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Você quer poder? Para quê?

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Testemunhar... até os confins da terra. A missão permanece, pois até que o Senhor venha, a Igreja deve continuar a difundir a mensagem do Evangelho, crendo na promessa de que as portas do inferno não prevalecerão contra nós.

“Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra". - Atos dos Apóstolos 1:8

Há mais de trinta anos fui exposto, pela primeira vez, a um ambiente em que o Espírito Santo se manifestava com muito poder. Lembro-me de ter ficado verdadeiramente assustado, ao ver pessoas sendo libertas, sendo curadas fisica e emocionalmente, outras profetizando, falando em novas línguas, algumas recebendo palavras de conhecimento... Era algo incrível. Eu mal entrara na adolescência, e nem sequer me dei conta de perguntar qual a finalidade de tudo aquilo.

Naquele tempo, no início da década de 80, a Igreja no Brasil estava entrando em uma efervescência. O Evangelho começou a crescer muito aceleradamente. Até então, as igrejas evangélicas estavam basicamente divididas em dois grupos: os históricos – que tinham solidez na Palavra, mas negavam a realidade de que o poder e os dons do Espírito Santo estavam disponíveis aos cristãos nos dias de hoje, e os pentecostais – que viviam intensamente a realidade dos dons espirituais, mas de maneira geral, ainda não haviam atingido um número significativo de pessoas. Percentualmente, somados os dois grupos, não eram uma grande influência na sociedade brasileira.

Então, soberanamente, o Espírito começou a soprar mais intensamente. Denominações históricas começaram a se abrir às manifestações do poder de Deus, e igrejas e comunidades autônomas com essa mesma ênfase carismática começaram a se proliferar. Entretanto, em muitos ambientes, as manifestações foram entendidas como um fim em si mesmo. Ou seja, o propósito ficou esquecido, ou mesmo ignorado. Infelizmente, temos que admitir que isso ainda acontece, em larga escala.

Quando Jesus, antes de ascender aos Céus, ordenou que os discípulos aguardassem o revestimento de poder da parte do Espírito, Ele relacionou aquele episódio ao propósito de testemunhar... até os confins da terra. A missão permanece, pois até que o Senhor venha, a Igreja deve continuar a difundir a mensagem do Evangelho, crendo na promessa de que as portas do inferno não prevalecerão contra nós (Mateus 16:18).

O mundo em que vivemos é muito parecido com aquele em que a Igreja nasceu. De um lado, há pessoas que vivem na frieza da religião – como a maioria dos judeus da época de Jesus, que se opuseram à verdade de que Ele era o Messias. De outro, há os que vivem na perversão, no agnosticismo, no ateísmo prático, e consideram o cristianismo como algo do passado. Esses têm as mesmas características que os pagãos tinham no tempo da igreja primitiva. Assim, os pré-requisitos para a expansão do Reino continuam os mesmos: Temos que ser hábeis e profundos na Palavra, e buscar o respaldo do poder do Espírito.

Quando olho para o estado de coisas em nossa nação, de como as pessoas têm se afastado dos princípios éticos e morais, o crescimento da violência, a perversão patrocinada pelo governo, e tantas outras mazelas, fico pensando em qual é a solução para tudo isso. Podemos e devemos, como propõem muitas pessoas, escolher pessoas de bem para os cargos eletivos em nosso país. Mas eu sei que a resposta não virá dos políticos. A resposta está nas mãos da Igreja. Não por força de sua expressão numérica, ou pressão social por representar um percentual grande da população brasileira. Não! A resposta virá quando entendermos, como Igreja, que a multiplicação de verdadeiros discípulos de Cristo é que mudará a face da terra.

Por essa razão, mais do que nunca, temos que buscar o poder para o testemunho. Precisamos entrar nas casas, proclamando o senhorio de Cristo, fazendo discípulos cada vez mais parecidos com Jesus. As curas, as libertações, os milagres, tudo isso serve a esse propósito: transformar a sociedade em que vivemos, quebrando o jugo do pecado (em todas as suas formas, individual e corporativamente). Precisamos testemunhar um crescimento verdadeiro da Igreja, e não um mero “inchaço”.

Certamente, alguém poderá dizer que a tarefa é grande demais. Mas, será que não era ainda maior a tarefa que apenas 120 pessoas tinham há dois mil anos, quando Jesus as mandou testemunhar, após serem cheias do Espirito? No entando, quando o poder veio, foi tão intenso que as conversões se davam às centenas e até mesmo milhares! É a isso que me refiro, quando falo sobre a necessidade que temos desse poder. Não temos o objetivo de ser um playground espiritual (desculpem-me a franqueza!), mas sim impactar as pessoas com o poder transformador do Evangelho.

Quanto mais o tempo avança, mais tenho a convicção de que necessito dessas dimensões que abrangem o anúncio do Evangelho: palavra E poder. É a isso que dedicarei minha vida; é por essa causa que eu viverei, até que Ele venha.

 

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