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Um toque de fé

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A fé cristã não é algo teórico e sempre demanda uma atitude, muitas vezes contrariando o bom senso. Quando decidimos crer na Graça todas as adversidades são transformadas em nossas vidas.

"Se eu tão-somente tocar em seu manto, ficarei curada". Marcos 5:28

Dentre tantos milagres operados por Jesus, o Espírito Santo inspirou os escritores dos Evangelho a registrar aqueles que traziam lições e princípios essenciais para o exercício de nossa fé. Um dos que mais me chama a atenção é aquele que está registrado em Marcos 5:24-34. Esse texto traz a história de uma mulher que vinha sofrendo de uma hemorragia ginecológica havia doze anos. Colocara sua esperança nos poucos recursos médicos e nos remédios disponíveis à época, mas de nada adiantava. Além de piorar a enfermidade, essa mulher ficara pobre, gastando todos os seus recursos em busca da cura.

Um dia, algo aconteceu. A despeito das tentativas fracassadas de conseguir sua restauração, ela ouviu falar de Jesus (verso 27). De alguma forma, a notícia de que havia um homem diferente, que estava operando milagres verdadeiros, despertou um pequeno “fio de esperança” que havia nela. Dá para imaginar a fraqueza em que ela se encontrava? Certamente estava profundamente anêmica, pela perda de sangue durante aqueles anos todos. Sem dúvidas, estava caminhando para a morte. O que aconteceu quando ela ouviu falar de Jesus? A fé voltou ao seu coração, e um processo rapidamente começou a se desencadear.

Até aquele momento, ela vivia excluída, distante das pessoas. A natureza de seu problema a proibia de tocar ou mesmo esbarrar alguém. Segundo a Lei, ela estava em um estado constante de impureza. Vivia absolutamente só, sem saber, durante doze anos, o que era um carinho, um abraço, um beijo. Entretanto, as boas notícias de Jesus geraram naquela mulher a capacidade de crer. Paulo afirma, em Romanos 10:17, que a fé vem pelo ouvir. Quando alguém lhe falou a respeito de Jesus, ela conseguiu ver, no meio de seu sofrimento (físico, moral, emocional) uma possibilidade de mudança. De alguma forma, uma expectativa positiva brotou dentro dela.

Em virtude dessa mudança de expectativa, a dinâmica da fé começou a entrar em operação. Como isso aconteceu? Ela teve uma visão do êxito. A ideia que havia dentro dela era: “...ficarei curada” (verso 28b). Ela novamente conseguia ver-se curada. Isso é algo notável, principalmente após tanto tempo de sofrimento. Ela também confessou (declarou) o milagre. Mateus 9, que também relata esse milagre, traz no verso 21 o seguinte: “pois dizia a si mesma: 'Se eu tão somente tocar em seu manto, ficarei curada'”. Isso nos revela a importância de seguirmos declarando a vontade do Senhor, apesar das muitas dificuldades e oposições que enfrentamos!

Movida por essa fé, o passo final foi agir com ousadia. A dinâmica da fé não pode parar na declaração. Tudo isso tem que resultar em uma ação. A fé cristã não é algo teórico. Sempre demanda uma atitude – muitas vezes contrariando o bom senso. O texto diz que uma multidão comprimia Jesus (verso 24). Agora, aquela mulher não poderia encostar em ninguém (devido a seu estado de impureza). O que fazer? Ela teve que decidir entre a Lei – e ficar sem sua cura, e a Graça – confiando na grandeza perdoadora de Deus que admitiria que a restauração de uma pessoa estava muito acima de prescrições rituais. Felizmente, ela escolheu a Graça! Ainda que estivesse “proibida” de fazer isto, ela foi em meio à multidão, tocando inúmeras pessoas e, finalmente, tocou o manto daquele que podia curá-la.

Quando ela fez isso, havia tanta fé nela, que Jesus sentiu que alguém havia “extraído” poder Dele. Os discípulos parece que ficaram irritados quando Jesus perguntou quem O havia tocado. Argumentaram que muitos estavam tocando Nele o tempo todo (pois era uma multidão ao redor Dele). Mas Ele reconheceu um toque diferente, um toque de fé. Diante da pergunta de Jesus, a mulher se apresentou, e contou toda a sua história. Imagino que nesse momento houve muito temor nela. E se Jesus a repreendesse? E se a multidão a linchasse (pois pela Lei ela havia deixado todos em estado de impureza)? Mas não foi assim...

Em vez da repreensão, ela foi confortada por Jesus. É interessante como Jesus atribui aquela cura à fé da mulher, mais que em Seu próprio poder de curar. A impressão que tenho é a de que ela “arrancou” essa cura ao tocar com fé em Jesus. Como resultado, ela foi livre de sua dor física (pois a hemorragia foi estancada imediatamente). Também, foi curada da dor emocional. Alguém se importou com ela; alguém que podia censurá-la, a acolheu. Finalmente, ela foi também curada da dor moral – dali em diante, ela não seria mais rejeitada. Voltaria ao contato com as pessoas, poderia rir novamente, tocar, abraçar...

São impressionantes as lições que o Espírito nos ensina neste episódio. Não há situação que não possa ser transformada pelo Senhor quando decidimos crer na Graça. Sobretudo, aprendemos que crer vai muito além de declarar algo em que acreditamos. Deve nos impulsionar a agir, e a realizar o toque de fé. Neste tempo, meu desejo é que, como igreja e como indivíduos, possamos extrair milagres ao tocarmos, com fé, em Jesus.

 

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