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Perdão condicional e perdão incondicional

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Se perdoarmos, seremos perdoados; se não perdoarmos, não teremos direito ao perdão de Deus pelos erros que cometemos e colocamos em risco nosso realcionamento com Ele.

“E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores.” - Mateus 6:12

O perdão talvez seja um dos assuntos que menos agrade a alguns cristãos. O fato é que sendo uma via de mão dupla, ora perdoamos, ora temos que ser perdoados, é inquestionável a importância que Deus dá a esse assunto. Temos que admitir que tanto pedir como liberar perdão não são tarefas muito fáceis.

Já sabemos algumas coisas; que ele deve ser resultado de uma decisão e não fruto de um sentimento e que a falta dele pode desencadear no ser humano doenças psicossomáticas altamente destrutivas. No entanto, às vezes nos falta revelação acerca desse assunto, uma convicção vinda da parte de Deus que fará mudar a nossa postura diante de fatos que envolvem o perdão.

Entendo que há dois tipos de perdão, um incondicional e outro condicional. O primeiro refere-se àquele liberado por Deus em nosso favor no momento em que tomamos a decisão de entregar nossa vida a Ele. Por meio da morte de Jesus na cruz e do seu sangue derramado, recebemos remissão de todos os nossos pecados (cf. I Jo 1:7). Esse perdão é suficiente para nos credenciar à vida eterna e é incondicional, assim como Seu amor, pois não precisamos fazer nada para recebê-lo, é fruto da Sua graça.

O segundo, por sua vez, é condicional, há um “se”, uma condição para recebê-lo. O ser humano, mesmo o nascido de novo, habita em um corpo ainda corruptível. Todos nós estamos sujeitos ao erro e, no nosso dia-a-dia, com freqüência pecamos. Por essa razão, necessitamos que o perdão nos alcance para que o liberemos a quem nos ofende e o recebamos de quem ofendemos.

Para isso, Jesus, nosso referencial nos dá um ótimo exemplo. Ele liberou o perdão durante todo o seu ministério, mas, uma situação se destaca. No momento em que está crucificado, após ter sido maltratado e humilhado, bem próximo à morte, Ele decide encontrar forças – que já eram mínimas – para liberar perdão. Em determinado momento, Ele diz: “Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem” (cf. Lc 23:34).

Jesus perdoou aqueles homens por entender a ignorância espiritual que os cegava naquele momento. Ele não se deteve ao fato, mas, analisou a situação, e fez o que tinha que fazer. Perdoou, mesmo que não tenham lhe pedido para lhes perdoar.

É bem provável que alguns dos que estavam ali se lembraram das palavras de Jesus na oportunidade em que ensinava o povo como orar, quando disse: “...perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores” (Mt 6:12).

Fico imaginando a cena. Embora a Bíblia não o diga que foi assim, me permito imaginar alguém dentre aquelas pessoas que ouviram as palavras do Mestre, se levantando para indagar Jesus: “Jesus, como é que é? Explique melhor esse negócio de perdoar para ser perdoado”. Digo isso, pois, depois de aparentemente ter encerrado o ensinamento acerca de como se deve orar, Jesus volta a falar exatamente sobre esse assunto, ou seja, a necessidade de perdoar para ser perdoado.

Ele diz nos versos 14 e 15: “porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas”. Não sei se o Senhor estava respondendo a um questionamento. O motivo que o Jesus a voltar a falar sobre o perdão não faz diferença, mas, uma verdade resta evidente, esse assunto é muito importante para Ele.

Por uma simples interpretação do texto, entendemos que a atitude de não perdoar quem nos fere, nos impede de recebermos o perdão de Deus pelos nossos erros e, sem o perdão de Deus, nossa vida espiritual estará comprometida. Jesus diz “assim como”, em seguida, “se, porém”. Essas expressões traduzem condição; da mesma maneira ou intensidade que perdoarmos, seremos perdoados por Ele. Se perdoarmos, seremos perdoados; se não perdoarmos, não teremos direito ao perdão de Deus pelos erros que cometemos.

A vida vai nos provar muitas vezes nesse quesito. Somos seres sociais. Vivemos cercados de gente por todos os lados. E gente imperfeita, que erra! É impossível que passemos pela jornada sem ser feridos por alguém. E aí, teremos que decidir entre guardar a mágoa e abrir mão dela.

É certo que nenhum de nós está interessado em ficar sem o perdão de Deus quando erramos. Por isso, sob a revelação dessa palavra, precisamos decidir perdoar hoje e, não apenas, hoje, mas procurar nos tornar pessoas pré-dispostas a perdoar, indivíduos que, assim como Jesus, se preocupam em entender as situações, não nos apegando aos fatos simplesmente, e decidindo liberar o perdão, mesmo que a razão tente nos dizer que estamos certos. Isso manterá a nossa paz com Deus.

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