade, que se manifestarão mais evidentemente na sua fase adulta. Se é assim, devemos aproveitar ao máximo esse tempo, que vai do nascimento até aos doze anos de idade, concentrando especialmente os esforços nos seis primeiros anos de vida. Precisamos investir o melhor que temos, garantindo-lhes uma frutificação abundante e de melhor qualidade no futuro. Quem semeia pouco, pouco colherá; quem semeia muito, muito colherá; e quem não semeia, nada colherá!

Restam-nos duas missões básicas a cumprir:

Primeiro: Precisamos pagar o preço do investimento. Na prática quero dizer, semear nos nossos filhos: Tempo de qualidade para ensino, lazer e disciplina; Expressões de cuidado, amor incondicional e carinho; Palavras de incentivo e elogio; Atenção concentrada para ouvi-los e compreendê-los; Quebrantamento suficiente para perdoar-lhes e pedir-lhes perdão; Ajuda necessária para romperem limites e superarem desafios; Empatia e sensibilidade para colocar-nos ao lado na hora de fracassos e frustrações; Padrões de conduta corretos e constantes que lhes sirvam de referencial no falar e no agir; Disciplina correta, consistente e coerente com o ensino; E, acima de tudo, uma vida com Deus, que lhes mostre o único caminho para o Pai: Jesus. Se ensinarmos o “Caminho” aos nossos pequeninos, podemos aguardar em fé os frutos que virão, pois Ele mesmo prometeu: “Ensina a criança no caminho em que se deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele” (Pv 22: 6).

Como estamos em relação a tudo isso? Sugiro a você que faça uma avaliação pessoal de como tem procedido com seus filhos diante de cada uma dessas sementes vitais para eles. Se pretendemos vê-los amanhã como homens e mulheres de auto-estima elevada, emocionalmente equilibrados, honestos e trabalhadores, realizados na profissão e na famíli, e cheios de Deus, precisamos pagar o preço de lançar essas sementes, e isso não sem choro, suor e espera. Ninguém planta num dia para colher na manhã seguinte. A colheita requer tempo e perseverança.

Muitos não valorizam a boa terra e abandonam a semeadura no meio do caminho por causa do esforço, renúncia e paciência que ela exige; mas para os perseverantes, o Senhor empenhou Sua palavra: “Aquele que sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com alegria trazendo os seus feixes (frutos)” (Sl 126: 6). Portanto nunca desista do seu filho, porque tal como é certo o tempo de chorar e semear, o tempo de colheita e alegria há de chegar!

Em segundo lugar, o esforço e dedicação desprendidos, não garantirão os resultados se ignorarmos o fator vigilância (proteção). Precisamos vigiar e guardar a terra para que as sementes que lançamos não se percam, e o nosso suor não seja em vão. Se estivermos despercebidos, podemos ser pegos de surpresa por inimigos que sem pedir licença semeiam sementes danosas sufocando as saudáveis que nos custaram um alto preço.

Jesus nos alerta para esse risco que corremos caso “durmamos no ponto”, ainda que façamos todo o trabalho de semeadura direitinho: “mas, enquanto dormiam, veio o inimigo dele, e semeou o joio (uma espécie de erva daninha) no meio do trigo, e retirou-se” (Mt 13: 25).

Satanás, o nosso inimigo, é sutil e astuto. Ele usa de diversos meios para semear suas sementes malditas na vida dos nossos filhos, e não raramente estamos “dormindo acordados” sem nos aperceber do dano que isso acarretará mais cedo ou mais tarde na vida deles. Suas sementes muitas vezes, estão entrando nas nossas casas e no coração dos nossos filhos, através da influência de pessoas, amiguinhos, professores, Internet e a perigosa “telinha”. São informações, jogos ou programas de TV que fazem alusão e induzem à violência, imoralidade, permissividade; incentivam a mentira, o engano e a rebeldia; colocam como ídolos pessoas envolvidas com a magia e a feitiçaria; ensinam o caminho do homossexualismo como resolução de traumas e realização pessoal; estimulam o uso de bebidas, cigarros e drogas; enfocam o adultério e o sexo livre como algo natural e estimulante nas famílias; e pregam o ateísmo e o egocentrismo como a opção do momento. Desculpe o desabafo, mas é mesmo “o fim do mundo”.

Com certeza todo esse joio, acabará destruindo os preciosos frutos que esperamos colher nos nossos filhos amanhã. Não podemos deixar que duas espécies de sementes sejam lançadas na vida deles, e Deus já de antemão nos preveniu disso: “Não semearás a tua vinha com duas espécies de semente, para que não degenere o fruto da semente que semeaste e a messe da vinha” (Dt 22:9).

Portanto, queridos pais, invistamos nos nossos filhos (nosso bem maior) e vigiemos para que nosso esforço não seja em vão. Se assim procedermos, com a graça do Senhor, estaremos saboreando “amanhã” os melhores frutos.

Seja fiel, perseverante e jamais desista; essa é a sua parte. Apenas, não se esqueça que a nossa vitória não vem de nós mesmos, mas do Senhor. Dependa sempre da Sua graça e misericórdia. Ele é fiel para com aqueles que O amam e O obedecem:

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Sl 127: 1).

Comunidade Cristã de Ribeirão Preto - Rua Japurá, 829 - Ipiranga
Ribeirão Preto SP - CEP 14055-100 - Fone: +55 16 3633-5957
comcrist@comcrist.org
Desenvolvido por Atual Interativa