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Vasos de honra

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Quando olhamos para a graça de Deus, percebemos que uma de suas nuances é tornar novo aquilo que era velho.

“Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil a seu possuidor, estando preparado para toda boa obra”
(II Timóteo 2:21)

“Novo nascimento”, “eis que tudo se fez novo”, “nova criatura”, são expressões que surgiram por conta da graça. Deus pode, pelo Seu poder, tornar novas todas as coisas!

Quando assumimos Jesus como Senhor e Salvador de nossas vidas, Ele opera um milagre em nós, uma mudança que ocorre de dentro para fora.  Essa transformação tem início no nosso espírito e alcança tudo o que nos diz respeito, tanto interiormente como exteriormente. Aliás, talvez essa seja a maior evidência que se possa encontrar numa pessoa que se converteu a Cristo: mudança de vida.

É muito bom quando as pessoas olham para nós e percebem a diferença entre o que éramos no passado, sem Deus, e como somos hoje, cheios do Espírito Santo. Também é muito estimuante encontrar gente que conhecemos no passado, servindo ao Senhor hoje. Esses testemunhos são a prova de que é possível uma pessoa melhorar.

Hoje, você é ao menos um pouquinho melhor que antes? Mesmo que não tenha havido uma mudança total, se você encontrou Jesus, alguma melhora deve ter ocorrido e, se ainda não ocorreu, vai ocorrer!

Na verdade, não somos apenas melhorados por Deus, mas completamente refeitos, por um processo. Isso dura tempo, mas é real. Isaías 64:8, diz: “Mas, agora, oh Senhor, tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obras das tuas mãos”. Jeremias 18:2-4 também fala nesses termos: “Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele, outro vaso, segundo bem lhe pareceu”.

Há algumas coisas que eu queria destacar dessa passagem. Primeiro, quando o vaso se estraga, nada está perdido, desde que ele esteja nas mãos do oleiro. É um processo de construção. Estamos em obras e às vezes é preciso refazer alguma coisa.

Em segundo lugar, precisamos entender que Deus nos corrige, mas também nos sustenta. A imagem é esta: com uma das mãos o oleiro tira as arestas (espátula) e com a outra segura o vaso.

Há mais uma idéia que me ocorre: Deus está nos moldando e isso acontece de dentro para fora. Veja um artesão que trabalha com vasos de barros e você perceberá que o processo acontece assim.

Na medida em que o Senhor trabalha em nós, vemos sendo transformados, melhorados, aperfeiçoados, e, com isso, a excelência vai se tornando uma realidade cada vez mais evidente em nossas vidas.

Já que estamos falando de vaso, há outro texto na Palavra de Deus, onde o apóstolo Paulo, numa de suas últimas cartas, se referindo a essa transformação que deve ocorrer em nós, se vale também da ilustração de vasos (em algumas traduções), ou utensílios, em outras.  Nessa ilustração, ele compara os cristãos a vasos já prontos, que servirão para desonra ou para honra.

Precisamos entender o que a Bíblia quer nos ensinar, olhando para nós como “utensílios” que guarnecem a Casa de Deus. Paulo está falando sobre crentes e para crentes. Portanto, sua palavra serve para nós também. Ele encoraja seu discípulo Timóteo a se apresentar a Deus aprovado, como obreiro que maneja bem a palavra. Diz ainda para se evitar falatórios inúteis e busca precavê-lo sobre algumas pessoas que haviam se desviado da verdade e que estavam pervertendo a fé de alguns. A grande chave, porém, está nas seguintes palavras: “Ora, numa grande casa não há somente utensílios de ouro e de prata; há também de madeira e de barro. Alguns, para honra, outros, porém, para desonra. Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil a seu possuidor, estando preparado para toda boa obra” (II Tm 2:20-21).

Somos vasos para honra quando buscamos aperfeiçoar nossa santidade. O mesmo Paulo, escreveu: “Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (II Co 7:1). Ou seja, aperfeiçoamos nossa santidade através da purificação. Essa iniciativa tem que ser nossa – o texto diz: “se alguém, a si mesmo se purificar”...

Não será possível viver com Deus, satisfazendo os prazeres da carne, ou viver na carne e agradar a Deus. Nossa natureza caída precisa ser mortificada para que o Espírito prevaleça.

O que é puro? Algo que não contém misturas. E sabemos que um processo de purificação não ocorre do dia para a noite. Ele demanda tempo, mas tem que ser contínuo. Se houver interrupções, as impurezas vão se acumulando de novo e o trabalho é perdido.

Tudo depende da decisão que tomamos. O Senhor está com suas mãos sobre nós para nos moldar. Quanto menos misturas tivermos mais rápido Ele terminará sua obra e seremos vasos de honra.

Por autor

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