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Crescendo com as provações

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É inevitável passar por provações. Ninguém está isento de ter que enfrentar situações desfavoráveis na vida. A Bíblia identifica pelo menos dois tipos de provação: as decorrentes de nossas próprias escolhas, e as provenientes de Deus.

“Bem aventurado é o homem que suporta a provação, porque depois de aprovado, receberá a coroa da vida que o Senhor prometeu aos que o amam” Tiago 1:22

É inevitável passar por provações. Ninguém está isento de ter que enfrentar situações desfavoráveis na vida. A Bíblia identifica pelo menos dois tipos de provação: as decorrentes de nossas próprias escolhas, e as provenientes de Deus.

A primeira é resultado da liberdade que temos de optarmos de acordo com o desejo do nosso coração. A Bíblia fala das opções de escolha que temos: porta estreita ou porta larga, bênção ou maldição, vida ou morte. Nesse caso, cada escolha produzirá consequências distintas, benéficas ou não.

O segundo tipo de provação, quando Deus sonda os nossos corações, encontramos em Gênesis 22:1-2. Ali, o Senhor coloca à prova Abrão ao pedir-lhe seu filho Isaque e, mais adiante, quando, nas palavras de Moisés, diz ao povo: "Não temais, porque Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis" (Ex 20:20).

Esse último tipo de provação, normalmente, tem um caráter didático. Por ela, aprendemos caminhos pelos quais o Senhor quer que trilhemos, como o caminho do conselho, da retidão, da obediência e do temor.

No livro de Deuteronômio, capítulo 8, versos de 1 a 10, encontramos o relato da caminhada do povo de Deus pelo deserto, desde a saída do Egito até a Terra de Canaã. O Senhor havia prometido algo bom, a terra de Canaã, mas, até alcançar a promessa, o povo tinha que passar pelo deserto, onde seriam provados. Nesse texto, Deus leva a nação a se lembrar de aspectos como a obediência, o livramento e a promessa, relativos a esse tempo de provação.

No tocante à obediência, Ele diz: vs. 1 – “Todos os mandamentos que hoje eu vos ordeno cuidareis de observar, para que vivais, e vos multipliqueis, e entreis, e possuais a terra que o Senhor, com juramento, prometeu a vossos pais”. Pela obediência a Deus, eles teriam vida, multiplicação e posse. As consequências da fidelidade e da submissão os levariam a um resultado melhor.

No Getsêmani, citando como exemplo, Jesus não apenas obedeceu, mas, se submeteu à vontade do Pai, mesmo que, num primeiro momento, o que teria que enfrentar não era exatamente o que desejava no seu íntimo (cf. Mt 26:42). Para Jesus, fazer a vontade do Pai representou sua própria morte. Conosco não pode ser diferente. Quando decidimos obedecer, nos submetendo à vontade de Deus, temos que estar dispostos a fazer morrer a nossa carne e a nossa alma (vontade). Agindo assim, damos a Ele o direito de produzir o resultado que Ele quiser. Para Jesus, o resultado da sua morte foi vida, multiplicação e vitória para todos nós.

Em outro aspecto, aprendemos que em meio às provações Deus espera encontrar em nós perseverança e fidelidade - vs. 2 – “E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus tem te conduzido durante esses quarenta anos no deserto, a fim de te humilhar e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos”.

Normalmente, é em tempos de crise e dificuldade que a perseverança precisa ser acionada. Quando a maré está mansa, é fácil manter o curso, basta se deixar levar pela correnteza. Nessas ocasiões, não há a necessidade de perseverar nem se esforçar, pois as coisas acontecem naturalmente. Entretanto, em tempos de agitação das águas, surge a necessidade de remar, insistir e jamais desistir, para que o barco não afunde.

Deus quer ver até onde vai a nossa perseverança, até quando suportaremos e manteremos a nossa fidelidade e até que ponto permaneceremos no curso sem nos desviar da rota que traçou.

Tanto a perseverança quanto a fidelidade são fundamentais, mas, tratando-se de vida com Deus, a fidelidade se mostra mais importante que a perseverança. Podemos ser perseverantes sem ser fiéis, mas, não tem como ser fiel sem perseverar. Uma geração perseverou no deserto por 40 anos, mas, foi achada infiel.

Precisamos permanecer fiéis em toda e qualquer situação, mesmo quando a caminhada se torna difícil de trilhar. Na fidelidade somos levados a perseverar, confiantes de que Deus se manterá conosco, e nos conduzirá segundo o Seu propósito rumo ao livramento e à promessa.

O último aspecto que quero destacar revela que, entre a provação e o livramento está a promessa. Deus é Soberano e age segundo a Sua Palavra. Essa verdade é absoluta para nós. Ele guarda Seu povo para que não pereça (vs. 3 e 4) e não está alheio às provações, pelo contrário, está sempre atento ao clamor de Seus filhos e pronto para livrá-los. É Ele quem nos sustenta nas provações. Se o livramento ainda não chegou, não desista, persevere, permaneça fiel e nunca desanime, porque, no tempo de Deus, Suas promessas serão estabelecidas e o livramento virá. Dentre outras coisas, Ele prometeu: "Bem aventurado é o homem que suporta a provação, porque depois de aprovado, receberá a coroa da vida que o Senhor prometeu aos que o amam" (Tiago 1:12).

 

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