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Amizade e aliança

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Resumo do capítulo 6 do livro O FAZEDOR DE DISCÍPULOS.

João 17
24 Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo.

1)   UM DOS SEGREDOS DO FAZEDOR DE DISCÍPULOS É AMAR AQUELES QUE DEUS LHE DÁ – Jesus não fez um trabalho técnico de formação de doze homens, mas desenvolveu com eles uma relação de afetividade.

a)    A proposta do discipulado é de um relacionamento próximo. Desde o começo, Jesus os valorizou como pessoas e deixou claro que queria amizade. A André e um companheiro, chamou para casa, na primeira vez que conversaram. A Pedro, visitou e curou a sogra.

b)   No discipulado, existe uma hierarquia, mas ela não é incompatível com o conceito de amizade. Muitos líderes mantém uma distância danosa, ou porque têm receio de que se confundam as coisas, ou porque não  querem se expor aos riscos da proximidade.

c)    O discipulado deve trilhar uma rota na direção amizade e da aliança. Os doze começaram com a visão fria do discipulado rabínico que eles viam à distância, somente um mestre e seus alunos, mas foram sendo conduzidos por Jesus a uma amizade consciente: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer” (João 15:15)... “Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” (João 15:4).

d)   A afetividade é um campo fértil para o ensino. Pessoas confiam mais quando se sentem amadas. Ilustração: Chorando com um discípulo.

2)   A AMIZADE DO DISCIPULADO DEVE EVOLUIR PARA UMA ALIANÇA. Aqueles homens começaram como servos, tornaram-se amigos e terminaram dando sua vida pela visão que Jesus lhes deu. O caminho para uma relação estável passa por um pacto de fidelidade. Somente uma aliança sustenta pessoas juntas em meios às suas crises.

a)    Quando Jesus falou de “comer sua carne” e “beber seu sangue”, ou seja, viver por aliança e não por conveniência, muitos discípulos o abandonaram (conf. João 6:66-67). Pedro, porém, falando pelo doze, firmou um pacto de fidelidade: “Para quem iremos nós, Senhor. Só tu tens as palavras de vida eterna e nós temos visto e crido que és o Filho de Deus”. Duas coisas ficam claras nesse episódio: ninguém estava amarrado a Jesus. Quem quisesse deixa-lo estava livre para fazê-lo. Por outro lado, quem quisesse ficar, deveria assumir um pacto sério.

b)   A aliança do discipulado é bilateral. Ao líder cabe amar os seus discípulos insistentemente e não desistir deles por encontrar dificuldade. Jesus, “tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (João 13:1). Isso não foi fácil! Ele chegou a expressar sua decepção, em Marcos 9:19: “Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei?”. Por outro lado, os discípulos precisam assumir uma aliança com seu discipulador que coloque a relação acima das circunstâncias, como fez Rute com Noemi (conf. Rute 1:16-17).

c)    O nível de aliança que o discipulado exige envolve renúncia e quebrantamento. Os doze de Jesus deixaram muitas coisas e interesses pessoais para segui-lo e, durante a caminhada, suportaram as correções do processo sem “espanarem”.

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