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Relatório de Viagem - Índia

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No dia 18 de setembro iniciei minha segunda viagem a Índia com o propósito de visitar e apoiar nossa querida família de amigos que trabalham naquela nação. Desta vez a companhia foi de minha filha Isabella, que tremendo poder ver um legado sendo transferido para minha próxima geração. Além de realizar um sonho ela também foi para compartilhar da amizade com a filha do casal.

Chegamos em Delhi já era mais de meia-noite e nosso amigo nos esperava. Fomos para o Hotel descansar, porque no outro dia levantaríamos cedo para seguir nossos compromissos.
No outro dia bem cedo fomos de carro para Vrindavan, a cidade das viúvas. Chegamos e fomos diretamente à Escola Metodista, que está participando do projeto Ensinando Vida. Conhecemos as 50 crianças, que estão sendo mantidas pelo projeto, e distribuimos a eles seus suéteres. Depois fomos conhecer as dependências da Escola, que está muito abandonada por falta de visão de quem coordena e está aberta até hoje por causa do projeto Ensinando Vida, graças a Deus.

Pela tarde fomos ver alguns templos de Krishna, um dos milhões de deuses que este povo adora. Tivemos um tempo de oração em Vrindavan, que segundo a lenda é onde Krishna viveu sua juventude.

 Em seguida fomos ver as viúvas que estavam nos templos, algumas encontrávamos pelas ruas e já conheciam nosso amigo que distribui cobertores, durante o ano. Dá muita tristeza em ver estas mulheres que vão viver aí, pois, como viúvas, são totalmente rejeitadas devido a crença delas que diz que se morrerem em Vrindavan serão purificadas, então milhares vão para lá viver uma vida miserável e esperar a morte.

Depois de algumas horas ali, voltamos a Delhi para dormir e, no dia seguinte, seguir para Varanasi (chamada a cidade sagrada). Foi emocionante quando chegamos em Varanasi e encontramos os demais membros da família. Foi uma grande surpresa para a filha do casal, que não sabia que Isabella estava comigo na viagem, pois havíamos guardado segredo para dar a ela a surpresa como presente de aniversário. Foi muito emocionante e praticamente todos choramos neste momento. E assim começou nossos dias em Varanasi, a cidade do rio Ganges, o rio sagrado do Hinduísmo.

No domingo pela manhã, eu, meu amigo e um jovem indiano fomos para um vilarejo a uns 30 kms de Varanasi, onde iriamos ver e ajudar 91 pessoas a assumirem seu compromisso com Cristo, batizando-as nas águas. Foi emocionante participar deste momento e ver a grande comissão sendo realizada. Certamente, muitos destes nunca teriam a oportunidade de escutar as Boas Novas se não fosse o trabalho desses nossos preciosos amigos. Foi uma operação um pouco secreta devido aos cuidados que se tem que tomar naquele país principalmente num dia como este.

 Os dias seguintes em Varanasi foram de muita comunhão, diálogos de fortalecimento, oração, conhecer e visitar alguns lugares importantes, orar nestes lugares, sentir o coração de Deus por este povo.  

Um dos lugares que me impactou foi o chamado Templo dos Macacos (Templo de Durga) que não tive a oportunidade de conhecê-lo na primeira viagem. Foi muito forte ver a intensidade de adoração deste povo, eles adoram em todo o tempo, pelejam por um lugar, oferecem sacrifícios, buscam loucamente as bênçãos dos vários gurus (Sadhus) espalhados pelo local, por sinal, um lugar muito sujo, cheio de macacos, por isso o nome “Templo dos Macacos”. Em vários cantos, grupos de pessoas cantando mantras, inclusive alguns quase em transe (era proibido entrar com máquina fotográfica). O sentimento foi de tristeza em ver tanta adoração direcionada a tantos falsos deuses, mas também um sentimento veio em meu coração: Quando um indiano conhece o verdadeiro Deus, ele trás em seu íntimo uma chama de adoração, e certamente muita adoração chegará ao trono do Deus verdadeiro através deste indiano, enquanto que nós, os ocidentais, demoramos muito tempo para aprender a adorar. Sabendo que Deus busca adoradores, certamente Ele está buscando muitos corações indianos. É incrível ver aqueles que já conhecem a Deus, reunidos para oferecer culto, eles louvam, adoram, cantam, com entendimento, por horas sem parar. Saí deste lugar impactado e crendo que Deus vai levantar um povo adorador nesta nação, convicto de que cada indiano que conheça o Deus verdadeiro, representa muita adoração chegando ao trono do Pai.

Como falei aproveitamos vários momentos para ministrar à família amiga e ao amigo indiano, foram momentos preciosos e necessários, onde a Graça renovadora do nosso Deus esteve presente. Isabella também aproveitou para estar bem perto da filha, escutando-a e ministrando-a.

Um dos dias tivemos um picnic num parque com 40 crianças (do projeto Ensinando Vida) de um vilarejo onde jogamos vários jogos e comemos com elas por umas 3 horas, foi muito especial ver a alegria daquelas crianças que pela primeira vez estavam tendo esta experiência.  

Neste mesmo dia à tarde fomos ao rio Ganges, o rio sagrado do Hinduismo, desta vez fomos antes do pôr do sol, pois quando se põe, todos os dias fazem um ritual de adoração ao rio. Além do ambiente opressor do crematório aos céus abertos onde mais de 100 corpos são cremados por dia, soma-se a opressão deste ritual, momentos de clamar a Deus por misericórdia deste povo.

No sábado fomos conhecer outras 130 crianças, das quais várias também estão sendo mantidas numa escola cristã, pelo projeto Ensinando Vida, é uma escola onde nossos amigos também tem a oportunidade de ministrar sobre o verdadeiro Deus a elas.  

Havia em nós uma expectativa para o último dia que estaríamos ali, o domingo, porque iríamos a um outro vilarejo numa reunião com os 40 irmãos que estão sendo ensinados todas as semanas pelo nosso amigo indiano. Foi precioso ver que a maioria eram jovens, rapazes e moças, que amam ao Senhor, oram e adoram de uma maneira indescritível, veio uma presença tão preciosa de Deus no nosso meio que não queríamos sair daí. Estes certamente serão os novos profetas de Deus naquela nação, necessitamos tê-los guardados em oração e apoio.

Tivemos que sair. Fomos para o aeroporto com o coração apertado, com uma mistura de alegria de ter visto uma viagem com os propósitos cumpridos e a vontade de ficar um pouco mais com nossos amigos e aquele povo que Deus nos tem ensinado a amar. Como aprendemos com aqueles preciosos irmãos! Como se vê a graça salvadora de Deus naqueles vilarejos! Não há palavras para expressar minha gratidão a Deus por haver permitido estar outra vez ali, agradeço ao presbitério da CCRP, que me enviou, e agradeço a Deus pela oportunidade de ter levado minha filha comigo para uma nova experiência de servir as nações, sei que ela já estava marcada com este amor pelos povos e foi uma oportunidade mais de dar e receber ao Deus das Nações.

Cesar Dias

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