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Qual é o seu alvo?

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O cristianismo nunca será uma opção religiosa. Antes, é um estilo de vida moldado por Jesus, através do Espírito Santo, e atinge todas as áreas da existência de um ser que se entrega a Deus.

Não estou dizendo que já tenha tudo isso, que já o tenha conseguido. Mas estou a caminho, prosseguindo para Cristo, que me alcançou de uma forma impressionante. Amigos, não me entendam mal: não me considero um especialista no assunto, mas olhando para o alvo, para onde Deus nos chama – para Jesus. Estou correndo e não vou voltar atrás” - Filipenses 3:12-14 (A Mensagem).

Em menos de 200 anos, numa época sem grandes meios de comunicação, sem marketing, com muita perseguição, o cristianismo mudou a face do mundo conhecido. Chegou aos limites mais distantes do Império Romano, e foi além. Mesmo os mais lúcidos historiadores têm dificuldades em entender as razões disso. À parte do aspecto sobrenatural, creio que a determinação e a paixão das primeiras gerações do cristianismo foram decisivos para esse espantoso crescimento.

A despeito das grandes oposições à fé cristã (que tendem a aumentar!), podemos dizer que a Igreja tem crescido bastante nas últimas décadas. Entretanto, temo que para muitos, seguir Jesus Cristo tenha sido mais aquilo que chamarei “opção de mercado”. Essas pessoas, de alguma forma, entenderão que o cristianismo era uma boa opção, e na “prateleira das escolhas religiosas”, escolheram aderir a ele. Entretanto, pode-se adjetivar o cristianismo de muitas maneiras, mas ele nunca será uma opção religiosa. Antes, é um estilo de vida moldado por Jesus, através do Espírito Santo, e atinge todas as áreas da existência de um ser que se entrega a Deus.

Para essas pessoas, é possível seguir Jesus e manter alvos que estejam acima desse seguimento. Para elas, a carreira profissional é mais importante, o mesmo ocorrendo com a família, a estabilidade financeira, o sucesso, a fama, etc. A espiritualidade torna-se acessória, ou pior, está a serviço daquilo que elas têm como alvos prioritários. Por essa razão, surgem teologias humanistas para justificar o endeusamento do homem, e muitos não se dão conta do absurdo que é transformar o onipotente Deus em uma espécie de “gênio da lâmpada”, que existe apenas para servir os medíocres desejos humanos.

Conheço pessoas cuja experiência espiritual é superficial assim. São tímidas em partilhar sua fé, mas intensas quando falam de seus negócios e projetos pessoais. Mas não é isso o que mais me entristece. Fico pasmado quando pessoas que já estiveram em chamas para Deus, que já provaram da alegria de viver verdadeiramente cheios do Espírito, retrocedem e esfriam. Sei de pastores e líderes que abandonaram o ministério, e hoje dedicam-se a atividades seculares como motivadores (“coach”), empresários, etc. Com o cuidado de não entrar na esfera do julgamento, cogito que incorreram no erro que gerou a advertência de Apocalipse 2:4 - “Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor”.

Em contrapartida, aqueles que mudaram o mundo nas primeiras décadas da era cristã eram intensos, apaixonados, totalmente entregues à vontade Daquele que os salvou. O antes medroso Pedro enfrentou os religiosos que poderiam enviá-lo para morrer; Tiago foi martirizado; João foi encarcerado em Patmos, e a história continua... Os relatos dão conta de que nos anos que se seguiram ao fechamento do cânon do Novo Testamento (cerca de 100 d.C.) muitos foram entregues aos leões; outros, decapitados; outros, ainda, queimados na fogueira, ou em óleo fervente...

Sei que é difícil avaliar se nós mesmos suportaríamos essas situações. Porém, certamente aqueles que vivem idolatrando o próprio ego estarão menos qualificados. Alguém poderá dizer, ao ler o que estou escrevendo: “mas todos esses também não tinham seus negócios, família, etc?”. Claro que tinham. Porém, viver para Cristo era o centro de suas vidas. Exatamente por isso foram habilitados a suportar tudo o que passaram.

Pessoalmente, desejo crescer em minha devoção e entrega ao meu Salvador. Quero mais... Particularmente, aborreço-me comigo mesmo quando observo que em determinado momento de minha história já vivi mais intensamente a vida de Deus. Meu propósito, nessa reflexão, é que sejamos despertados para o fato de que a vida em Cristo só vale a pena se for vivida por inteiro, em plenitude. Estou convicto de que a Igreja que o Senhor virá buscar é uma igreja apaixonada, cheia de gente para quem a vida toda se resume em viver para Deus, e viver com Deus. Gente que poderá dizer, juntamente com Paulo: “Se vivemos, vivemos para o Senhor; e se morremos, morremos para o Senhor. Assim, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor” - Romanos 14:8.

 

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