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Servindo as gerações

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Estrategicamente somos uma geração chave pra Deus, porque podemos compreender os anseios e sentimentos da geração que nos antecedeu e da geração que nos sucederá e assim servi-los com excelência.

"Uma geração louvará as tuas obras à outra geração, e anunciarão as tuas proezas." (Salmos 145:4)

Se você tem entre 35 e 50 anos, talvez se identifique comigo. Sou uma verdadeira “máquina de fazer planos”. Parece que planos e sonhos borbulham dentro de mim, me empolgam, fazem minha imaginação ganhar turbinas.

Isso acontece muito quando estou fazendo minhas caminhadas nos finais de tarde. Enquanto caminho, vou orando, ouvindo a voz de Deus e fazendo planos. Muitos planos...

Em meio a caminhada, arrisco algumas corridinhas também. E assim correndo pelas avenidas do meu bairro me sinto um meninão. Isso tem sido bom e renovador.

Quando, porém, chego em casa, já um pouco cansado, logo na entrada do meu quarto encontro um grande espelho que a Cris faz questão de manter lá pra conferir sua beleza. E esse mesmo espelho que é testemunha da beleza da minha mulher revela impiedosamente a minha barba por fazer já esbranquiçada, as mechas de cabelo branco (entre os poucos que me restam) e as minhas marcas de expressão que gritam pra mim: “Bem-vindo, Tiozão!”

Nessa hora  já não me sinto mais tão jovem e parece que todos aqueles planos e sonhos não terão tempo pra acontecer.

Isso é o que normalmente chamam de a “crise de meia-idade”. Mas como eu já decidi que não vou ter mais “crises” na minha vida, mas apenas uma “Cris” (a Cris Santos), tenho que tirar algum proveito desse choque etário.

Ouvi a doce voz do Espírito Santo dizendo: “Você faz parte de uma geração privilegiada, porque você pode tocar a geração dos seus filhos e ainda pode tocar também a geração dos seus pais”.

Isso explodiu dentro de mim. Ainda não havia pensado sob essa perspectiva. Estrategicamente somos uma geração chave pra Deus, porque podemos tocar de perto os mais jovens e também os mais velhos (permitam-me carinhosamente chamá-los assim). Podemos sim, perceber e compreender com clareza os anseios e sentimentos da geração que nos antecedeu e da geração que nos sucederá e assim servi-los com excelência.

Tem sido maravilhoso para mim compor e produzir músicas para a garotada, além de apoiar a Cris no que posso na Igreja da Criança. Nunca havia pensado nisso antes de ser pai, mas foi uma forma que encontrei de tocar a geração dos meus filhos. Agora que a minha filha mais velha está entrando na adolescência já ando me inspirando a compor para essa faixa etária também. Quero ir me renovando e continuar tocando a geração deles.

Quanto aos meus pais naturais, já não os tenho comigo, os perdi muito cedo e hoje posso honrar apenas suas memórias, enaltecendo suas virtudes, das quais pude desfrutar, mas estou decidido a servir a geração de meus pais como se fossem a eles próprios.

Fiquei muito feliz com o ministério Sem Limites, que o Pr. Antônio e a Pra. Ana Claudia levantaram há algumas semanas para servir o pessoal da chamada “melhor idade”.  Fica aqui a minha oferta de ajudar em tudo o que estiver ao meu alcance para servi-los também. Aliás, no dia da inauguração, já quebrei meu protocolo ético e me ofereci para ministrar louvor quando acontecerem outras reuniões. Ficarei muito feliz se deixarem.

Estou na verdade curtindo esta fase.  Amo ouvir as amiguinhas da minha filha me chamando de “tio” e sorrindo quando as chamo de sobrinhas, assim como amo receber os beijos do Sr. Luis Palocci, amo ouvir a Dona Madalena me chamando de “meu filho” e dizendo que ora por mim todas as madrugadas, entre tantos outros exemplos que poderia dar do amor que recebo dessas duas gerações.

Peço a Deus que me deixe abençoá-los, servi-los, devolver-lhes o amor. Os mais jovens e os mais velhos. Talvez essa seja uma das maiores riquezas da meia-idade. Se você está nela, que tal desfrutar disso?

Quero encorajar você a se envolver e servir no ministério com crianças, com adolescentes e também com a melhor idade, além da rede de que já faz parte. Estamos falando de semente para a geração que nos sucederá e honra para a geração que de alguma forma já nos abençoou.

Quando olhamos para as gerações dos três patriarcas de Israel, Abrãao, Isaque e Jacó, que posição privilegiada foi a de Isaque, que pode honrar Abraão em sua velhice dando vida e dando continuidade aos sonhos de seu pai e também pode impor as mãos lançando sementes de bênção sobre Jacó.

Que possamos aproveitar esse privilégio nós também!

Por autor

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