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Sirva-se à vontade

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Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra. - João 4: 34

No título sugerido acima, não há nenhum equívoco. É exatamente esta a idéia que quero sugerir, ou seja, entregue-se totalmente à vontade de Deus, sirva-se à vontade!

Essa história registrada em João 4 tem sido fonte de inspiração para muitas pregações. Pudera, trata-se uma das passagens mais lindas e ricas encontradas na Bíblia. Nela, vemos uma mulher que tentara servir a Deus de acordo com seus conceitos, embalsamados e enrijecidos pelo tempo. Num certo momento, sua vida é mudada, após um diálogo com Aquele que tem, não somente o poder, mas a autoridade para transformar vidas e mudar circunstâncias. 

Ela pensava ter um compromisso com Deus, mas sua vida não era comprometida com sua vontade, devido à ignorância espiritual que a envolvia.  É surpreendente ver o resultado provocado pela reação desta mulher, a partir do momento em que sua miserável situação foi posta à luz por Jesus. 

Não é novidade para ninguém, todos sabem que através de seu testemunho uma cidade inteira veio ao Senhor.

No contexto de todo esse episódio, há algo muito forte a meu ver. Jesus disse que sua comida consistia em fazer a vontade de Deus. Estas palavras vieram em resposta a uma sugestão natural e até muito educada por parte de seus discípulos; “Rabi, come!”. Que mal há nisto?  Do ponto de vista natural nenhum, mas Jesus queria ensinar algo que é fundamental para a subsistência de qualquer crente. Ele disse que a verdadeira comida está em fazer a vontade de Deus. A que Ele estava se referindo?

Se formos abrir o leque, claro que encontraremos uma infinidade de coisas que se encaixam na definição de vontade de Deus, mas a resposta a esta pergunta se encontra no final da historia, ou seja, fazer a vontade de Deus significa, mais que qualquer outra coisa, levar ao perdido o entendimento de que Jesus é o verdadeiro Cristo, o Salvador do mundo.

Se cada crente tivesse isto como revelação, nos moveríamos de forma incansável debaixo deste propósito.

A outra verdade revelada aqui é que, quando vivemos em função de fazer o nome do Senhor conhecido, somos alimentados, nutridos, fortalecidos e preparados para os desafios da vida. Você já percebeu que nos sentimos bem quando vencemos a barreira da timidez e pregamos o evangelho para alguém?  Pois é, esse sentimento de satisfação por termos feito o nosso papel é apenas um flash do que Deus espera que se torne um estilo de vida para nós.  Os nossos problemas ainda chamam muito a nossa atenção e nos desviam com muita facilidade do propósito de Deus.

Não estou querendo dizer que ter a pregação do evangelho como estilo de vida elimina os nossos problemas, mas eles se tornam tão insignificantes quando vivemos em função da vontade de Deus. Veja que a mulher samaritana estava com problemas emocionais fortíssimos em decorrência de sua desordem familiar, religiosa e social. No momento ela teve contato com uma nova maneira de viver, os seus problemas perderam a força e uma multidão a seguiu.

Você já percebeu que há pessoas servindo a Deus com tanto entusiasmo, que até parece que elas não têm problemas? É desta comida que precisamos.

Eu não poderia deixar de dizer que somos apenas pontes ou canais que ligam a vontade de Deus aos necessitados. A população daquela cidade não resistiu e pediu para que Jesus permanecesse com eles. Que atitude linda, não é mesmo?  Eles olharam para aquela mulher e, não conseguindo ver mais suas debilidades, foram atraídos ao Senhor.  O relato bíblico é: “E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo” (vs. 42).

Que história tremenda. Uma mulher aprendeu o segredo com Jesus. Deixou de viver em torno dos seus problemas e passou a servir, especialmente através do evangelismo. Eu creio que podemos aprender muito com isso. Portanto, ergamos os olhos, deixemos de nos preocupar com nossas lutas e vejamos os campos que já estão brancos para a colheita.

Por autor

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