Carregando TV, aguarde...
Fechar
Você está em: Edificação » Doze Cestos Cheios » Voluntário, eu?

Voluntário, eu?

A- A+

O voluntariado é fundamental na vida da igreja. Embora todos tenham seus compromissos pessoais e necessitem de recursos financeiros para sobreviver, nem todo serviço eclesiástico poderá ser custeado pela instituição religiosa.

“Restitui-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.” Salmo 51:12

Quando observamos alguns personagens bíblicos como Moisés, Paulo e tantos outros grandes nomes que muito fizeram em favor do Reino de Deus, ficamos impressionados por ver a magnitude da obra que realizaram no cumprimento da Sua vontade.

É estimulante e de­safiador olhar para es­sas pessoas, uma vez que, por tudo o que fizeram, tornaram-se referenciais para tan­tas outras.

Como modelos, muitos de nós nos es­pelhamos nos testemunhos dessas pessoas, a fim de que um dia também nos tornemos tão úteis na execução da obra de Deus.

No entanto, a Bíblia não faz menção apenas de grandes personagens como Moisés e Paulo. Embora haja maior destaque acerca da vida de alguns, nem por isso, a importância de outros, que também contribuíram numa evidência menor com o estabelecimento do Reino de Deus, deve ser diminuída.

A Bíblia menciona alguns personagens que, aparentemente, pouco fizeram, mas, considerando o resultado de suas ações, resta evidente que realizaram muito. Pessoas que, tomados por um espírito voluntário, fizeram toda a diferença e, ainda que no anonimato, se não tivessem feito o que fizeram talvez homens como Moisés ou Paulo nem tivessem existido ou não teriam feito o que fizeram.

Certamente, esses coadjuvantes muito colaboraram na im­plantação do Reino de Deus na terra por possuírem, dentre ou­tras características, um espírito voluntário.

Tomemos o exemplo de pessoas como Sifrá e Puá. É bem provável que muitos nunca tenham ouvido falar desses nomes. Essas duas mulheres eram parteiras no Egito nos tempos de Moisés (cf.  Êx 1:15-22).

O fato é que por uma atitude voluntária e, comprometidas pelo temor de Deus, aquelas mulheres não mataram os recém nascidos das mulheres hebréias de sua época a mando de Faraó. O maravilhoso resultado dessa ação foi que Moisés, até então, um pequeno e frágil recém nascido, teve sua vida preservada. Certamente, aquelas mulheres não imaginavam que, agindo daquela maneira, estariam contribuindo com a futura libertação do povo de Deus dos grilhões do Egito pela condução do sobrevivente Moisés.

Podemos mencionar, também, outra pessoa, um jovem que sequer teve seu nome registrado, mas que, por seu espírito voluntário, possibilitou a expansão do cristianismo sobre a face da terra. Trata-se de um filho da irmã de Paulo (cf. At 23:12-24). Se aquele jovem, impulsionado por sua proatividade, não tivesse, voluntariamente, procurado Paulo para revelar o que os Judeus estavam tramando contra sua vida, é bem provável que o Apóstolo jamais tivesse completado a carreira.

Tantos outros nomes poderiam ser usados como inspiração ao voluntariado, mas, acredito que já existam argumentos suficientes para nos convencer de que não é preciso ser muito para se fazer muito.

“Ser voluntário” é algo que não atrai tanta gente. Há algum tempo, encontrar pessoas que vivam tomados por esse “espírito” não tem se mostrado uma tarefa muito fácil. Vivemos numa geração que, aos poucos, tem perdido o interesse pelo voluntariado, sob os mais diversos argumentos. No entanto, há um povo que está sendo formado e que precisa encontrar referenciais que lhes sirvam de inspiração ao voluntariado.

Seria injusto não destacar as pessoas que lideram células, cuidam de seus discípulos ou que estão engajadas em algum ministério, uma vez que todo esse trabalho está revestido de um caráter voluntário. Se bem que, mesmo entre essas, encontramos aquelas que cumprem sua função nem tanto no voluntariado, mas, na obrigação, pois, uma pessoa voluntária demonstra alegria, prazer, dedicação e iniciativa no que fazem e, nem sempre, encontramos essas características em todos aqueles que executam algum serviço na Casa de Deus.

O voluntariado é fundamental na vida da igreja. Embora todos tenham seus compromissos pessoais e necessitem de recursos financeiros para sobreviver, nem todo serviço eclesiástico poderá ser custeado pela instituição religiosa.

Quando há uma conscientização acerca dessa realidade e a convicção de que o que se faz é para Deus, mesmo que homens estejam se beneficiando, alguns gestos que não custam quase nada, como poucas horas do dia, um tempo gasto no cuidado de alguém ou um pequeno investimento na vida de um necessitado, não se mostrarão pesados demais.

O prazer e a espontaneidade do ministério não podem ser substituídos pela ambição ou necessidade em relação a um trabalho, qualquer que seja.

Uma atitude voluntária em favor de uma pessoa que hoje se encontra numa situação menos privilegiada, ou algo aparentemente inexpressivo que fazemos, pode, no futuro, produzir resultados surpreendentes.

Existem várias maneiras de exercermos o voluntariado. Quer seja nas obras assistenciais mantidas pela igreja, ou na execução de um trabalho que surge pela necessidade do momento, precisamos estar atentos e sempre prontos a nos oferecer voluntariamente, sem nos importar se vamos “sair na foto”, ou, quanto vamos receber em troca.

Deus se alegra quando encontra um coração voluntário. Ele mesmo demonstrou possuir esse espírito entregando Seu único filho em nosso favor. Por esse motivo, é certo que Ele saberá recompensar aquele, que de alguma maneira, exercer o voluntariado e conseguir permanecer tomado por esse mesmo espírito.

Portanto, não podemos ficar alheios a essa ideia. Quando buscamos em Deus essa visão, somos tomados por um desejo de nos apresentarmos a Ele, dispostos e disponíveis, para lhe oferecer o que for necessário, a fim de que outras pessoas possam ser abençoadas por Ele através de nós. Nossa inspiração deve vir daqueles que um dia já agiram assim, dentre os quais destacamos o Senhor Jesus, que por uma atitude voluntária, deu Sua própria vida para o resgate de tantas outras, baseado na consciência que tinha de que maior sempre será aquele que serve, sem ficar esperando nada em troca.

Por autor

Edifique-se

Comunidade Cristã de Ribeirão Preto - Rua Japurá, 829 - Ipiranga
Ribeirão Preto SP - CEP 14055-100 - Fone: +55 16 3633-5957
comcrist@comcrist.org
Desenvolvido por Atual Interativa