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Da vergonha à conquista através da fé

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Não é possível professar uma fé que não seja traduzida em ações e reações. A fé sempre exigirá uma atitude!

"Pela fé Raabe, a meretriz não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu com paz aos espias” (Hebreus 11: 31)

Hebreus 11 registra uma lista dos notáveis que compõem a chamada “galeria dos heróis da fé”. Foram devidamente destacados ali, não pela riqueza, fama ou tradição familiar, nem tampouco pela posição sócial, política ou status religioso. O que fez dessa gente “homens e mulheres dos quais o mundo não era digno”, foi a fé que eles manifestaram. Uma fé que rompeu as barreiras do romantismo e do misticismo, dando lugar a atitudes e posicionamentos.

Olhando para os exemplos citados no texto, é fácil perceber a compreensão de “fé” que o autor tinha: “Pela fé Abel ofereceu a Deus excelente sacrifício...; Pela fé Noé aparelhou uma arca...; Pela fé Abraão obedeceu..., peregrinou na terra..., ofereceu Isaque...; Pela fé Moisés abandonou o Egito..., celebrou a páscoa... Note que a fé sempre está relacionada a uma ação, porque de fato “a fé sem obras é morta” (Tg 2:26).

Raabe foi uma dessas heroínas, que embasou e sustentou sua fé em posicionamentos e atitudes que fizeram dela uma peça-chave na conquista de uma terra e um povo. Deixar de seguir alguns dos seus passos seria colocar em risco a estratégia de conquista que o Senhor nos deu, sob pena de não cumprirmos nosso chamamento e vermos definhar a nossa fé. Ainda que o nosso desafio é participar de uma conquista de vidas e de fronteiras espirituais e não físicas, os princípios práticos permanecem os mesmos.

1- DISPOSIÇÃO: Dar acolhida a dois espias israelitas desconhecidos e se dispor a cooperar no plano de Deus implicava para Raabe em “correr riscos”. Porém, essa é a proposta para aquelas que querem ser conhecidas como mulheres de fé: Só se alcança coisas grandes “correndo risco”. Se não nos lançarmos naquilo que cremos, nunca faremos história. Correr risco é antes de mais nada, vencer o medo do fracasso. Se temos uma palavra de Deus, não há porque temer o desconhecido ou não enfrentar o gigante. Ele nos respaldará.

2- SERVIÇO: Ajudar nessa conquista exigiria de Raabe esforço, renúncia e investimento. Ceder sua casa para ser uma base de espionagem, oferecer àqueles homens comida e pousada, dar-lhes cuidado e atenção necessária, com certeza, mudaria sua rotina, diminuiria a dispensa e tomaria um bocado do seu tempo. Contudo, não há conquista sem preço a pagar! Hoje, nossas casas precisam estar disponíveis como “bases” de apoio nessa estratégia celular, e nosso coração disposto a investir tempo, dinheiro, atenção e o que for preciso para ganhar e consolidar as vidas.

3- MUDANÇA DE MENTE: Aceitar participar dessa guerra, só foi possível porque Raabe decidiu vencer os limites da alma. Ter uma mente renovada é incorporar conceitos corretos de nós mesmos, de Deus e dos outros e agir em cima deles. Como prostituta (Js 2:1), Raabe, obviamente, era uma mulher com muitas feridas na alma. Preconceito, humilhação, vergonha, acusação, rejeição, culpa, eram algumas das marcas que trazia na vida. Porém, sua fé a fez abandonar um passado de complexos, traumas e conceitos distorcidos. Sentimentos de inferioridade e incapacidade deram lugar à certeza de que poderia escrever uma nova história e participar de grandes projetos. Ela assumiu uma nova identidade em Deus, projetando para si um futuro de honra e excelência no meio do povo de Israel. Esse é o perfil da mulher conquistadora: não vive das palavras e experiências negativas do passado, mas das verdades e promessas de Deus. Não se move pelo que sente ou vê, mas pelo que crê!

4- ROMPIMENTO COM TRADIÇÕES E ÍDOLOS: (Js 2:9 a 11). Raabe creu e confessou que o Senhor era o único Deus, por isso se inclinou completamente a Sua vontade e correspondeu ao Seu chamado. Para tanto foi preciso abrir mão de suas crenças, ídolos e tradições, assumindo e obedecendo as leis do Deus de Israel. Muitas vezes o que nos impede de nos lançar nessa conquista desafiadora são as tradições. Não estamos dispostas a abrir mão do que aprendemos no passado e nos serviu até hoje. Fazemos das nossas “santas tradições”, ídolos, e os servimos ainda que Deus já as tenha rejeitado. Nenhum tipo de liturgia, método ou tradição é imutável, portanto, não podemos nos prender a eles, mas somente aos princípios eternos da Palavra. A estratégia hoje é fazer de cada crente um discípulo, e de cada casa uma igreja, e qualquer tradição que nos impeça de cumprir essa visão, pode ser um embaraço à nossa fé e à conquista da nossa geração.

5- COMPROMISSO COM A FAMÍLIA: (Js 2:12,13). Outra atitude fundamental que Raabe teve atrelada à sua fé, foi colocar como prioridade nessa conquista, a salvação de sua família. Ela não podia se ver abençoada sem que sua casa também o fosse. Por isso, logo tratou de incluí-los no plano de salvação, chamando-os para abrigar-se em sua casa (única que não foi destruída). É assim o coração da mulher que se envolve na conquista de cidades, seu alvo número um é sua família. Investir nela para que seja salva, consolidada e faça parte desse mesmo exército, é o seu maior desafio. A família nunca vai deixar de ser a célula principal!

6- ALIANÇA COM O POVO DE DEUS: (Js 2:14 a 21). Essa mulher de fé, não pôde conquistar a cidade sozinha, nem tão pouco salvar sua vida e de sua família com seus próprios planos. Foi necessário assumir um compromisso com o povo de Israel através daqueles espias para que não fosse enquadrada e destruída juntamente com os desobedientes. Estar em aliança com a igreja, através de sua liderança é a única maneira de sermos abençoadas, protegidas e participarmos dessa conquista do fim. Atitudes de independência só expõem ao fracasso aquelas que isoladamente tentam fazer a obra de Deus. Só cumpriremos nosso desafio nessa guerra, aliançadas e organizadas debaixo de uma só direção.

7- ALIANÇA COM O SANGUE DE JESUS: (Js 2:21). Todas essas atitudes fizeram de uma prostituta um expoente de fé, transformação e conquista, abrindo-lhe caminho para ingressar na árvore genealógica de Jesus (Mt 1:5). Porém, a maior expressão de fé e a base legal para que Raabe se tornasse essa mulher-chave na conquista de Jericó, foi a fita vermelha amarrada na janela e que apontava para a cruz. Sua obediência em atar à janela um cordão de fio de escarlata nada mais era do que uma aliança profética com o sangue do Cordeiro e a graça do Senhor; uma confissão pública e visível de que o único meio de salvação, cura e libertação está em Jesus. Essa aliança também implica numa vida de santidade lavada nesse sangue, sem a qual nenhuma vitória está garantida (Hb 12:14). A mulher conquistadora é reconhecida pela marca vermelha que traz sobre sua cabeça e que lhe respalda no mundo espiritual, mas também lhe avalisa diante das pessoas pela vida santa que leva.

Não é possível professar uma fé que não seja traduzida em ações e reações. A fé sempre exigirá uma atitude! Raabe é um testemunho claro que qualquer pessoa pode subir à galeria da fé e da conquista, desde que decida andar de acordo com o que crê.

Avante... Há um espaço para o seu nome nessa lista!

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