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Uma Igreja viva anuncia o Reino de Deus

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Em Atos vemos a narrativa do que estava ocorrendo naquele momento particularmente feliz do início da igreja. Vemos uma igreja vibrante, na qual havia temor, ou seja, reverência pela presença de Deus.

Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos. Atos 2:42-47


Sempre que pensamos em um modelo de igreja, lembramo-nos da igreja cujas características estão registradas em Atos dos Apóstolos, especialmente a primeira comunidade em Jerusalém. Tendo isso em mente, devemos nos lembrar de que aquilo que está ali especificado não é exatamente um manual de como a igreja deve funcionar, pois ela estava nascendo, e o registro é mais “descritivo” que “normativo”. Ainda assim, mesmo levando em conta que a Igreja enfrentou o desafio de se organizar no decorrer da história, há, em Atos, princípios que devem ser observados se queremos viver a realidade de uma igreja saudável.

No final do capítulo 2 vemos a narrativa do que estava ocorrendo naquele momento particularmente feliz do início da igreja. Vemos uma igreja vibrante, na qual havia temor, ou seja, reverência pela presença de Deus. Provavelmente esse temor provinha dos muitos feitos sobrenaturais que ocorriam entre a comunidade. Diz o texto que eles se dedicavam “ao ensino dos apóstolos”. Isso nos traz duas ideias: 1 – a Palavra era muito valorizada e 2 – o ensino era trazido pelos apóstolos. Obviamente isso implica em um entendimento claro do conceito de autoridade espiritual. Os apóstolos eram reconhecidos por causa da autoridade que o próprio Jesus lhes delegara em Seu ministério terreno. Os dons espirituais estavam disponíveis a todos, mas todos se submetiam à direção apostólica.

Eles também se dedicavam à comunhão e ao partir do pão,  dois aspectos que estavam intimamente relacionados. O “partir do pão”, sem dúvida, dizia respeito à observância do chamado de Jesus para que a ceia fosse celebrada em Sua memória. Eles faziam isso juntos, como comunidade, o que por sua vez “alavancava” a vida de comunhão da igreja. A impressão é que havia, de fato, o conceito de igreja como a família da fé.

Vida de oração também está entre as características daquela igreja. Certamente isso incluía tanto a oração pessoal como a comunitária. Nos capítulos seguintes, vemos a igreja orando em momentos difíceis (perseguição, oposição dos religiosos, ameaças contra os apóstolos, etc). Esse aspecto também desencadeava a manifestação do poder sobrenatural de Deus. Vemos que “muitas maravilhas e sinais” eram realizados. Quando, em João 14, Jesus disse que seus seguidores fariam as obras que Ele fazia, seguramente se referia a eles serem a extensão do ministério Dele. Na sequência dos fatos, logo no capítulo seguinte, está registrada a cura sobrenatural de um aleijado. Isso atraiu ainda mais gente para igreja nascente de Jerusalém.

Vemos, ainda, que os discípulos se reuniam tanto nas casas como no Templo (que até aquele momento era o lugar solene da reunião do povo de Deus). Aqui está outro princípio a ser absorvida pela igreja atual. Devemos viver a dimensão da comunhão, da intimidade, da amizade, em reuniões menores, caseiras (que em nosso contexto chamamos de células), e também viver a “festa” das grandes celebrações. Para nós, essas celebrações acontecem em nossos cultos dominicais, e em eventos especiais no decorrer do ano.

Todas essas características faziam com que o nome do Senhor fosse glorificado, e atraíam a simpatia de todas as pessoas. A igreja tinha uma face simpática. Em meio ao temor, reverência, e honra pela presença tão intensa do Espírito, permanecia um senso – e uma experiência! - de muita alegria. Talvez, se fôssemos resumir a realidade daquela primeira comunidade em apenas uma palavra, esta seria “VIDA”!

Que em todas as dimensões de nossa vida cristã possamos sempre e cada vez mais resgatar esses princípios que devem nortear nosso caminhar no Espírito. Desta forma, mesmo em meio aos maiores desafios, conseguiremos ser uma igreja relevante, que cumprirá seu propósito de trazer à nossa geração, a realidade do Reino de Deus.

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