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Padrão ou patrão?

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Uma liderança sadia precisa ser conquistada e não imposta. Autoridade e autoritarismo não representam a mesma coisa. Aqueles que desejam alcançar uma liderança eficiente precisam entender essa diferença e governar servindo.

E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros (cf. 2ª Timóteo 2:2)

Não tenho dúvida de que “fazer discípulos” constitui a segunda tarefa mais importante que Jesus nos deixou. Por isso, EVANGELIZAR, que corresponde à primeira tarefa (cf. Marcos 16:15) e DISCIPULAR (cf. Mateus 28:19) devem estar no rol de prioridades na vida de todo aquele que vive para agradar e servir ao seu Senhor. No entanto, “fazer discípulos” não é uma tarefa muito fácil. Não encontramos discípulos prontos.

Eles precisam ser “feitos” e, para que isso ocorra, serão necessários aprendizado e amor. O aprendizado nós recebemos do nosso líder discipulador e através das Escolas de Líderes, mas o amor deve entrar em nossas vidas por uma revelação que nasce no coração do Pai e se manifesta através da morte de seu filho Jesus na cruz do Calvário. Um amor abnegado, paternal, e que represente, acima de tudo, DOAÇÃO e ENTREGA.

Um amor que ultrapasse os limites da “ordem” e da “obediência”. Podemos dizer que existem “chefes” e “líderes”. Todo líder certamente é um chefe, mas nem todo chefe tem as características de um líder. O chefe “manda” e aguarda ser “obedecido”, ignorando os que obedecem e punindo os desobedientes. O líder, no entanto, “orienta” e espera ser “atendido”, honrando aqueles que o atenderam e ensinando os demais a fazerem o mesmo. Enquanto o chefe ou “patrão” tenta impor sua liderança, muitas vezes através de uma forma autoritária e opressora, o líder, por sua vez, a conquista pelo exemplo, com simplicidade e sem ostentação. Um chefe dificilmente terá seguidores, mas um líder produzirá discípulos.

Uma liderança sadia precisa ser conquistada e não imposta. Autoridade e autoritarismo não representam a mesma coisa. Aqueles que desejam alcançar uma liderança eficiente precisam entender essa diferença. A resposta a uma liderança conquistada deve ser baseada na espontaneidade e não no constrangimento ou medo. O fato é que, ainda hoje, podemos encontrar pessoas tentando exercer sua liderança através de posturas totalmente divorciadas dos padrões de Deus. Alguns, talvez até mesmo por insegurança, procuram impor suas idéias e, através de ordens e atitudes ríspidas, ofendem e oprimem seus discípulos.

Outros, por sua vez, pensam que manter “linha dura” é o único meio eficaz de liderar com autoridade. Ainda existem aqueles que exigem obediência e submissão de seus liderados sem se preocupar se aquilo que estão dizendo corresponde com aquilo que de fato estão fazendo. Entretanto, o PADRÃO, baseado nos ensinamentos e no amor, constitui a base sólida de uma liderança sadia e eficiente.

O Apóstolo Paulo, no exercício da sua liderança, recomendou ao seu discípulo Tito: “Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras...” (cf. Tito 2:7). Tornar-se “pessoalmente padrão de boas obras” fala de atitudes diante das situações e de caráter diante dos homens. Nossas atitudes diante das situações revelam o nosso caráter e o nosso caráter dirá se somos padrão. Paulo nos adverte, ainda, de que temos uma missão celestial, a saber, resplandecer como luzeiros no mundo (cf. Fp 2:15). Essa tarefa trás algumas exigências e, quando nos referimos a líderes, essas exigências se tornam ainda maiores. Ser padrão diante das situações e resplandecer como luzeiros no mundo é fazer o que Jesus faria se estivesse em nosso lugar.

Aliás, há um velho e conhecido questionamento que se aplica perfeitamente ao assunto de que estamos tratando. Diante de uma situação complicada, você já se perguntou o que Jesus faria se estivesse no seu lugar? Acredito que se fizéssemos essa pergunta pelo menos três vezes ao dia estaríamos muito mais próximos do padrão que Deus quer que estabeleçamos para as nossas vidas.

O nosso chamado é para que sejamos “padrão”. Os discípulos que formamos precisam de um referencial, as pessoas com as quais nos relacionamos precisam de um referencial, o mundo precisa de referenciais que possam dizer com propriedade: “faça o que eu falo porque é o que eu faço”.

Por autor

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